Publicado por: Ricardo Shimosakai | 27/07/2013

Inglês vítima de talidomida vira artista famoso ao pintar com a boca e os pés


Arte corporal, O artista usa dentes, língua, lábios, cabeça e pés para criar mais de 500 obras de arte que ele criou em seu estúdio especialmente construído em sua garagemArte corporal, O artista usa dentes, língua, lábios, cabeça e pés para criar mais de 500 obras de arte que ele criou em seu estúdio especialmente construído em sua garagem

Tom Yendell, de 50 anos, já fez mais de 500 quadros e escreveu um livro. Remédio para enjoo de grávidas deformou milhares de bebês de 1950 a 60.

Um inglês que nasceu sem os braços – em decorrência de sua mãe ter usado, durante a gravidez, o medicamento contra enjoo talidomida, que causou malformações em bebês no mundo todo – virou artista profissional e ficou famoso por pintar com a boca e os pés. As informações são do site do jornal britânico “Daily Mail”.

Tom Yendell, de 50 anos, usa os lábios, a língua, os dentes e até a cabeça para criar pinceladas diferentes nos quadros. Ao todo, ele já produziu mais de 500 obras, e centenas delas têm aparecido em cartões, papéis de embrulho e paredes no Reino Unido.

Tom Yendell, que nasceu sem os braços devido ao medicamento Talidomida, tornou-se um artista de renome mundial em pintura com a boca e os pés.

Tom Yendell, que nasceu sem os braços devido ao medicamento Talidomida, tornou-se um artista de renome mundial em pintura com a boca e os pés.

Apesar do problema congênito, o homem – que mora na cidade de Alton, condado de Hampshire – decidiu levar uma vida normal e acredita que sua arte possa provar que nada seja realmente um grande obstáculo para quem tem força de vontade.

Yendell é pais de dois filhos, trabalha como artista profissional há 30 anos e já lançou um livro sobre sua história. Às vezes, ele sente cãibras musculares por causa da posição em que fica, mas nada que não possa ser superado.

“‘A talidomida é apenas uma daquelas coisas que acontecem na vida. Você não pode fazer nada sobre isso; portanto, é melhor seguir em frente e tentar ser uma pessoa positiva”, disse.

O inglês, que não se vê como alguém com deficiência, é um dos 458 bebês que sobreviveram à talidomida no Reino Unido, segundo a organização de apoio às vítimas Thalidomide Trust. E, para cada criança que resistiu, outras dez morreram.

Entre as décadas de 1950 e 1960, o medicamento foi usado contra náuseas, dores de cabeça, insônia, tosse e resfriados. Os bebês cujas mães tomaram o remédio acabaram nascendo com deformidades nos olhos, ouvidos, órgãos genitais, coração, rins e sistema digestivo.

Quando a droga foi retirada do mercado, em 1961, mais de 10 mil crianças já haviam sido atingidas. Em agosto deste ano, pela primeira vez, o fabricante alemão Grünenthal pediu desculpas públicas pelo erro.

Fonte: G1

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