Silvia Bonoli e Roberto Vitali, da Village for All, Ricardo Moesch, do MTur, Giorgio Pistocchi e Antonio Zambelli, da Geokeys

Ricardo Moesch, diretor do Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, está presente da BIT para fechar uma parceria com o Governo Italiano. O objetivo, segundo ele, é assinar um acordo de cooperação Brasil – Itália na área de acessibilidade. “Com o advento dos grandes eventos esportivos, o Brasil tem algumas exigências a cumprir e a acessibilidade é uma delas. Além disso, este é um nicho de mercado que o MTur tem interesse em trabalhar”, disse. De acordo com Moesch, já existem memorandos de entendimento com a Itália, mas agora será criado um específico para esse assunto.

O diretor está em Milão para conversar com as autoridades e conhecer melhor o projeto Village for All, um projeto já bem sucedido na Itália que tem como proposta a arquitetura universal para atender as pessoas com alguma dificuldade ou mesmo uma criança ou idoso. “O conceito é que uma pessoa que precise de acessibilidade não necessariamente seja um deficiente, ela pode ser uma pessoa idosa ou mesmo uma criança”, pontuou. “O objetivo desse programa e o conceito que queremos levar para o Brasil é que a pessoa com necessidades especiais possa escolher o destino que quer visitar sem se preocupar se esse lugar é apto para atende-la”, contou.

Outra intenção do MTur é levar a experiência da Village for All de coleta de dados desse nicho para o Brasil. “É muito importante termos dados desse segmento para poder trabalharmos. Segundo pesquisas, cerca de 15% da população de países industrializados se encaixam nesse perfil. E essa pessoa nunca viaja sozinha, mas sim em grupos de até quatro pessoas. Ou seja, é um mercado muito grande para se trabalhar”, disse. A ideia é introduzir esse conceito primeiro nas 12 cidades sedes da Copa, para atender as exigências da FIFA, e depois ampliar para as demais cidades brasileiras.

De acordo com Moesch, além da Itália, o acordo será assinado com outros países europeus. Além do acordo a ser assinado, o diretor participa da feira da BIT também como palestrante. Sua palestra acontece durante o 3º Encontro do Grupo de Trabalho de Proteção ao Turista/ Consumidor e Profissionais de Turismo, da Organização Mundial de Turismo (OMT). Moesch fará um histórico das atividades do MTur desde a sua criação e o impacto dessa decisão de governo na economia e no desenvolvimento do Brasil. Serão apresentados ainda programas e ações do MTur que contribuem para impulsionar a atividade no país. Ele falará também sobre os desafios enfrentados com a organização dos grandes eventos que acontecerão no Brasil, como a Copa do Mundo de 2014, a Copa das Confederações, em 2013, e as Olimpíadas de 2016.

Fonte: Mercados e Eventos

Cadeirantes reclamaram de suas dificuldades mesmo após a reforma do Sambódromo

Cadeirantes reclamaram de suas dificuldades mesmo após a reforma do Sambódromo

Quando anunciou a remodelação do Sambódromo, o prefeito Eduardo Paes prometeu que as obras seriam completamente terminadas antes do carnaval deste ano. No entanto, o que se vê é um local repleto de improvisos que apresenta riscos para o público e torna muito difícil a vida de portadores de necessidades especiais, que não foram contemplados na reforma.

Feita às pressas, a reforma deixou marcas de descuido. Logo nas entradas, o piso é apenas de um cimento tosco e desnivelado, o que dificulta bastante o acesso de cadeirantes. Wellington do Espírito Santo, que trabalha em uma das campanhas de conscientização da Operação Lei Seca na Marquês de Sapucaí, relata as dificuldades que enfrenta:

“Está muito complicado. Aqui na entrada, se a gente esbarra em um desses buracos é tombo na certa. Também não vi nenhum banheiro químico adaptado, então se quisermos fazer nossas necessidades temos que ir até o setor 13, do outro lado da Avenida. É muito longe, fica difícil chegar até lá”, explica.

E se já na entrada são notados problemas, no backstage da Sapucaí o problema continua. Há diversos degraus que impedem a passagem de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. Além disso, o acesso a diversos espaços é feito exclusivamente por escadas.

Wellington define a situação em apenas uma frase:

“Aqui é um pesadelo para nós cadeirantes”, afirma.

Preparativos continuam durante os desfiles

Mesmo com o início dos desfiles do Grupo Especial, os operários continuam trabalhando. Em uma passarela improvisada que liga a entrada 2 à concenração, dois eletricistas estão terminando de instalar a iluminação do local. Segundo um deles, o trabalho não é um reparo emergencial:

“Não, está tudo certo. Estamos terminando aqui, já vai ficar tudo bonito!”, explica o funcionário, que prefeiu não se identificar.

Nos banheiros, improviso também é visto

Até mesmo nos banheiros convencionais é possível notar problemas. Além do acabamento não concluído, o espaço é um desafio para os usuários. Nas cabines, não há suporte para papel higiênico, obrigando os usuários a pegarem o item no chão.

Já nas pias, a situação não é muito diferente. O sabonete está guardado em um recipiente improvisado, já que ainda não foram instaladas saboneteiras, e não há toalhas de papel para secar as mãos.

Fonte: Jornal do Brasil

O Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres, I.P. (IMTT, I.P.) lançou a 2ª edição do “Prémio Acessibilidade aos Transportes 2011-2012″, com o objetivo de distinguir projetos que permitam aos cidadãos com mobilidade condicionada uma maior acessibilidade aos transportes públicos.

Este Prémio pretende distinguir medidas e ações que se destaquem positivamente pela acessibilidade proporcionada e integração de soluções inovadoras direcionadas à efetiva eliminação de barreiras para os cidadãos com necessidades especiais e mobilidade condicionada, premiando as boas práticas e promovendo a sua divulgação.

Está prevista a distinção dos três primeiros classificados, através da atribuição de um prémio de valor pecuniário, selecionados a partir da avaliação dos projetos apresentados. Esta avaliação será conduzida por um júri composto pelo IMTT, I.P. e pelo Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P. e por uma Comissão Técnica, de que farão parte as seguintes entidades:

- Associação dos Cegos Amblíopes de Portugal (ACAPO);
- Associação Portuguesa de Deficientes (APD);
- Associação Portuguesa de Deficientes das Forças Armadas (ADFA);
- Sociedade Portuguesa da Engenharia da Reabilitação e da Acessibilidade (Supera);
- Centro Português de Design (CPD).

As candidaturas ao “Prémio Acessibilidade aos Transportes 2011-2012″  encontram-se abertas até ao dia 24 de fevereiro de 2012, para projetos cujas obras tenham sido concluídas de 1 de janeiro de 2010 até 31 de dezembro de 2011.

Na primeira edição, após análise das sete candidaturas admitidas, o Júri decidiu, por unanimidade, atribuir os seguintes prémios:

1.º Classificado: Projecto «Rede de Acesso Fácil» da STCP – Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, S.A. , com prémio no valor de 25.000 euros, entregue pelo Secretário de Estado dos Transportes, Carlos Correia da Fonseca. Destaque pela visão abrangente e global mostrada por este projecto e pela empresa em geral na melhoria do acesso à sua rede de transportes públicos, com intervenção em áreas diversas: veículos, informação, serviço, paragens, etc., apresentando soluções para diferentes tipos de necessidade;

2.º Classificado: Projecto «Revisão de Nível 2 das Unidades Quadruplas Eléctricas (UQE’s)» da CP – Comboios de Portugal, EPE, com prémio no valor de 15.000 euros, entregue pelo Secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa. Destaque pela visão a longo prazo do projecto, assim como a abrangência do mesmo para diferentes tipos de necessidade;

3.º Classificado: Projecto «Sistema de Transportes Públicos de Lagos (Onda)» da Câmara Municipal de Lagos, com prémio no valor de 10.000 euros, entregue pelo Presidente do IMTT (também presidente do Júri), António Crisóstomo Teixeira. Destaque pelo empenho do município em garantir, numa pequena rede de transportes local, o acesso por rampas em toda a frota.

Para maiores informações, acesse o link a seguir Prémio Acessibilidade aos Transportes 2011-2012 

Fonte: IMTT

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 19/02/2012

Mão robótica reproduz tato e sensações da mão real

Mão robótica inteligente
Cientistas europeus apresentaram o primeiro protótipo de sua longamente esperada “mão robótica inteligente.” O projeto, que reúne pesquisadores de universidades e empresas, prometia uma mão artificial “definitiva,” que viesse atender as expectativas das pessoas amputadas em receber um implante artificial que lhes permitisse reconquistar a maior parte das funcionalidades do membro perdido.

Mão artificial com sensibilidade
A espera parece ter valido a pena. A mão robótica apresentada reproduz todos os movimentos de uma mão natural, além de trazer as sensações ambientais e o sentido do tato. Segundo os pesquisadores, a nova mão robótica possui 4 motores elétricos e 40 sensores apenas em sua parte sensorial. Esses motores e sensores são ativados quando pressionados contra um objeto. Os sensores enviam os sinais captados para os nervos, ativando a rota até o cérebro, permitindo que o paciente sinta o objeto como se tivesse de volta sua mão natural.

“Eu estou usando músculos  que eu não usava há anos. Quando eu pego algo, eu posso sentir o objeto em meus dedos, o que é estranho, porque eu não tenho mais os dedos,” contou Robin Ekenstam, um dos pacientes que está testando a nova mão artificial. “É maravilhoso,” resume ele.

Sistema sensorial robótico
Reunidos na Universidade de Lund, na Suécia, os pesquisadores continuarão a trabalhar no sistema sensorial da mão robótica. Segundo eles, o próximo desafio a ser vencido será miniaturizar os motores e os cabos. O próximo protótipo também deverá receber uma minúscula unidade de processamento e um sistema de comunicação entre os diversos pontos da pele artificial, o que permitirá aprimorar as sensações e aumentar a funcionalidade da prótese.

Mão artificial quase natural
A neurologia já oferece um mapeamento bastante preciso do cérebro humano, mostrando que cada nervo estimula partes precisas do cérebro. Usando essa informação, os cientistas querem colocar sensores na mão robótica que permitam ativar a maioria das áreas cerebrais, imitando o funcionamento de uma mão real com muita precisão.

“Se você estimular os pontos certos, nós sabemos que as áreas corretas do córtex cerebral serão ativadas. Em outras palavras, se você pressionar a ponta do indicador da mão artificial, a área equivalente ao seu dedo indicador daquela mão será ativada no cérebro,” diz o Dr. Goran Lundborg, membro da equipe e especialistas em movimentos da mão.

No futuro, a equipe espera criar um sistema duplo de comunicações, em que tanto os sinais dos sensores serão enviados para o cérebro, quanto os sinais cerebrais ativarão os sensores da mão. “A futura interface neural poderá ser implantada no interior do braço, de onde sairão as conexões para a interface da prótese,” prometem os pesquisadores.

Fonte: Inovação Tecnológica

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 18/02/2012

Carnaval do Recife: Multicultural e Inclusivo

Durante os festejos de Momo a Prefeitura desenvolverá várias ações para a acessibilidade das pessoas com necessidades especiais. Este deverá ser o Carnaval mais inclusivo que o Recife já teve. Pólos com áreas reservadas para pessoas com necessidades especiais, programação das atrações disponível em braile, intérpretes da linguagem de libras, ônibus do Expresso da Folia com elevadores para cadeirantes, monitores especializados e banheiros com acessibilidade, tudo está sendo oferecido num programa que congrega várias secretarias.

“Ainda estamos adaptando algumas coisas e vencendo muitas dificuldades, como a falta no mercado de oferta de banheiros químicos com acessibilidade, por exemplo, mas estamos conseguindo oferecer ao recifense e ao turista com necessidades especiais a oportunidade de conhecer e participar do nosso Carnaval”, disse  Gloria Brandão, assessora executiva da Secretaria de Controle e Obras da Prefeitura do Recife. A criação de estruturas que permitam a inclusão de pessoas com deficiência no Carnaval do Recife foi uma novidade nesta gestão e a cada ano é ampliada.

Através de uma parceria da Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã, com a Presidência da República, Governo do Estado e Galo da Madrugada este ano acontecerá mais um camarote da acessibilidade no desfile do maior bloco carnavalesco do mundo. A prefeitura facilitou a instalação da estrutura montada pelo Governo do Estado e assim, 100 convidados portadores de necessidades especiais assistirão ao desfile do Galo da Madrugada num camarote especial. A ação permite incluir cidadãos com deficiência – recifenses e visitantes – no hall dos foliões.

Na intenção de tornar o Carnaval da cidade com condições básicas de acessibilidade, a Prefeitura do Recife criou ainda o projeto Carnaval da Inclusão: Somos todos Iguais. A central de Atendimento ao Folião com Deficiência vai funcionar a partir desta sexta-feira (17) e em todos osdias da folia, das 15h ás 02h, na Av. Rio Branco 155, bairro do Recife, no prédio do Sistema Público de Emprego.

No local, serão oferecidos os serviços de teleatendimento (através dos números 3355 2908 e 3355 2924) com informações da folia como programação dos pólos, linhas de ônibus especiais e serviços que funcionam nestes dias de festa. Haverá ainda intérprete em libras, programação do Carnaval em braile, coordenação da Secretaria de Saúde para serviços emergenciais e a base da coordenação do programa.

Os pólos inclusivos, localizados no Marco Zero, Praça do Arsenal, e bairros do Ibura, Casa Amarela, Várzea e Jardim São Paulo, terão a disposição da população com deficiência uma área reservada para foliões com deficiência motora ou visual além de área específica para embarque e desembarque. Haverá ainda, interprete em libras, banheiro acessível, serviços de supervisão e auxiliares para atendimento, definição de rota de circulação para o folião com deficiência que se destine aos pólos do Marco Zero e da Fantasia.

O projeto que promove o tratamento inclusivo respeitando as diferenças e presta serviço prioritário é uma iniciativa inédita da Prefeitura do Recife através das Secretarias de Controle e Desenvolvimento Urbano e Obras; Assistência Social; Direitos Humanos e Segurança Cidadã e a Fundação de Cultura.

A Central do Carnaval que já está funcionando no Armazém 12 também recebeu adaptações para se tornar um local inclusivo. Pessoas com baixa visão e deficiência visual terão a disposição cardápios em braile em todos os nove restaurantes da Arena Gastronômica. Outra novidade é que haverá um intérprete de libras de plantão no posto de informações da Central do Carnaval, diariamente, a partir da sexta-feira (17) à noite, dia de abertura do Carnaval do Recife.

Além disso, a Secretaria de Turismo do Recife providenciou 14 cópias da programação carnavalesca em braille, que foram impressos pela Associação Pernambucana de Cegos. São mais de cem páginas em braille com os horários, os locais e as atrações de todos os polos de Carnaval. Na Central do Carnaval existem, além do elevador, rampas e corrimãos que facilitam o acesso do público, além de banheiro químico para cadeirantes.

Já o Expresso da Folia, serviço de ônibus expresso promovido pela CTTU, vai permitir que os foliões deixem seus carros nos estacionamentos seguros dos shoppings Boa Vista, Recife, Tacaruna e Plaza e pagando uma tarifa única de R$3,00 possa ir (e voltar) do Recife Antigo para curtir a programação carnavalesca. Todos os ônibus utilizados no serviço são dotados de elevador para cadeira de rodas.

Fonte: Correio do Brasil

O Itaú Unibanco está retirando as portas giratórias com detectores de metais de suas agências bancárias em todo o país. O equipamento será mantido apenas em locais onde houver lei municipal ou estadual obrigando a manutenção ou onde a equipe de segurança do banco julgar necessário.

Por meio de nota, o banco afirmou que a retirada do equipamento faz parte de um processo que começou após a fusão entre as duas instituições, concluída em 2010.

“A migração das agências Unibanco para o modelo Itaú contemplou também uma mudança de layout, que buscava mais proximidade e transparência no atendimento ao cliente. Além da ausência da porta giratória, os clientes perceberam mudanças na distribuição de senhas, mobiliário e espaços de atendimento.”

De acordo com a instituição, mesmo sem as portas giratórias, que foram substituídas por outros mecanismos, as novas unidades mantiveram o nível de segurança oferecido anteriormente.

Ricardo Shimosakai, Diretor da Turismo Adaptado, diz que a porta giratória representa uma barreira para pessoas com deficiência, principalmente para usuários de cadeira de rodas. “Geralmente há uma demora para abrir a porta alternativa, pois a chave fica em posse do gerente. Os seguranças não tem a autonomia para abrir as portas, e muitas vezes ficam esperando até o gerente acabar o atendimento do cliente para pedir a chave. Já cheguei a ficar até 40 minutos esperando até liberarem a porta”, comenta Ricardo.

A manicure Marilza de Cássia Raia, de 40 anos, disse ter gostado da mudança. Ela frequenta uma agência na Avenida Paulista, em São Paulo, que teve a porta giratória retirada. Sem saber que a unidade não possuía mais o modelo de porta, ela foi sem bolsa ao local na manhã desta quinta-feira (9) justamente para evitar dores de cabeça ao e ser impedida de entrar. “Eu nem vim com a bolsa porque não tinha condições de entrar (…). Eu sempre era barrada”, afirma.

O garçom Orlando Silva, de 47 anos, frequenta a mesma agência ao menos uma vez ao mês e disse ter ficado satisfeito com a retirada das portas giratórias. “Ficou melhor, assim a gente não fica preso naquela porta”, disse. Ele afirmou que quando precisa ir a bancos que ainda possuem as portas giratórias não leva nenhum objeto de metal justamente para não ser impedido de entrar. “Tiro até o relógio.”

O auxiliar contábil Luis Chiaradia, de 54 anos, também aprovou a retirada do equipamento. “Ficou melhor, não tem mais que parar na porta para entrar.”

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que a segurança dos seus funcionários e clientes é uma preocupação central das instituições. A federação citou que o investimento anual em segurança dos bancos, de cerca de R$ 9,4 bilhões, é mais de três vezes superior ao valor do início da década.

“Esses investimentos crescentes, aliados a uma série de medidas preventivas, produziram uma redução expressiva dos assaltos nesta década. De 2000 para 2010 houve uma queda de 82%, de 1903 ocorrências para 337″, disse, por meio de nota.

Quanto à decisão dos bancos, de tirar ou manter as portas, a Febraban afirmou que, “dentro do que é exigido pela legislação, cada instituição financeira determina os padrões de segurança para suas agências de acordo com sua estratégia de negócio”.

Outros bancos
A reportagem procurou também outros bancos para saber se pretendem retirar as portas giratórias das agências. O Bradesco afirmou, em nota, que “não tem como política a retirada das portas giratórias de sua rede de agências” e disse que segue um plano de segurança próprio aprovado pela Polícia Federal.

O HSBC disse que não tem planos de retirar as portas de segurança de suas agências bancárias. A Caixa informou que não tem nenhum projeto em andamento sobre a retirada de portas giratórias.

O Santander garantiu que manterá as portas giratórias com detector de metais nos locais onde vigorem leis municipais ou estaduais que determinem sua instalação. “Nos locais onde não haja essa previsão, as portas giratórias já instaladas não serão retiradas por questões de segurança.”

Em nota, o Banco do Brasil informa que implementa um programa de transformação do varejo que, entre outras melhorias, prevê a modernização das agências. “As agências que recebem esse modelo são criteriosamente analisadas, e podem não receber a porta giratória, aumentando a conveniência e conforto aos clientes, desde que não implique na redução do nível de segurança.”

 

Fonte: G1

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 16/02/2012

Prefeitura lança campanha “Rio Carnaval Sem Preconceito 2012”

A Prefeitura do Rio lançou na manhã desta terça-feira, dia 14, a campanha “Rio Carnaval Sem Preconceito”. Sucesso ano passado, a campanha retoma de cara nova e com o propósito de orientar cariocas e turistas contra os mais diversos tipos de preconceito e as formas de denunciá-los. Entre as ações, que vão se espalhar por toda a cidade, será veiculada em rádio, televisão, bailes o samba-enredo composto pelos bambas Arlindo Cruz e Luana Carvalho. No vídeo da campanha, também há participação de pessoas com deficiência.

Através da Coordenadoria Especial da Diversidade Social (CEDS), a Prefeitura do Rio une o espírito festivo dessa época à necessidade de se respeitar o próximo com o lema “tolerância zero com a discriminação”.

Em cerimônia realizada no Palácio da Cidade, em Botafogo, o secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo Teixeira, que estava representando o prefeito Eduardo Paes, falou da importância do poder público na luta contra o preconceito:

- O tema do preconceito, além de suprapartidário, é transversal, de grande abrangência. Não tenho dúvida da capacidade da Coordenadoria de mobilizar e fazer com que o tema ganhe visibilidade dentro de todos nós, nossa indignação com o preconceito.

Além da veiculação do samba, serão distribuídos – em blocos, praias, bailes, aeroportos e na rodoviária Novo Rio – panfletos informativos sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), distribuição de preservativos e lubrificantes provenientes da parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil; cartões com telefones úteis aos cidadãos e outras informações sobre os dias de carnaval na cidade, tendo como base o guia da Riotur.

O coordenador da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson, disse que o samba da campanha brada com o preconceito:

- Nossa intenção é apresentar uma campanha que fale pelos Direitos Humanos de todo e qualquer cidadão, independente de sua orientação sexual, de sua raça, de religião. Estamos falando em direito do cidadão. Como diz bem a letra, sem cor e sem crença, vale tudo em nome do amor.

O videoclipe da campanha contou com a participação de diversos sambistas e artistas como Noca da Portela, Delegado, Lucinha Nobre e Rogério Dorneles (porta-bandeira e mestre-sala da Portela), Juliana Alves, Suzana Pires, Beth Carvalho e Angela Ro Ro.

Para Luana Carvalho, a compositora do samba enredo, essa é uma das causas mais importantes do mundo.

- Estou muito honrada em fazer parte da campanha dessa maneira: usando a poesia que eu absorvi durante a vida para falar da cidade, para defender os cidadãos e para entra no carnaval com essa bandeira. Eu nasci no carnaval e eu volto agora com essa bandeira.

De sábado de carnaval, dia 18, a Quarta-Feira de Cinzas, 22, o Balcão Carioca da Cidadania Edição Rio Carnaval Sem Preconceito 2012 ficará instalado na Praça General Osório, em Ipanema, através de uma parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social. No local, assistentes sociais vão tirar as dúvidas dos foliões sobre seus direitos e encaminharão possíveis denúncias aos órgãos competentes.

O Rio de Janeiro foi pioneiro no país na criação de lei que pune práticas discriminatórias contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs). A lei número 2475/1996, regulamentada pelo Decreto 33.033/2008, assegura que nenhum estabelecimento comercial ou repartição pública do município pode discriminar pessoas em virtude de sua orientação sexual ou identidade de gênero.

 

Fonte: Rio Turismo Competitivo

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 15/02/2012

Na Onda do Surf Adaptado. Um trabalho sobre surf e inclusão social.

Esta matéria é uma descrição do trabalho pelas palavras da própria autora, Mariana Pedroso.

Para uma jornalista que tem “mar” no nome, escrever um livro-reportagem sobre surf foi uma experiência única. O barulho do mar, o calor da areia, o colorido das pranchas, cruzando a rebentação, compuseram um cenário mais interessante do que qualquer redação de jornal.

Entretanto, apesar da beleza lúdica da praia, foram as histórias, a parte mais empolgante deste trabalho. Afinal de contas, foi a primeira vez que entrevistei pessoas que tinham motivos de sobra para ficar de mal com a vida, mas que preferiram fazer das dificuldades, uma motivação a mais para vencer.

Sempre quis fazer um trabalho de conclusão de curso que mesclasse jornalismo, diversão e responsabilidade social. Por isso, em dezembro de 2010, no final do terceiro ano de faculdade, dediquei várias semanas à busca pelo tema perfeito. Foi uma tarefa difícil porque, quase sempre, os assuntos pelos quais eu me interessava não atendiam os três requisitos básicos da minha proposta: leveza, relevância acadêmica e relevância social.

O resultado disso foram noites em claro e pesadelos terríveis onde, na maioria das vezes, eu era reprovada por não ter escolhido a tempo, um tema para o meu projeto. Mas, numa sexta feira de dezembro, enquanto conversava com meu pai e assistia vídeos no Youtube, me deparei com um vídeo em que vários surfistas com deficiência visual desciam a mesma onda. Essa foi a primeira vez que tive contato com o surf adaptado, uma modalidade, dentro do esporte, desenvolvida para pessoas com deficiência.

Animada, mergulhei fundo na pesquisa. Lembro de ter achado pouquíssimas matérias e artigos sobre o assunto, mas mesmo assim, não desanimei: anotei o nome dos autores, fiz uma busca pelas instituições que atuavam na área e procurei saber quem eram os praticantes do surf adaptado aqui no Brasil. Com a pauta em mãos, fiz aquilo que todo jornalista gosta de fazer: ir à campo, o que no meu caso, foi um pouco diferente.

Em dez meses de muito trabalho, suor, e-mails trocados e idas à praia, entrevistei surfistas adaptados, surfistas do circuito profissional, educadores físicos, psicólogos, shapers, fabricantes de pranchas, jornalistas, cineastas. Foi na areia da praia, com o soluço das ondas de plano de fundo, que conheci bonitas lições de vida, histórias de gente que encontrou no mar, a motivação para seguir em frente.

O resultado disso tudo é um livro de 226 páginas, sobre pessoas como eu e você, que gostam de viver e ir à praia no final de semana. Talvez, a única diferença que exista, é que elas surfam. Todo o resto é apenas detalhe.

Sobre a Autora

Filha de surfista, apaixonada por praia, Mariana Vasconcellos Pedroso tem 22 anos e é jornalista formada pela FAAT Faculdades. Em 2011, idealizou e escreveu o livro Na Onda do Surf Adaptado, e foi uma das 57 selecionadas para o 29º Curso Abril de Jornalismo.

Na internet, administra blogs de assuntos diversos, entre eles, o blog do livro sobre surf adaptado, que segundo estimativas do Google é visitado por pessoas do Brasil, Portugal, Estados Unidos, Rússia, Alemanha, Espanha, Japão, Suíça, México e Canadá. http://surfadaptado.blogspot.com/

Já o perfil no Facebook, também sobre o projeto, totaliza pouco mais de 470 amigos, entre surfistas adaptados, surfistas profissionais, educadores físicos, jornalistas fotógrafos e pessoas que admiram a modalidade. Mais informações pelo email marianapedroso.jornalismo@hotmail.com

Para ler o livro, acesse o link a seguir Na Onda do Surf Adaptado

Fonte: surfbahia

Na data de meu aniversário, resolvi postar um texto que me chamou bastante atenção pela sinceridade, colocado de modo espontâneo, e escrito com belas palavras pela amiga jornalista Aline Sgarbi:

Ricardo Shimosakai ficou paraplégico em 2001, há exatos onze anos. Ia visitar uns amigos, e no meio do caminho, foi surpreendido por um sequestro-relâmpago. Na tentativa de fugir, foi baleado.

Por três anos, produzi três grandes matérias sobre deficientes, por conta do Teleton. Algumas já são bem conhecidas por quem acompanha o SBT – o Fernandinho já é um símbolo. Muitas das histórias que ouvi são emocionantes, e é inevitável pensar, nestes momentos, o quanto reclamamos à toa na e da vida. Portanto, contar estas histórias como exemplo para os outros, para mim, já tem sabor de clichê.

No entanto, Ricardo foi uma das pessoas que cruzou meu caminho pouco antes do Teleton de 2011, e chamou minha atenção porque foi um dos poucos que tinha de fato a quem culpar por sua condição atual. Mas quando perguntei a ele como tinha sido se adaptar à nova situação, ele imediatamente respondeu: “Pensei ‘já que fiquei paraplégico, então é assim que vou ser feliz’”.

Como já ouvi isso de tantas outras pessoas que na realidade não pensavam exatamente assim, tenho que admitir que, no começo, achei que era só uma espécie de autodefesa, que no fundo não era bem isso. Mas depois conheci o Ricardo pessoalmente, e dei o braço a torcer: a paz, a serenidade e a calma com que ele trata de tudo são inspiradoras! Por isso, há tempos vinha querendo dividir esta história por aqui, e nada melhor do que agora, quando todos nós estamos mais abertos a novos planos e projetos para o ano que chega.

Depois do incidente, Ricardo foi cursar faculdade e se especializar em Turismo – algo que sempre gostou de praticar, mas com a qual nunca tinha sonhado em trabalhar. Percebendo a dificuldade que teria em continuar viajando como fazia antes, decidiu unir o útil ao agradável, e hoje tem uma empresa de turismo adaptado, para desenvolver roteiros específicos; e para brigar por melhores condições, garantindo aos deficientes o direito de se divertir e sonhar.

 

Fonte: Aline Sgarbi

Parece filme de ficção científica, daqueles que não conseguimos desgrudar os olhos da tela: uma pessoa franzina veste um traje especial e ganha força descomunal, a ponto de carregar 110 quilos com a leveza de quem segura uma pluma. Parece ficção, mas é real. Com um conjunto de sensores estrategicamente costurados, existe agora uma roupa biônica que promete transformar, por exemplo, idosos e pessoas com deficiência motora em seres humanos que podem viver muito além de seus limites físicos. Os humanos poderão se transformar em super-homens. E essa é uma realidade que já está à venda?, diz o engenheiro japonês Yoshiyuki Sankai, um dos responsáveis por esse traje especial.

O sonho é antigo. Na década de 60 os americanos já testavam os exoesqueletos, também chamados de máquinas de vestir. Chegou a ser desenvolvida uma roupa batizada de Hardiman que prometia aumentar a força dos militares a serviço do Departamento de Defesa dos EUA. O teste deu certo, mas o traje era pesado demais: 680 quilos. Com o passar dos anos, os cientistas descobriram as maravilhas da fibra de carbono e outros materiais que podem ser utilizados na construção de exoesqueletos mais leves e altamente eficazes.

Foi assim que a idéia do engenheiro Sankai saiu do papel e ganhou as vitrines japonesas. O nome de sua invenção é Hybrid Assistant Limb HAL (membro assistente híbrido) e trata-se da primeira roupa robótica que realmente funciona e muito bem. O equipamento pesa 15 quilos e reúne um conjunto de potentes cérebros sensoriais em cada um de seus eixos correspondentes às diversas partes do corpo humano (cotovelos, joelhos e ombros, por exemplo). São esses sensores que analisam e calculam quanto de força o corpo de determinada pessoa pode exercer e quanto lhe é necessário emprestar através do Hal para que ele cumpra funções que naturalmente lhe pareciam impossíveis.

Vamos à alfaiataria, ou seja, à engenharia desse traje. Ao vesti-lo, os sensores ficam sobre a pele, analisando o funcionamento do organismo. Ao tentar pegar um objeto pesado, por exemplo, os músculos do indivíduo emitem uma fraquíssima corrente elétrica que se dissipa através da pele e é então captada por esses sensores que a transmite a um microcomputador localizado à altura da cintura. Ele, por sua vez, converte os sinais em impulsos elétricos que acionam os motores que ficam nas articulações do traje. É isso que proporciona um aumento de força de quem o está utilizando. Logicamente, um produto desse tipo não demorou para ser comprado, patenteado e fabricado.

Hoje, o Hal pertence à Cyberdyne e seu lançamento foi tão comentado em Tóquio que o garoto-propaganda foi o secretário-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, Yoshitsugu Harada. O inventor Sankai convidou o secretário a erguer com uma das mãos quantas sacas de arroz conseguisse. Harada não foi capaz de levantar sequer duas ao mesmo tempo, uma vez que cada uma delas pesava mais de dez quilos. Sankai depositou então três sacas no braço de uma pessoa com o mesmo perfil muscular de Harada, mas que estava vestida com a roupa biônica. Trinta quilos pareceram 30 gramas, não se viu derramar uma gota de suor.

O objetivo dos especialistas japoneses não é o de utilizar o equipamento para fins militares, mas sim para auxiliar pessoas com deficiência física e também idosos naturalmente enfraquecidos muscularmente. O Japão é um dos países nos quais a população se torna cada vez mais longeva e tal fenômeno leva à expectativa de que o setor de serviços para a terceira idade viva em breve um grande florescimento. Quanto aos deficientes, sonhos podem se tornar realidade com o Hal.

Quem diz isso é o tetraplégico Seiji Uchida, 43 anos, um dos primeiros a experimentar os benefícios da nova roupa. Uchida realizou recentemente o sonho de chegar ao topo dos Alpes suíços montado nas costas do alpinista Ken Noguchi, 33 anos, que se valeu do Hal para carregar o amigo e fez isso com a mesma facilidade com que costuma levar a sua mochila. Estou tentando criar novas possibilidades para que os incapacitados possam realizar seus sonhos, diz Uchida. A Cyberdyne produz poucas unidades da super-roupa e, pelo menos por enquanto, somente a aluga a US$ 1 mil por mês. Se a demanda for alta, ela será fabricada em escala industrial e chegará ao mercado ao preço de US$ 19 mil.

Fonte: ISTOÉ

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