Publicado por: Ricardo Shimosakai | 23/03/2011

Como um extravio de bagagem acabou prejudicando minha mobilidade


Este texto é baseado na reclamação de Andreas, um passageiro amputado, para a companhia aérea TAM num caso de extravio de bagagem. Veja abaixo o relato dessa reclamação com as próprias palavras de Andreas:

Viajei juntamente com minha esposa em lua-de-mel para a Grécia por 32 dias; entretanto, ao retornar para o Brasil (São Paulo) pela TAM, a mesma conseguiu extraviar 03 (três) das 04 (quatro) malas que trazíamos conosco. Perdemos quase todas as nossas roupas, todos os presentes que ganhamos dos parentes pelo casamento, as lembranças que trouxemos para os nossos pais, amigos e para nós mesmos, além da tranquilidade que tínhamos em voar numa empresa aérea que era considerada como uma das melhores do mudo.

Para agravar, sou deficiente físico, pois uso uma prótese mecânica em uma das minhas pernas, e dentro das malas estavam meias especiais que necessito utilizar para poder andar normalmente, sendo estas feitas sob encomenda e com um alto custo e demora para a fabricação das mesmas, estando todas desaparecidas juntamente com as malas.

O resultado é que eu já perdi dias de serviço, estou tendo que fazer um sério tratamento médico para tentar amenizar todos os ferimentos que estou tendo diariamente em minha perna por falta destas meias, além de não poder andar direito, o que baixa a minha auto-estima e diminui a minha produtividade profissional, pois torno difícil o meu caminhar diariamente para o trabalho e demais locais que preciso ir.

Ressalto que as malas foram extraviadas no vôo vindo de Milão – Itália. A TAM já sabe de toda a situação, inclusive da minha condição de deficiente físico e simplesmente não toma conhecimento e nem atitude digna e efetiva para tentar resolver o problema. Quer me indenizar apenas por duas malas, pois alega que todas as malas estavam no nome de minha esposa e que por isto só irá pagar o valor de duas malas de até 32 quilos cada, que é o limite que cada passageiro pode levar.

Entretanto, viajamos em duas pessoas, com duas malas com peso dentro do limite cada um, tanto que não pagamos excesso de bagagem e nem tivemos qualquer tipo de cobrança quanto a isto, mas como o funcionário do embarque despachou as quatro malas no nome de apenas um dos dois passageiros, situação esta corriqueira em qualquer aeroporto, inclusive diariamente repetida pelos bons e bens instruídos funcionários da TAM, a empresa diz que vai pagar apenas por duas malas, que é o limite máximo de peso que pode ser transportado.

Infelizmente sou uma vítima da irresponsabilidade e da incompetência da TAM, e graças a isto venho sendo penalizado em minha saúde, em minha auto-estima e em meu direito fundamental garantido pela Constituição Brasileira, que é o direito de ir e vir, pois nem caminhar normalmente eu posso mais. Quero uma solução justa e perfeita por parte da TAM, pois não fui eu quem causei toda esta grave situação que vem há mais de 50 dias se prolongando.

Após 3 meses, a TAM respondeu da seguinte forma:

Tomamos conhecimento de sua mensagem enviada ao site Reclame Aqui a respeito dos fatos ocorridos com suas bagagens em viagem de Milão a São Paulo em 26/07 passado. Após intensas buscas, infelizmente três de suas malas não foram localizadas. Sendo assim, nossa central de bagagens enviou uma proposta de indenização no valor de R$ 5.047,56 (Cinco Mil e Quarenta e Sete Reais e Cinqüenta e Seis Centavos) referente aos três volumes de bagagem (considerando o peso máximo de 32kg cada).

Esclarecemos que, inicialmente, foi oferecida a indenização correspondente ao peso máximo permitido por passageiro, ou seja, dois volumes de 32kg cada. Tendo em vista que a Alitália despachou as quatro malas em seu nome, quando deveria ter despachado de forma separada, entendemos que houve um equívoco e por isso o valor da indenização foi revisto.

De toda sorte, nosso Gerente de Tráfego, já está ciente do ocorrido e adotando as providências para evitar a reincidência de tais fatos. Contamos com sua compreensão e queremos que saiba que o serviço Fale com o Presidente permanece à disposição para conhecer suas opiniões.

Por último, o passageiro fez a seguinte declaração: “Atendimento muito falho comigo nesta situação, pois apesar do pagamento oferecido e realizado, o mesmo foi extremamente inferior aos danos que sofri por toda a situação. Volto a voar com a TAM, mas somente com seguro bagagem”

Fonte: Reclame Aqui

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