Publicado por: Ricardo Shimosakai | 28/11/2011

Projeto quer adequar os táxis para a acessibilidade e o turismo


Reverter a falta de preparo dos taxistas porto-alegrenses para receber turistas – especialmente internacionais – é o mote do trabalho que tem sido desenvolvido pelo taxista José Cestari. À frente do projeto Táxi Turismo, que criou em 2001, Cestari tem marcado reuniões e estreitado contatos com associações e gestores públicos para viabilizar suas palestras, que abordam qualificação no atendimento.

“Temos muito que avançar em distribuição de material turístico nos táxis, em veículos com acessibilidade, além do atendimento propriamente dito”, afirma. As palestras, denominadas A Importância do Taxista para o Turismo da Cidade, se utilizam de canais multimídia para mostrar aos motoristas formas de melhorarem a qualidade de seus serviços. Já foram promovidas para 2,8 mil taxistas em 75 cidades.

Uma reunião com o secretário municipal de Turismo, Luiz Fernando Moraes, e uma empresa de comunicação deverá ser agendada nas próximas semanas para se pensar um cronograma para um curso em Porto Alegre ainda neste ano. A iniciativa poderia marcar o começo de uma série de palestras na Capital, acredita Cestari.

O palestrante tem procurado o Ministério do Turismo para obter material didático e buscar apoio para suas palestras. Os primeiros contatos foram feitos no 6º Salão do Turismo, que ocorreu entre 13 e 17 de julho em São Paulo, mas ainda não geraram medidas práticas. “O taxista precisa de qualificação, pois é fundamental para o desenvolvimento turístico de qualquer cidade, mas não há ainda programas consolidados para este fim”, percebe Cestari.

Empresas de turismo criticam a falta de cursos para taxistas

São muitas as brechas de qualificação profissional em Porto Alegre até a Copa do Mundo de 2014, mas poucas categorias têm recebido menos atenção do que os taxistas. Aqueles que serão o primeiro contato de muitos turistas internacionais na Capital ainda recebem uma atenção apenas parcial por parte de entidades e do setor público. O fato tem preocupado associações ligadas à promoção turística.

“Os táxis não são apenas um meio de transporte, mas um receptivo ao turista”, aponta Berenice Lewin, presidente do Porto Alegre & Região Metropolitana Convention Bureau. “Seria muito importante que houvesse um trabalho mais intenso de idiomas e preparação destes profissionais para orientarem os turistas estrangeiros”, sugere.

Além de inserção em cursos de inglês e espanhol e envolvimento em projetos específicos que favoreçam o conhecimento dos atrativos culturais da cidade, Berenice detecta a necessidade de disponibilizar material informativo e mapas nos automóveis, iniciativa ainda não padronizada em Porto Alegre. Alguns profissionais que atuam no setor turístico alertam, ainda, para a necessidade de se estimular a circulação de mais carros com ar-condicionado e porta-malas espaçosos durante o evento.

As necessidades são diversas, mas os projetos de capacitação aos taxistas, assim como sua adesão aos programas existentes, ainda são discretos. As ações desenvolvidas pelo Sindicato da Hotelaria e Gastronomia de Porto Alegre (Sindpoa), como Dicas Turísticas e Olá Turista, abertas ao trade e importantes para reciclagem profissional dos motoristas, ainda têm baixa adesão. O motivo é a resistência dos profissionais de transporte em abrirem mão de seu horário produtivo para assistirem a cursos.

A prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal do Turismo, lançou, em abril, um guia básico de línguas, com diálogos básicos em inglês e espanhol, e direcionou mil exemplares à Associação dos Permissionários de Táxi de Porto Alegre (Aspertáxi). Como a Capital dispõe de quase quatro mil táxis, e pelo menos o dobro deste número em motoristas, muitos ficarão sem o material.

A secretaria também está se articulando com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) para desenvolver novos programas de treinamento específicos aos taxistas. Hoje, o trabalho inclui passeio no ônibus Linha Turismo e palestras de sensibilização e qualificação, mas poderá ser ampliado.

O próprio sindicato do setor não dispõe de programas de preparação para a Copa. O Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) espera o contato dos governos estadual, municipal ou federal para firmar convênios e executar aulas de idiomas. De acordo com Luiz Nozari, presidente da entidade, logo que a Capital foi eleita uma sub-sede do evento, o Sintáxi solicitou aos governos parcerias para promover cursos de idiomas. O contato ainda não ocorreu, e a entidade não viabilizou outros tipos de parcerias. Já a preparação para atendimento e qualificação tem sido feita constantemente, através dos treinamentos internos, argumenta o Sindicato.

Fonte: Jornal do Comércio


Respostas

  1. Ola Ricardo! Como está Amigo!!!
    Abraços!

    • Olá querida,
      Estou agora no aeroporto de Maceió, voltando à São Paulo depois de participar de um evento sobre turismo acessível. Fui convidado pela Deputada Rosinha da Adefal, com apoio do PROCON de Alagoas
      Beijos

  2. No momento estou em Below Horizonte, não há taxis Acessíveis e os taxistas parecem her pouca experiência em levar passageiros cadeirante. Muitos dizem que minha cadeira não cabe no cargo, e eu tenho que argumentar, dizendo que já coloquei minha cadeira no portal mala de um Ford Ka

  3. Pena que sempre tem de ter um interesse a mais, do que o lado humano interessado, mas já está valendo mesmo assim. Sabemos o quanto nos é difícil qualquer tipo de locomoção, e táxi tbm se inclui, Eu como não dirijo as vzs faço uso de táxi, e sempre oriento o motorista de como tenho de ser atendida, na verdade é que sempretem pessoas boas, dispostas a ajudar, mas vemos realmente que há falta de preparo, treinamento mesmo, de como nos acomodar, pra mim é mais fácil ir na frente, a ajudar entrar e sair do carro,,enfim noutro dia vou contar a vcs o que me aconteceu… Sempre que vou à algum lugar que tenha aquele triciclo eu faço uso, e ao sair do táxi me acomodei e fui curtir meu passeio, na volta para pegar um novo carro para voltar o taxista, nem por mal, mas por falta de conhecimento, ele mesmo quis encostar o triciclo para eu descer, ele parou meio longe e depois de muitas tentativas tive de pedir a meu filho que me amparasse para nao cair, e o motorista na pressa de retirar o triciclo acionou e passou por cima do pé de meu filho, quase quebrando o o pé dele. Essa é só mais uma das situações a que somos submetidos! Então em nome da Copa agradecemos, pelo menos um motivo para que aja mais essa abertura!
    Grande abraço!!!


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