Publicado por: Ricardo Shimosakai | 16/07/2013

ANTT garante condições de acessibilidade no transporte rodoviário de passageiros


Plataformas elevatórias apropriadas para ônibus rodoviáriosPlataformas elevatórias apropriadas para ônibus rodoviários

A Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT – estabeleceu, por meio da Resolução nº 3.871/2012, os procedimentos para assegurar condições de acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida que utilizam o transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros.

Esses usuários têm direito a receber tratamento prioritário e diferenciado nos ônibus com segurança e autonomia, total ou assistida, sem pagar tarifas ou acréscimo de valores no preço das passagens.

As empresas de ônibus devem adotar, 30 dias após a publicação da resolução, as providências necessárias para assegurar as instalações e serviços acessíveis, observando o Decreto nº 5.296/2004, as normas técnicas de acessibilidade da ABNT e os programas de avaliação de conformidade desenvolvidos e implementados pelo Inmetro.

Devem providenciar os recursos materiais e o pessoal qualificado para atender os passageiros e divulgar, em local de fácil visualização, o direito a atendimento prioritário de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive com deficiência visual e auditiva.

As transportadoras deverão também avisar, com dispositivo sonoro, visual ou tátil, os pontos de parada entre a origem e o destino das viagens de forma a garantir as condições de acessibilidade. No embarque ou desembarque devem apresentar as seguintes possibilidades:

- passagem em nível da plataforma de embarque e desembarque do terminal (ou ponto de parada) para o salão de passageiros;
- dispositivo de acesso instalado na plataforma de embarque, interligando-a ao veículo;
- rampa móvel colocada entre o veículo e a plataforma;
- plataforma elevatória; ou
- cadeira de transbordo.

cadeiras 02

Cadeira de transbordo ainda é considerada uma alternativa de acessibilidade

Os passageiros podem transportar, gratuitamente, os equipamentos que utilizam para sua locomoção, mesmo que extrapolem as dimensões e excedam os limites máximos de peso. Nesse caso, devem informar à transportadora com antecedência mínima de 24 horas do horário de partida do ponto inicial. No caso de locomoção com cão-guia, o animal será transportado gratuitamente, no piso do veículo, próximo ao seu usuário.

De acordo com a resolução da ANTT, os ônibus interestaduais, com características urbanas, devem ter 10% dos assentos disponíveis para o uso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo o mínimo de dois assentos, preferencialmente localizados próximos à porta de acesso.

Para assegurar as condições de acessibilidade, a frota total de veículos das transportadoras deve ser fabricada ou adaptada. Até 2 de dezembro de 2014, as condições de acessibilidade para os veículos utilizados exclusivamente para o serviço de fretamento serão exigidos somente daqueles fabricados a partir de 2008. Após essa data, as condições de acessibilidade serão exigidas da totalidade da frota.

As empresas que descumprirem a resolução da ANTT estarão sujeitas à multa e os veículos poderão ser descadastrados do Sistema Informatizado da agência.

Você considera a cadeira de transbordo como uma solução adequada de acessibilidade? Marque sua opinião na enquete abaixo, e deixe um comentário. Esta pesquisa servirá para ajustar as normas de acessibilidade no transporte rodoviário elaboradas pela ABNT

Fonte: imirante.com

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Responses

  1. Cadeira de transbordo é uma piada. Ter que se transferir é péssimo e perigosos. O vídeo é muito bem editado, mas nao mostra o que é realmente. So quem ja usou sabe o que estou falando.

    • Eu já quase cai utilizando esse equipamento. Ajude a divulgar e pegar mais votações e comentários. Estamos em desvantagem na comissão, pois o número de empresas que defendem a cadeira de transbordo é maior.

    • Verdade amigo as empresas de onibus não se importa nenhum pouco com nossas dificudades ,sem fala naqueles apressadinhos que nao querem esperar nos,so faltam passar por cima de nos

      • Meu argumento está fortemente baseado na segurança, além do direito de ser transportado com dignidade. Contra isso, as empresas não tem saída.

  2. A CADEIRA DE TRANSBORDO PODE ATÉ SER ÚTIL NA MAIORIA DOS CASOS,,,MAS MINHA FILHA FAZ PARTE DA MINORIA…POIS ELA NÃO DOBRA OS JOELHOS DEVIDO AS SUAS ARTICULAÇÕES SEREM RIGIDAS…ENTÃO ESTA CADEIRA NO CASO DA MINHA FILHA NÃO TEM FUNCIONALIDADE…MINHA FILHA TERIA QUE VIAJAR NA SUA PROPRIA CADEIRA QUE JÁ TEM AS ADAPTAÇÕES DE ACORDO COM A ESTRUTURA DELA…ACHO QUE OS ÔNIBUS DE VIAGEM DEVERIAM TER UM ESPAÇO PARA O CADEIRANTE COM UMA RAMPA ELEVATÓRIA..O QUE A MAIORIA DOS ONIBUS DE VIAGEM NÃO OFERECEM…

    • Olá Rachel, muito obrigado por colocar esse comentário. É uma situação diferente onde a cadeira de transbordo não resolve, então a necessidade de possuir outra alternativa, que no caso, ter uma plataforma elevatória atenderia muito bem.

  3. Claro que não, e outra uma pessoa especial um pouco Fortinha, não consegue usar essa cadeira, 1º o ônibus não tem espaço, serve somente para pessoas magras com pouca lesão, e tbm nunca vi essas cadeira sendo usada nos terminais de ônibus, muitos menos pessoas para fazer esse tipo de trabalho, por varias vezes viajei e eu mesma me viro para entrar no buz.

    • É preciso pensar em múltipla necessidade. Esse equipamento é pensado somente para pessoas que não conseguem andar, porém se esta possuir grandes dimensões, fica difícil e perigoso efetuar essa transferência.

  4. Essa cadeira de transbordo é uma piada…em viagens interestaduais onde por obrigação o ônibus são equipados com aquelas portas que separam o motorista dos passageiros é meramente impossível fazer a curva da escada para o corredor!

    • Existem ônibus com diferentes tipos de configurações. Em alguns deles, a própria porta de entrada é um dificultador. Em outros a poltrona basculante que fica na entrada, a altura dos degraus, a curvatura da escada, são mais alguns dificultadores.

    • Verdade sem fala na escada que nem corremao tem

    • piada é pouco,é uma falta de respeito a qualquer cidadão

  5. Acho Que Levam a Questão da Acessibilidade Como Uma Brincadeira,Pois A partir de Dezembro de 2014,faço questão de Processar as Empresas de Transporte Publico Que não Estiverem Adequadamente Dentro da Lei,Pois Meu Marido é Cadeirante( cadeira ortopédica) só eu sei o Que Passamos, Pela Falta de Transporte Adequado.

    • Exigir nossos direitos, é uma maneira de fazer com que as empresas fiquem cientes de nossa insatisfação. Isso é bastante válido para que mudanças aconteçam. Costumo dizer que não “reclamo”, mas sim informo o caminho certo a ser seguido

    • Me informa como fazer esse processo que eu faço o mesmo

      • Reclame diretamente com a empresa que não lhe atender de forma adequada. Se o caso for mais grave, procure a justiça.

  6. nao acho uma boa essa cadeira ai tem que ter um proficional bem treinado para ajudar a entrar e sair do onibus que sao coisas que eu sei que sempre nao vai ter um proficional pra ajudar o certo e mas seguro é o elevador mesmo mas seguro sem risco

    • Eles até são treinados, mas depois se esquecem. Falta prática, e não somente treinamento. E ainda tem que contar com força física e equilíbrio da pessoa que opera a cadeira de transbordo. A plataforma elevatória dá mais segurança nesses casos.

  7. Esse tipo de solução é PÉSSIMO !!!! Estão querendo “remediar” ou “QUEBRAR GALHO” SOMOS SERES HUMANOS, temos que ser tratados com dignidade. Abaixo essa “M” “”” Alquel levou dinheiro para aprovar essa pouca vergonha!!!

    • Este equipamento tem sido comprovadamente ineficaz, pelas experiências práticas que são relatadas por diversos usuários. Na verdade, nem os funcionários aprovam esse equipamento, eles não se sentem seguros. A saída, é eliminar esta opção das norma, caso contrário ela sempre será a escolhida.

  8. […] no transporte rodoviário de passageiros”, que pode ser acessada no link a seguir http://turismoadaptado.wordpress.com/2013/07/16/antt-garante-condicoes-de-acessibilidade-no-transpor… Obrigado! RICARDO SHIMOSAKAI - TURISMO ADAPTADO Diretor Comercial e Consultor em […]

  9. Simplesmente ridícula, quem inventou devia estar em outro planeta.Já nos privam de estar fazendo uma viagem, agora inventam esta ridícula cadeira? onde esta a medida necessária para que que se possa adentrar ao ônibus dignamente. A minha cadeira não passa nem por sonho neste corredor. Uma pergunta: porque omitiram a passagem de moça da cadeira de rodas pra tal ridícula cadeira? O que me levou a pensar que esta jovem não fosse cadeirante?/

    • Mas não iria adiantar muito mostrar fazendo a passagem, claro que eles iriam colocar alguém muito bem treinado. Mas a principal questão, é a segurança, pois na prática os motoristas e funcionários, dificilmente sabem fazer toda operação de maneira correta, e principalmente segura.

  10. Muita manobra e será que a paciência dos motoristas e ajudantes vai facilitar isto… Pago prá ver sentado num sofá com no mínimo três almofadas embaixo do meu bumbum.,

    • Com paciência ou não, eles devem cumprir com as obrigações. No caso, acho que o problema é a segurança, pois para manusear o equipamento é preciso de uma boa técnica, que quase nenhum deles tem. Dependendo do local de parada, o motorista não terá ajudantes, a não ser que seja sempre acompanhado por outro funcionário.

  11. Ricardo e colegas,
    este filme é propaganda enganosa… esta moça não tem deficiência, não aparece os moços bem fortes..(dois com pefil bem diferente da maioria dos motoristas que ficam sentados o dia todo dirigindo, a maioria com problema de coluna). caregando ela da cadeira de rodas para a cadeira de transbordo, ela não tem problema de equilíbrio, é retinha, tem mãos e braços fortes… Não aparece eles carregando ela da cadeira de transbordo para a poltrona do ônibus…

    • Este vídeo, é um demonstrativo feito pela Ortobrás, a fabricante desse equipamento. Não é uma reportagem, e sim uma propaganda, por isso aparece tudo bonito. O pior, é que eles querem manter a cadeira de transbordo nas normas, pois entrei em contato para que me fosse passado um parecer técnico da fabricante, da cadeira de transbordo e da plataforma elevatória para ônibus rodoviário, e eles não quiseram me fornecer. Pensei que eles estivessem do nosso lado, mesmo assim, podemos ser mais fortes se nos unir.

  12. […]   A acessibilidade no transporte rodoviário é uma das questões importantes em nosso país. Muitos ônibus rodoviários circulam com selo de acessibilidade sem estarem adequados. A cadeira de transbordo atualmente é considerada acessibilidade. Estas e outras questões estão sendo discutidas pela Comissão de Acessibilidade em Transportes da ABNT, da qual faço parte. Ali participam pessoas e organizações voltadas à Pessoa com Deficiência, e também empresas de transporte. As empresas defendem o uso da cadeira de transbordo, e as pessoas com deficiência não concordam. Como nem todos podem participar das reuniões, venho através de uma pesquisa, colher opiniões do maior número de pessoas possível para dar embasamento à uma decisão.   A pesquisa está localizada no final da matéria “ANTT garante condições de acessibilidade no transporte rodoviário de passageiros”, que pode ser acessada no link a seguir http://turismoadaptado.wordpress.com/2013/07/16/antt-garante-condicoes-de-acessibilidade-no-transpor…  […]

    • Obrigado pela colaboração, precisamos de pessoas e organização de todos os cantos do Brasil! Falando em Rio Grande do Sul, conversei com representantes da Marcopolo, questionando porque eles colocavam o selo de acessibilidade nos ônibus que fabricavam, a plataforma nem essa cadeira de transbordo que infelizmente ainda é aceita, eram fornecidos. Eles disseram que esses equipamentos era de responsabilidade do comprador. Mas então o ônibus estaria acessível dependendo do comprador, e não da fábrica, então o selo está errado. Mesmo assim, eles não quiseram concordar, o interesse é puramente comercial, em colocar uma imagem à empresa.

  13. Poxa se o cadeirante for grande essa cadeirinha não vai servi de nada! fora que achei muito perigosa…
    Ricardo vou divulgar na pagina Cadeirantes Espíritos indestrutíveis. Abraços

    • Pessoas com severo comprometimento de mobilidade, como tetraplégicos, pois não tem equilíbrio. Então uma só pessoa não consegue fazer o procedimento. Dai, numa parada no posto da estrada, como o motorista irá fazer? Não se pode contar com a ajuda de terceiros, a empresa tem que ser capaz de fazer tudo sozinha. Obrigado pela colaboração

  14. A acessibilidade ao transporte público deveria ser pensada a partir da concepção do Desenho Universal, ou seja, deveria servir a todas as pessoas igualmente. Na maioria das vezes os mecanismos utilizados para favorecer essa acessibilidade não observam esse conceito, o direito à autonomia e à igualdade de condições com os demais. Essa cadeira de transbordo é mais um lamentável exemplo disso.

    • Quando a finalidade do ônibus for servir ao coletivo, ele deve ter acessibilidade, e para servir a todos, pois não se pode restringir a um tipo de passageiro. A cadeira de transbordo é bastante limitante em relação ao tipo de passageiro, e também à pessoa que irá conduzí-la, pois somente pessoas muito bem capacitadas podem fazer isso

  15. essas cadeiras sao apenas fantasia de quem nao precisa e na maioria das vezes quando a gente pede a tal cadeira de transbordo a resposta a resposta vem logo em seguida ou esta quebrada ou em manutençao eu sou uma pessoa obesa e nao tenho equilibrio suficiente para me manter sobre ela ela e estreita alta e as pessoas que aparecem pra ajudar ja vem sempre com uma ofensa na ponta da lingua outro dia de um motorista falou pra um outro passageiro espera porque tem que tem que tirar essa gorda dai, fui reclamar mas nas sala da antt nao tinha funcionario pra me atender espero um dia ser tratada como ser humano que sou ja que o unico momento que somos tratados assim ena hora de pagar apassagem

    • Motoristas e outros funcionários, precisam saber lidar com o público. Em relação à cadeira de transbordo, o problema de equilíbrio não é somente para pessoas obesas. Como ela é estreita para poder passar entre o corredor do ônibus, fica com uma base pequena para se ter estabilidade, e não tombar com um leve movimento. Certa vez, o motorista colocou a cadeira num plano levemente inclinado, que permitia ele ficar de pé, porém quando me transferiu, a cadeira tombou. Falha do equipamento ou motorista? Na minha opinião, os dois.

  16. Boa Tarde Pessoal,
    Não sou portadora de necessidade especial, porém, “testei” a cadeira de transborno e posso garantir é praticamente desumano!
    Primeiro:
    Da cadeira de rodas até a cadeira de transborno alguém tem que te “carregar” e te colocar em cima dela, por que o desnível entre ambas, não dá outra opção.
    Segundo:
    Você fica pendendo e vendo as pessoas no meu caso foram 2 “me carregando” com total sacrifício, subindo degrau por degrau, num espaço mínimo até a poltrona reservada.
    Terceiro:
    Novamente em função do desnível ou você se joga na poltrona e corre o risco de se machucar ou alguém te “coloca” na mesma.
    Na minha opinião um equipamento acessível deve dar autonomia para a pessoa e não deixa-lo mais dependente ainda!
    Sem sombra de dúvidas, as plataformas elevatórias são a melhor solução!
    Abraços! ;)

    • Existe até um sistema para mudar o nível no momento da transferência, como esta apresentada no vídeo. Quem sabe a pessoa não soubesse operá-la, o que geralmente acontece. E não sabendo, é muito perigoso, o que é inaceitável. Através de uma plataforma, o acesso é feito de uma forma muito mais estável e sem procedimentos de contato direto com a pessoa, que pode ser humilhante para alguns.

  17. EM VERDADE EU NUNCA VI NENHUMA DESSAS CADEIRAS, PORÉM JÁ VIAJEI EM VÁRIOS ÔNIBUS COM O SÍMBOLO DE ACESSO NO PARA-BRISAS, E TIVE MUITA DIFICULDADE EM ENTRAR E SAIR DOS MESMOS, CORRENDO SÉRIO RISCO DE QUEDAS. QUESTIONEI A ANTT E A RESPOSTA OBTIDA FOI EVASIVA, JOGANDO A PETECA PARA A FISCALIZAÇÃO ESTADUAL.

  18. Olá Ricardo, na sua opinião, qual o motivo das empresas preferirem a cadeira de transbordo?

    • Os motivos são de ordem financeira, não querem investir para colocar um equipamento mais adequado. Mas mesmo as normas atuais que são mais simples, eles não cumprem. São acomodados, e não procuram possuir o equipamento que no caso não é caro, e nem preparam os funcionários para operá-lo. Então por tudo, pura falta de vontade. Mas sempre estão presentes em reuniões da ABNT onde essas normas estão sendo discutidas, parece que não querem modificá-las. Esforço das empresas, só se for para o bem deles…

      • Ola ricardo nao teria um jeito de fazermos uma manifestaçao de varios caderantes juntos a ntt

        • Neste momento, creio que a melhor maneira é assegurar a mudança da norma. Estou participando das reuniões sobre acessibilidade nos transportes rodoviários, onde a ANTT e outros órgãos e entidades também participam. Esta matéria ajuda para que todos se manifestem, e que eu possa levar as sugestões até eles. Serei um porta-voz de todos.

  19. Desculpe o longo desabafo, mas essa da cadeira de transbordo é de lascar.

    Pra que serve isso? Não ajuda em nada a entrar em um ônibus.

    Basta lembrar que o acesso de entrada dos ônibus, especialmente pela frente, são corredores minúsculos, estreitos, com degraus desnivelados e a portinha de acesso ao interior do ônibus é tão estreita que não passa cadeira NENHUMA ali. Se duvidam, basta fazer um teste em um ônibus convencional de turismo, vamos ver quem consegue entrar.

    Uma vez, precisei entrar em um ônibus. Foram necessários 4 homens, só pra vc ter uma idéia. Sabe por que 4 homens? Não que eu seja tão pesada assim, rsrsrs, mas é que era impossível uma única pessoa conseguir entrar lá me carregando, o espaço do corredor, os degraus e o diâmetro, tudo muito apertado, simplesmente não dava! Tinha que fazer um esquema tipo “revezamento 4 X 100″, no qual eu era o bastão. Imagine a cena: chego eu para entrar em um ônibus com aquele infame símbolo internacional de acesso bem grande colado no vidro dianteiro, mas foi necessário um batalhão pra me botar pra dentro. Um homem me retirou da cadeira de rodas no solo e me ergueu para outro que estava no primeiro degrau me pegar (lembre-se que o primeiro degrau do ônibus é bastante alto), este, por sua vez, subiu uns três degraus comigo e me ergueu por cima do motor do ônibus (aquele trambolhão que fica ao lado do motorista, tem passageiro que até viaja sentado ali) e me passou para um outro homem que estava junto à porta interna do ônibus (muitos ônibus têm uma porta interna, que separa o compartimento do motorista e passageiros, e ela normalmente é bem estreita), mas ainda do lado de fora, perto do motorista, o qual me passou para outro que estava também junto à porta, mas do lado de dentro, o de fora passou primeiro a minha cabeça e tronco para o outro de dentro pegar, ficou segurando meu quadril e pernas e passando devagar até o outro me “assumir” por inteiro e finalmente me sentar na poltrona, já que pela porta não passavam duas pessoas, tinha que ser só uma por vez, eu tinha que passar sozinha. Um sufoco, imagine o passa-passa de mão constrangedor a que eu e todos fomos submetidos. Passei pelo procedimento 4 vezes, uma para entrar, outra para descer no destino, outra para subir pra ir embora e outra para descer no local original. É assim que o governo acha que o deficiente tem que entrar em ônibus?

    Sinceramente, uma cadeira de transbordo não tem serventia alguma numa situação dessas. Aliás, ela só serve se for pra uma coisa, mas prefiro não dizer para não ser deselegante. Engraçado como nos países sérios e civilizados, o deficiente não precisa de uma cadeira humilhante dessas para entrar em ônibus. Pq a Antt não vai ver como EUA, Inglaterra, Suécia e etc. fazem acessibilidade de verdade em ônibus ao invés de dar ouvidos a empresas que só visam o lucro?

    E outra, não penso só em mim, penso muito tb em quem está me carregando, me ajudando. E se essa pessoa se machucar? E o constrangimento dela? A situação toda é absurda!!!!!

    Deixe eu te contar uma breve anedota, uma história real que aconteceu comigo, a mais pura verdade, pode espalhar pro pessoal. Certa vez, fiz uma viagem a Buenos Aires, com um grupo, e me desloquei com ônibus de turismo. O ônibus de turismo local, por mais simples que fosse, era muito bom de entrar e sair, o acesso era largo, os degraus eram regulares, o corredor era amplo, e era relativamente fácil me carregar e me colocar pra dentro e sair, uma única pessoa mais forte conseguiria. Certo dia, o motorista me apareceu com uma porcaria de ônibus, ruimzinho de entrar, porta estreita, degraus desnivelados, um sufoco. Após a “operação de guerra montada pra eu entrar no ônibus”, finalmente cheguei à poltrona e comentei com o motorista que estava na frente e reclamei daquele tipo de ônibus, disse que preferia o outro, mas de forma tranquila e educada. O motorista argentino, com a arrogância e a grosseria que lhes é peculiar, me respondeu de forma ríspida: “o ônibus é ruim e a culpa é sua, pois ele foi fabricado no Brasil…” Não sei se fiquei com mais ódio do motorista ou do ônibus.

    • Olá Louize,
      Obrigado pelo seu relato, estamos colhendo manifestações de forma aberta para a questão da acessibilidade em ônibus rodoviários. Porém ninguém até agora teve iniciativa para defender o uso da cadeira de transbordo, imagino que por saberem que ela não é uma solução adequada, e não tem argumentos. Espero poder anunciar a proibição desse equipamento, para poder começar a trabalhar a acessibilidade com qualidade e com um amparo da norma

  20. Prezado Ricardo, sou Presidente da Associação RS PARADESPORTO e há algum tempo tenho a intenção de ingressar com representação no Ministério Público com relação a esse tema. Poderias me passar alguns subsídios no e-mail rsparadesporto@yahoo.com.br ?

    • Olá Luiz, creio que o melhor caminho seja adequar as normas de acessibilidade. Estou fazendo parte da comissão que trabalha na norma, com outros colegas, para poder adequar isso. Se quiser, manifeste sua opinião por aqui, dizendo o que acha do acessibilidade no transporte rodoviário. Convoque outros para fazer o mesmo. Como as reuni{oes geralmente são em São Paulo, fica difícil uma participacão presencial, mas eu posso manifestar sua sugestão.

      • eu nao me importo de participar de reunioes em outros estados se houver essa possibilidade eu gostaria muito de participar

        • Claro, as reuniões são abertas. A próxima irá acontecer em 21/08/2014 na Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência em São Paulo (Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda) das 9:30 às 16:00.

  21. Nao tenha duvidas com certeza absoluta as Plataformas elevatórias será muito mais útil na transferencia no desembarque,viajo sempre de Araçatuba sp para Brasilia df sao mais de 12 hrs isso qndo o onibus nao quebra,temos q ficar la dentro o tempo todo nem ao banheiro conseguimos ter acesso ,sem dizer que muitos motorista não tem a paciencia de nos ajudar e experarmos nas refeiçoes ,com a plataforma certamente vai ser muito mais facil e agil na comodidade do passageiro portador de necessidades especiais

    • Creio que a facilidade que a plataforma oferece é clara a todos. O que atrapalha são questões comerciais, onde envolvem dinheiro, e as questões normativas, onde há regras a cumprir, e que ainda permitem outros meios além da plataforma, como a cadeira de transbordo

  22. Se colocarmos essa matria no face book teremos mais votaçoes por la existe mais portadores de cadeira de rodas,depois de tanto tempo q essa enquete hj que tive acesso sem querer!!!!!!

    • Então nos ajude a divulgar, pois a decisão pela continuidade ou não da cadeira de transbordo, entre outros temas sobre a acessibilidade, estão em andamento a cada reunião, e a colaboração de todos é muito importante

  23. Olá Ricardo gostaria de saber quando serão adaptados os ônibus interestaduais , pois estando em minha cadeira de rodas sentado e quando tiver parada a viagem posso perfeitamente sair do ônibus para ir ao banheiro ou me alimentar , desde já um abraço e mto obrigado pela atenção

    • Estamos estudando junto à ABNT, n atualização das normas para ônibus rodoviários. Enquanto isso não ficar pronto, e não tem data certa para terminar, acho difícil que haja mudanças significativas pelo comércio, de modo espontâneo

  24. MUITO BOA ESSA CADEIRA, ME SINTO SEGURO E CONFORTAVEL NELA. MTO MELHOR Q IR NO COLO…

    • O Grupo de trabalho da ABNT para acessibilidade em ônibus rodoviários, da qual eu faço parte, decidiu que carregar no colo e cadeira de transbordo não são procedimentos confortáveis e seguros para realizar embarques e desembarques. Então estamos decidindo quais as melhores alternativas para essa questão.

      • ei fala serio? estamos no Brasil, como vcs pensam em mudar a mentalidade de 200 donos de empresas de transporte interestadual de passageiros( a grande maioria politicos)? como vc acham que eles vao reagir quando disserem que terao de adaptar sua frota 14000 onibus? ainda mais para clientes que pagam nada ou pagam a metade? a cadeira de transbordo eh a opçao mais viavel a medio prazo, a no longo prazo as concessões de novas rotas e renovaçao das antigas deveria ser vinculadas a aquisiçao de onibus adaptados.

        • Não é fácil, mas também não seja tão pessimista. Um dos grandes problemas que pensávamos que iríamos enfrentar, era a questão da cadeira de transbordo.Afinal ela atualmente é considerada como uma opção de acessibilidade, e muito mais em conta do que colocar uma plataforma. Mas para nossa surpresa, as empresas de ônibus, fabricantes, Inmetro e nós, ou seja, todos concordaram que o equipamento é inviável. Agora estamos estudando as outras opções. A gratuidade eu concordo enquanto a empresa não oferecer acessibilidade adequada. A partir do momento que estiver tudo acessível, a pessoa com deficiência tem que pagar. Afinal, não é igualdade que estamos lutando?

          • Concordo plenamente, eu não ligo de pagar se tiver acessibilidade.

  25. Ola Ricardo,
    Li os depoimentos e concordo em muitos pontos sobre a cadeira de transbordo não ser a melhor opção…mas na falta de plataformas elevatórias, ela ainda ajuda no acesso ao interior do ônibus. Sem ela, ficaremos nas mãos de pessoas de boa vontade, que muitas xxx correm o risco de ter um
    entorse na coluna. Aqui em São Jose do Rio Preto;SP , essas cadeiras eram usadas no aeroporto para subir as escadarias do aviao. Hoje já contamos com o ambulift.
    Parabenizo vc e demais participantes do Conselho Estadual .
    Vamos nos unir e fazer valer a legislação que diz que ate Dezembro 2014 todos os ônibus terão acessibilidade, com segurança e dignidade.
    grande abraco

    lourdes nunes
    lojusa@ig.com.br

    • Olá Lourdes,
      O problema da cadeira de transbordo, é que a maioria não sabe utilizá-la corretamente, e dessa forma, ela acaba virando uma arma ao invés de um instrumento. Para alguns casos, ela é inviável, pois não consegue ser usada em alguns tipos de escadas de ônibus. Na falta de plataforma elevatórias…não podemos aceitar o menos pior, temos que exigir o melhor, ou pelo menos o mínimo adequado,
      Obrigado pelo seu comentário, beijos!

  26. A foto acima,é de onibus de país de primeiro mundo, e ainda assim,uma exceção, no Brasil,não temos condições de exigir dos pequenos empresarios do setor de fretamento eventual,que já sofrem com tanta burocracia, a instalação de equipamentos caríssimos,Seja sincero,quantas vezes já viajou em onibus de farofeiros?Deveria simexigir uma pequena parte da frota de fretamento,com acessibilidade,as grandes empresas,podem comprar onibus novos com acessibilidade,nós não!!!

    • Já viajei diversas vezes em ônibus rodoviários. Há soluções mais baratas, por enquanto, mas que praticamente nenhuma empresa cumpre, e pelo jeito você também não. Se informe e cumpra a lei.

      • JÁ É ALEJADO PRA PAGAR SEUS PECADOS!!!AGORA QUER IMPOR ISTO A TODA A HUMANIDADE,SEJA HUMILDE!!!

        • Fale isso para os 45 milhões de pessoas com deficiência em todo o Brasil, pois não é uma opinião minha, e sim de todo um segmento. Agora, se quer exigir algo, coloque aqui seu nome e seu contato, qual empresa trabalha. Se não tiver dignidade para isso, irei apagar os comentários que colocar. Todos tem direito a ter uma opinião contra, mas não desse modo, no anonimato, como se fosse um trote.

  27. em mais de 30 anos de trabalho no fretamento eventual,raras vezes transportamos deficientes, e quando ocorreu,sempre demos um jeito e todos ficaram satisfeitos,exigir que toda a frota de onibus de fretamento eventual(excursoes? seja adaptada, é o mesmo que exigir que toda a frota de taxi do país,tambem seja.

    • Raras vezes você transporte deficientes porque você não oferece condições. O número de insatisfeitos que não vão viajar por causa da falta de acessibilidade é muito maior do que os satisfeitos que você já atendeu. Nem todo deficiente, mesmo cadeirante precisa de um taxi adaptado. Eu por exemplo, sou cadeirante e entro num carro comum sozinho. Agora num ônibus, não há condições, sem ter recursos de acessibilidade.

      • Muito simples,é só voce contratar apenas empresas que oferecem este serviço!!!

        • Praticamente não existem empresas que ofereçam esse serviço. Assim que tiver mais empresas, será simples mesmo. Como ninguém faz isso espontaneamente, a lei está sendo aplicada para obrigá-los.

  28. Pode ter certeza,as empresas de fretamento vão recusar viagens onde haja passageiros com deficiencia,vamos fazer de tudo para não transportar!!

    • Se as empresas não tiverem consciência dos seus deveres, ao invés de investir em recursos de acessibilidade, haverá multas pesadas além de processos judiciais dos consumidores. A escolha é sua.

      • Pois é,tambem gostaria de culpar outras pessoas por meus pecados e problemas, e exigir que tomem para si,mas infelimente não é possivel!!! Conciencia de sua condição,fica em casa e pronto,afinal,tá pagando pecados de vidas passadas!!!!

        • Se pensa assim, então tome a sua própria resposta para o seu caso também. Você está pagando pecados de vidas passadas.

        • Ô desempregado, e vc quando começará a pagar OS SEUS pecados? Pelo seu comentário se percebe que vc é muito burro, em momento algum ninguém disse que alguém é culpado por problemas de ninguém. É muita arrogância da sua parte, vc que deve ter boas condições físicas e de saúde, apontar o dedo para o seu semelhante que não tem e dizer que está pagando pecados e que deve ficar em casa por sua dificuldade. Isso só mostra que vc é um ser humano podre, sem amor ao próximo. Deveria ao invés de falar uma crueldade dessas agradecer a Deus por ter te dado saúde e boa condição física e não julgar as pessoas. Tenha humildade pra entender que apenas Deus conhece as nossas vidas e não cabe a um mísero ser humano como vc compreender os planos divinos, saber o porquê de alguém ser assim ou assado. E na boa, não é um imbecil como vc que determinará a deficiente algum que fique em casa, os deficientes têm direito a tanta liberdade de ir e vir quanto vc. Antes de julgar os pecados dos outros, lembre-se que o mundo dá voltas e amanhã pode ser vc ou algum ente querido seu a estar em uma cadeira de rodas precisando entrar num ônibus. Mais humildade e compreensão com a dificuldade do próximo só te farão bem e te tornarão um ser humano melhor.

          • Muito bem stkana. Acho que a pessoa que faz os comentários com o nome de “desempregado’ não tem coragem de se mostrar, e assumir seus pontos de vista. Respeito outras opiniões, mas desde que seja feita com respeito. E com certeza ele está vendo somente a questão em causa própria, pensando em seu próprio benefício. Mesmo juntando todas as pessoas que trabalham diretamente com os ônibus rodoviários, a quantidade não seria maior do que o número de pessoas com deficiência, idosos, e outras necessidades que necessitam dos recursos de acessibilidade.


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