Publicado por: Ricardo Shimosakai | 12/01/2012

Programa pioneiro de acessibilidade hoteleira começa a ser implantado no Brasil


O crescimento do número de pessoas com deficiência no Brasil (45 milhões) e no mundo (1 bilhão), além da grande consciência social que países de todo o mundo passaram a adotar, acabam direcionando o mercado a prestar atenção na acessibilidade. Casos de sucesso, onde hospedagens que possuem uma acessibilidade de qualidade, acabam fidelizando seus hóspedes e chamando a atenção de outros, pelas facilidade que os recursos de acessibilidade oferecem, mesmo a quem não tem nenhum tipo de deficiência.

Americanos adultos com deficiência gastam uma média de 4.2 bilhões de dólares por ano com hospedagens. Turistas Europeus e Asiáticos com deficiência também seguem a mesma linha de consumo, porém todos, inclusive os Brasileiros, procuram qualidade no quesito acessibilidade, além de um bom atendimento.

E a acessibilidade deve estar presente nos itens da estrutura arquitetônica do local, mas também nem recursos complementares, como por exemplo diretório de serviços em Braille, campainhas luminosas para surdos, e cadeira de banhos para pessoas com deficiência física. Também é importante saber atender este hóspede sem lhe causar ofensa ou constrangimento, entender e saber agir para oferecer um pronto atendimento a quem necessita de ajuda e não atrapalhar aqueles que não precisam.

Mas para que esse trabalho tenha um retorno proporcional, é preciso trabalhar a comunicação. Se fazer conhecido para a comunidade de pessoas com deficiência é essencial, afinal eles serão os interessados diretos. Mas também, se posicionar entre as empresas que realizam reservas em hotéis ou oferecem roteiros onde a hospedagem está inclusa, também é importante, pois muitas vezes eles não sabem aonde recorrer quando recebem um turista com deficiência. Então isto também está incluso no programa, além de outras ações promocionais que irão ajudar o estabelecimento a se posicionar na sociedade, criando um forte conceito de responsabilidade social.

Finalmente, outros dois serviços que normalmente são oferecidos separadamente, estarão inclusos no programa. O primeiro é a Certificação de Acessibilidade e inclusão, que trará confiabilidade, devido aos seus critérios rígidos, por ter um grande detalhamento, descrevendo os recursos de acessibilidade para cada tipo de deficiência. Além disso, os itens terão uma atualização constante e o compromisso do estabelecimento em oferecê-los. É o único neste formato no Brasil, e com comprovada eficácia em outros países onde é aplicado.

O segundo é o serviço de agenciamento de turismo acessível, pois muitas pessoas com deficiência procuram por empresas especializadas que realmente conheçam suas necessidades, e a Turismo Adaptado já é conhecida e respeitada. A acessibilidade na viagem não é verificada somente no local onde o turista ficará hospedado, mas também no transporte, passeios, locais de alimentação entre outros itens, e tudo isso é verificado no serviço de agenciamento, potencializando a escolha do cliente pelo hotel.

A acessibilidade é um direito garantido por lei, desta forma todos os meios de hospedagens são obrigados a cumpri-la de acordo com as exigências específicas. Desta forma, o cliente também está no direito de exigi-las. Quanto mais isto for reforçado, maior será a transformação. Então é de grande importância que todos que utilizem este tipo de serviço, ou mesmo aqueles que simpatizem com a causa de obter uma sociedade mais justa e inclusiva, ajude a espalhar este novo conceito, feito por uma empresa de qualidade. A descrição completa pode ser vista acessando o link Programa de Acessibilidade Hoteleira

Para maiores informações, entrar em contato com a Turismo Adaptado através do email ricardo@turismoadaptado.com.br ou pelos telefones (11) 3846-6333 e (11) 9854-1478.


Responses

  1. […] Fonte – https://turismoadaptado.wordpress.com/2012/01/12/programa-pioneiro-de-acessibilidade-hoteleira-comeca… […]

  2. Olá Larissa,
    poucos hotéis no Brasil possuem um nível no mínimo aceitável em relação à acessibilidade. Se eu conseguisse ter acesso à sua pesquisa, poderia entrar em contato com os hotéis para tentar implantar o Programa de Acessibilidade Hoteleira. Vou iniciar uma campanha para toda a sociedade começar cobrar a acessibilidade em meios de hospedagem.

  3. Olá, Ricardo. A iniciativa da Turismo Adaptado é sensacional. Os hotéis pedem urgente programs de acessibilidade. Finalmente conclui minha pesquisa do mestrado e tive resultados esperados e bem decepcionantes onde, entre os hotéis de 4 e 5 estrelas de Natal, apenas 4 atenderam a mais de 50% dos itens que pesquisei sobre acessibildade p/ pessoas com deficiência visual. Ou seja, o resto não atingiu nem metade, tem muita falha, o problema é visível e a necessidade de mudança é urgente. Espero que o programa de acessibilidade hoteleira atende essa demanda tão importante e potencial que os hotéis estão ignorando. Parabéns! Sucesso com o trabalho.

  4. Há uma determinada rede hoteleira, com nome de pássaro, em que TODOS os vários apartamentos adaptados só contam com cama de casal, não havendo nem mesmo um apartamento adaptado com camas de solteiro.

    Isso não é discriminação?

    Grande parte das pessoas com necessidades especiais (ex: tetraplégicos) requer o auxílio de outra pessoa – que nem sempre é o cônjuge ou um (a) namorado (a) – para conseguir realizar várias atividades da vida diária e a impossibilidade de acrescentar uma cama extra ao apartamento adaptado é, NMO, fator de discriminação em relação às pessoas com deficiência física mais severa, podendo gerar constrangimentos.

    O que vcs acham?

    • Vreio que a intenção não é discriminar, mas sim uma falta de informação e provavelmente não procuraram um profissional para implantar a acessibilidade em seus estabelecimentos. Pessoas com deficiência devem ter oportunidade de escolha, em optar quartos oferecidos pelo hotel com diferentes configurações e preços. O programa de Acessibilidade Hoteleira contempla essas questões entre diversas outras

  5. Acessibilidade hoteleira,noBrasil, ainda está em fase de implantação e mal feita inclusive, estive em Brasilia, capital da Republica e independente das estrelas dos hoteis, cada uma de um jeito, feita por um “profissional” sem competência e sem ficalização pelos orgãos competentes. Imagina então nas cidades mais distantes????

    • Bem digo que está em faze de implantação, pois do modo como a maioria faz, é algo sem estudo, e somente para aliviar a culpa. É preciso planejamento, e um estudo específico. Assim como as pessoas procuram um médico para tratar de suas enfermidades, que é um proficcional especializado na área da saude, deve se procurar um profissional para tratar da acessibilidade e inclusão, caso contrário, as chancer do trabalho estar errado ou incompleto, é muito grande

  6. QUE MARAVILHA ISTO, POIS CONHEÇO MTS DEF FISICOS QUE DIFICILMENTE VIAJAM PORQUE NAO HÁ ACESSIBILIDADE AÍ DEPENDEM DE TERCEIROS PARA AJUDAR NAS ATIVIDADES QUE GERALMENTE EM CASA SE VIRAM BEM SOZINHOS. AÍ O QUE DEVERIA SER PREZEROSO, VIRA UM DESCONFORTO TOTAL….

    • A acessibilidade potencializa seu negócio, pois mais pessoas irão visitar o estabelecimento, e será vista como uma empresa socialmente responsável. Irei precisar de todos, para começar a exigir este programa de Acessibilidade Hoteleira nos meios de hospedagem. Desse modo, as coisas começarão a fluir com mais naturalidade

  7. Ricardo,

    Pode ficar a vontade para publicar conteúdo do blog. Eu mesmo já publiquei algo de teu blog, citando-o como fonte.

    Quanto à vertente que você defende – acessibilidade no turismo – acho extremamente pertinente e oportuna, principalemnte nesta fase em que o país se prepara para receber dois grandes eventos – copa e olimpíadas – e se verá obrigado a abrir os olhos para esta questão urgentemente.

    Abraços e parabéns pelo excelente trabalho!

    Lázaro Britto
    Blog Passo Firme

    • Olá Lazaro,
      Muito obrigado, Apesar de cada vez mais difundida a consciência da acessibilidade, ainda há muita resistência dos empresários, e também muitos que tentam implantá-la, mas de forma errada por conta própria ou através de profissionais sem qualificação.
      Abraços


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