Publicado por: Ricardo Shimosakai | 24/02/2012

Projeto apresentado por Secopa tem falhas na acessibilidade e não convence população


Apesar da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) tentar transformar a audiência pública, que obedece a uma determinação legal, em um mega evento para a apresentação do anteprojeto do Veículo Leve sobre Trilho (VLT), na manhã desta quinta-feira (16), no Centro Cultural da UFMT, o tiro acabou saindo pela culatra.

O secretário extraordinário da Copa, Eder de Moraes (PR), teve que ouvir e responder dúvidas e questionamentos de representantes de associações e ONGs que criticavam a falta de clareza do anteprojeto do VLT. “Primeiro o espaço para a discussão é pouco para se fazer sugestões. Com certeza vários pontos ficaram de fora. Pelo que foi apresentado muitos itens importantes ficaram de fora do anteprojeto. Desde a falta de acessibilidade, o respeito as leis ambientais e questões referentes a custos, especialmente, para a população”, questiona Pedro Augusto Oliveira, da Associação de Usuários de Transporte Coletivo.

Uma das críticas mais polêmicas foi a da militante Ivonete Jacobi, do Grupo de Combate a Corrupção nas Ruas, que fez diversos questionamentos, dentre eles, o valor pago a empresa portuguesa Consult responsável pelo projeto para sustentação de viabilidade técnica. “Gostaria de saber os valores e critérios que são usadas pela Secopa para chegar aqui e dizer o projeto é esse e pronto. A população não é ouvida. Eles sentam lá com aquele ar de arrogância e querem que a gente engula tudo calado. Ele não quis falar sobre valores, mesmo eu ancorada pela lei que permite ao cidadão saber os custos obras que vão sair do seu bolso”, critica.

Já o engenheiro Massimo Giavini-Bianchi disse que a Secopa ignorou o conceito operacional de segurança. “Eles ignoraram a questão da sinalização e com isso a seguranças dos passageiros. Está errado a forma como os passageiros irão descer dos ônibus e embarcar no VLT. Levando em consideração pelo lado operacional é fraco o projeto”, disse. E, ainda acrescentou que não ficou claro qual é o dever da empresa que irá ganhar a licitação para construção do VLT. “Que vai arcar com tudo. A empresa, o governo ou população. Quem vai querer assumir algo que ninguém sabe de quem é a conta e a responsabilidade”, protestou. A audiência pública continua nesta tarde na Câmara Municipal de Várzea Grande.

Obras
Segundo a Secopa várias ruas de Cuiabá e Várzea Grande terão novos traçados. A linha Coxipó/Centro, por exemplo, o VLT vai percorrer este trecho, está prevista a construção de um viaduto na entrada da UFMT na Avenida Fernando Correa da Costa e outro na Avenida Beira- Rio. Ainda será construída uma nova ponte no rio Coxipó e um viaduto na MT- 040, estrada que vai a Santo Antonio de Leverger.

Na linha CPA/Aeroporto, estão no anteprojeto 22 estações do VLT, que vai percorrer trechos como a Avenida XV de Novembro. Com 15 km de extensão, o trajeto contará com dois terminais de integração (CPA 1 e Terminal André Maggi, que terá um elevado ferroviário no Aeroporto Marechal Rondon), dois viadutos, três trincheiras e uma ponte. Nesse trecho será feito a reestruturação do Canal da Prainha, na região central de Cuiabá.

Fonte: Circuito Mato Grosso


Respostas

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