Publicado por: Ricardo Shimosakai | 02/01/2011

Curling em Cadeira de Rodas. Modalidade Paradesportiva de Jogos de Inverno


O curling é um esporte olímpico coletivo praticado em uma pista de gelo cujo objetivo é lançar pedras de granito o mais próximo possível de um alvo, utilizando para isso a ajuda de varredores. O nome do esporte origina-se do verbo em inglês “to curl“, que significa “girar”, e se deve ao fato de as pedras serem levemente giradas no ato do lançamento, descrevendo uma parábola em sua trajetória.

Criado por volta do século XVI na Escócia, o esporte teve as primeiras regras elaboradas em 1838. Disseminado pelo mundo através de imigrantes escoceses, o curling é hoje em dia praticado principalmente no Canadá. Em Jogos Olímpicos de Inverno, teve sua primeira aparição em Chamonix 1924, embora esta só tenha sido considerada oficial em 2006. Depois de três aparições como esporte de demonstração, o curling voltou ao programa olímpico em Nagano 1998, sendo disputado até os dias atuais.

As equipes são compostas por quatro jogadores, sendo cada um responsável por lançar duas pedras em cada end, como é chamada cada subdivisão de uma partida. Após o lançamento, os outros jogadores podem varrer o gelo com o objetivo de diminuir o atrito entre a pedra e pista, fazendo-a parar mais longe. Os jogos são disputados, de modo geral, em dez ends, podendo terminar antes se uma das equipes desistir ou for matematicamente eliminada. A pontuação só é determinada ao final do end, e apenas uma equipe pode pontuar em cada etapa. A equipe faz um ponto para cada pedra localizada mais próxima ao centro do alvo que qualquer uma das pedras adversárias. O curling possui duas variantes. Na disputa de duplas mistas, a principal mudança é a presença de duas pedras posicionadas antes do início do end.

A primeira competição de curling em cadeira de rodas foi realizada em 2000 na Suíça, com participação de duas equipes do país anfitrião e uma da Suécia. Junto com a competição foi realizado um seminário para discutir as regras. Apesar de ter sido levantada a possibilidade de o esporte ser praticado em uma pista menor e com pedras da categoria júnior, ficou definido que a disputa seria tão próxima da modalidade regular quanto possível. Em 2001 foi realizado o primeiro torneio internacional oficial, um evento teste para o Campeonato Mundial, que ocorreria pela primeira vez em 2002. Neste mesmo ano o Comitê Paraolímpico Internacional reconheceu o curling como esporte paraolímpico para equipes mistas, e o comitê organizador dos Jogos Paraolímpicos de Inverno de 2006, em Turim, Itália, aceitou a inclusão do esporte no programa do evento. O curling em cadeira de rodas é aberto a qualquer indivíduo com dificuldade de locomoção, incluindo paraplegia, lesão da medula espinhal, paralisia cerebral, esclerose múltipla e amputação de pernas. Cada equipe deve possuir ao menos um integrante de cada gênero.

No jogo de curling em cadeira de rodas, o lançador deve estar numa cadeira parada ao fazer o lançamento. Durante o movimento, os pés do lançador não podem estar em contato com o gelo, mas as rodas da cadeira devem tocá-lo. O lançamento pode ser feito diretamente com a mão ou com a ajuda de um suporte extensor. Diferentemente da modalidade regular, a varrição não é permitida. Cada jogo tem duração de oito ends, e cada equipe recebe 68 minutos para jogar. Se um end extra for necessário, os relógios são zerados e cada equipe recebe dez minutos.

Apesar de não ter contado com atletas competindo nas Paraolímpiadas de Inverno de Vancouver em 2010, o Brasil teve uma equipe em Vancouver. O diretor técnico do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), Edílson Alves, o Tubiba, foi com o presidente, Eric Leme Maleson, e a secretária geral, Lisa Papandrea, ambos da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), observar as provas do curling em cadeira de rodas. “Nós vamos conhecer melhor a modalidade e fazer contato com os países que já a desenvolvem há mais tempo para firmar parcerias e facilitar o desenvolvimento do curling no Brasil”, explica Tubiba.

A modalidade será a primeira paraolímpica de inverno a ser desenvolvida no Brasil. “O curling em cadeira de rodas já conta até com uma rubrica orçamentária”, destaca Andrew Parsons, presidente do CPB. “A ideia é que possamos ter uma equipe para participar dos Jogos em Sochi, na Rússia, em 2014”. A escolha do curling em cadeira de rodas para ser a primeira modalidade paraolímpica de inverno a ser desenvolvida no país pela facilidade: é praticada numa pista de gelo artificial. Após a avaliação serão definidos os detalhes do desenvolvimento da modalidade no Brasil.

Fonte: Wikipedia


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