Publicado por: Ricardo Shimosakai | 18/09/2011

Liceu Cláudio Santoro ministra cursos de balé para cegos, percussão e coral para surdos


Quando a música se torna uma ferramenta ao desenvolvimento dos portadores de necessidades especiais, vem à tona a citação de Stevie Wonder: “Só porque um homem carece do uso de seus olhos não significa que ele não tem visão”. O cantor norte-americano tornou a deficiência um “trampolim” para a descoberta do talento musical que o colocou no topo como um dos melhores cantores de soul do mundo. Com essa mesma determinação, os alunos portadores de necessidades especiais do Liceu de Artes e Ofício Cláudio Santoro participam dos cursos de balé para cegos, percussão e coral para surdos.

Há quatro meses, quando iniciaram os cursos especiais, o centro cultural colocou em prática uma ideia que surgiu em 2009. A bailarina e fisioterapeuta paulista Fernanda Bianchini trouxe para Manaus um método de ensino do balé clássico para deficientes visuais pioneiro no mundo.

A profissional de São Paulo capacitou os professores amazonenses, no entanto, a ausência de público dificultou o andamento dos projetos no centro cultural. Neste ano, a direção do Liceu retomou o fôlego e investiu novamente nos projetos especiais. Com o apoio da comunidade e da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o sonho se tornou realidade.

Didática diferenciada
Os gestos leves e a voz convincente da professora de balé para cegos, Kelen Maciel, conduzem a turma formada por crianças de oito a 12 anos. Muitas delas, além da cegueira, são portadoras de outras deficiências, como baixa audição, síndrome de Down e paralisia cerebral.

Para os alunos, a prática da dança é uma conquista. Beatriz Viana, 13, é uma delas. “Sempre que escutava as músicas de novela me imaginava dançando, mas nunca pensei que pudesse fazer. Hoje, eu percebo que quando a gente quer, consegue”, afirma Beatriz, revelando, ainda, que sustenta o sonho de dançar no palco do Teatro Amazonas.

Percussão
Nas aulas de percussão para deficientes auditivos, ministradas pelo professor Airton Silva, o “Gaúcho”, o tato é importante no processo de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos. Com a ajuda do intérprete Edson da Silva, o professor lidera uma turma de dez alunos. “Com a deficiência auditiva, os tons mais melódicos são mais difíceis para estabelecer uma distinção entre um tom e outro. A percussão é a parte rítmica. Pelo visual e pela vibração dos tambores, os alunos podem acompanhar o professor e criar uma harmonia”, destaca.

Coral
O coral para surdos é outro trabalho de superação também para os professores. A regente do coral, Emmeli Holanda, lembra como foi o primeiro contato com os alunos. “Para ensinar uma música a eles, a didática conta com interpretações, como se fosse um teatro”.

No coral para surdos, o teclado, a música ao fundo e a interpretação dos alunos são o suficiente para a interação com o público. “Com uma mão, eu faço a regência, e com a outra, os sinais de libras e a contagem dos passos. Com isso, os alunos não perdem o ritmo”, conclui a regente.

Fonte: D24am


Respostas

  1. Entre em contato com o Liceu de Artes e Ofício Cláudio Santoro, eles poderá lhe dar melhores informações. Veja contatos no link a seguir http://www.culturamazonas.am.gov.br/programas_02.php?cod=0222

  2. EXISTE UMA FILIAL DESA ESCOLA DE BALÉ PARA DEFICIENTES VISUAIS, AQUI EM BRASÍLIA? ENVIEM ENDEREÇO E FONE, POR FAVOR? OBRIGADA.

    ATT, RAFFIZA


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