Publicado por: Ricardo Shimosakai | 10/04/2014

Prefeitura do Rio vai classificar pontos turísticos por grau de acessibilidade


Escadas rolantes são a única opção de acesso no último lance para chegar até a base do Cristo RedentorEscadas rolantes é a única opção de acesso no último lance para chegar até a base do Cristo Redentor no Corcovado

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro entregou hoje (25) um diagnóstico de acessibilidade, com plano de orientação, para gestores de 250 pontos turísticos do Rio, incluindo estações de embarque e desembarque de diferentes meios de transporte. A pesquisa foi elaborada no ano passado e avaliou o local e o entorno desses pontos, como calçadas e estacionamento para pessoas com deficiência.

Os estabelecimentos foram classificados em bronze, prata, ouro e diamante, de acordo com grau de acessibilidade. A secretária Georgette Vidor explicou que uma equipe técnica vai acompanhar as adaptações dos locais em que a acessibilidade é ruim ou nula, que receberam bronze ou prata.

“Hoje, entregamos a todos esses locais uma cartilha com a sua avaliação. Até 31 de julho, se eles quiserem manter uma qualificação melhor que a de hoje, podem nos enviar um projeto com as adaptações que possam reclassificá-los com melhor posição”, disse ela. Participaram do encontro centros culturais, museus e representantes das empresas de transportes públicos urbanos. “Nossa intenção é motivar esse grupo a se adequar e se tornar cada vez mais acessível”, explicou. Alguns estabelecimentos, segundo ela, já haviam feito modificações para melhorar a acessibilidade logo após a primeira visita.

Os certificados definitivos e adesivos sobre porcentagem de acessibilidade dos estabelecimentos serão entregues em cerimônia oficial na prefeitura, em novembro.

Georgette, que é cadeirante, lamentou que a cidade ainda tenha um longo caminho pela frente para garantir a inclusão da pessoa com deficiência e seu direito fundamental de ir e vir. “É uma transformação muito grande para uma cidade que foi mal planejada, que cresceu de forma desordenada. Então, fazer essa mudança em pouco tempo é muito difícil”, declarou ao lembrar que quando assumiu o cargo de secretária, em 2011, a sede da prefeitura não tinhaa sequer banheiro adaptado.

“Hoje, tem um banheiro adaptado em todos 13 andares do edifício”, comentou ela ao apontar que cotidianamente é convidada para eventos em locais sem rampas, banheiros adaptados e outras falhas. A secretária disse acreditar que a mudança de mentalidade está ocorrendo aos poucos, e que iniciativas como as dos certificados e planos de orientação podem acelerar o processo.

Georgette informou que os restaurantes e polos gastronômicos serão os próximos locais a serem avaliados com base na acessibilidade, ainda neste ano. Outra meta da secretaria é divulgar rotas acessíveis para pontos turísticos, como meios de transportes e ruas, para cadeirantes e deficientes visuais com mobilidade reduzida, entre outros.

De acordo com o Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD), 1,3 mil prédios públicos municipais da capital fluminense não estavam adaptados para pessoas com algum tipo de deficiência no ano passado. A cidade do Rio tem 1,5 milhão de moradores deficientes, 23,9% dos cariocas, número que deve aumentar com a chegada de turistas e jogadores com deficiência para as Olimpíadas e Paralimpíadas, em 2016, cerca de 4,2 mil de acordo com o IBDD.

Fonte: EBC


Respostas

  1. Voce sabe me dizer se essa classificação foi feita e aonde eu posso encontrá-la?

  2. É uma falta de respeito muito grande, na minha cidade Cabo Frio RJ, eu ter q entrar na justiça para ter direito a vaga de Deficiente em frente a minha agência bancária, isso cabe a prefeitura fazer é obrigação dela, todo o local público tem q ter vaga destinada ao portador ”é lei”, tive q entrar no (MPE) Ministério Público Estadual para obrigar a prefeitura de Cabo Frio RJ a revitalizar todas as áreas demarcadas a portadores q estavam deterioradas com placas e pinturas no chão novas, alem da pessoa ter a sua deficiência ela ainda tem q se humilhar em órgãos por seus direitos, q governantes são estes q não olhão para a acessibilidade do seu povo; No dia 16/03/2014 fui com a família do meu irmão para eles (filhos) conhecerem o corcovado, chegando lá não tinha vaga para portador e quando conseguimos uma vaga apertada fomos taxados em R$ 10.00 Reais e a carro é totalmente adesivado com permissão de acesso livre, e foi nos passado q ali eles não são obrigados a seguir está lei, disseram-nos q seriamos obrigados a descer do carro e segui numa van dele (cartel) ” a família do meu irmão poderia até ser, mas eu não porq meu veículo é adaptado para mim ele é minhas pernas e na subida colocaram 6 guardas municipais armados para ninguém subir (armas letais, um meio de coação), a van deles não tem a estrutura q eu preciso para a minha deficiência e se mesmo dessa forma eu quisesse subir até o alto do corcovado eu teria q pagas uma taxa de R$ 32.00 Reais, pelo q eu sei o Cristo (corcovado) é um local público, é até compreensível uma taxa para a sua manutenção, mas pelo q me costa qualquer local público e de livre acesso ao portador de deficiência e isento de qualquer taxa, na hora de comprar o ingresso tinha na minha frente um CEGO estrangeiro pagando para ir VER O CRISTO ( pera ai ele é um Cego) hora eles dizem q são amparados pelo lei de Chico Mendes e q a lei da a eles o direito de cobrar de qualquer pessoa q seja até mesmo de um CEGO, pelo q eu estudei na internet a lei de Chico Mendes da o direito a eles de cobrar uma contribuição para a manutenção do park (toda a área de extensão do park da Serra da Tijuca) q não é o caso, eles fizeram uma PANELA, UM CARTEL EM TORNO DO CORCOVADO, cobrando valores absurdos, cobrando de CEGOS, DEFICIENTES, cobrando pela VAGA DO DEFICIENTE e impedindo do deficiente usar seu veículo para ir até o seu destino; A ONDE ESTÁ OS GOVERNANTES DESSE PAIS, DESSA CIDADE, TEMOS AQUI NO RIO UMA DAS 7 MARAVILHAS DO MUNDO, QM VEM AO BRASIL VEM VER O CORCOVADO (CRISTO), trazem para nosso estado recursos econômicos e LEVA PARA OS 4 CANTOS DO MUNDO A VISÃO DE Q A FALTA DE RESPEITO COM O DEFICIENTE EM NOSSO PAIS É NORMAL === CARTEL EM TORNO DO CORCOVADO === VERGONHA PARA O NOSSO ESTADO.

    • Muitas regras, algumas legais, outras inventadas. É preciso colocar ordem para que as coisas funcionem adequadamente. O que eu percebi, conversando com profissionais do turismo no Rio, é que eles não se importam com a acessibilidade, pois o turismo convencional já traz um bom retorno para eles, e dai não querem ter o trabalho de implantar programas de acessibilidade em seus estabelecimentos ou serviços. A coisa só acontece por obrigação ou por caridade.

  3. Meu marido é deficiente físico(sofreu amputação no pé esquerdo) anda com dificuldade ,amparado por mim e bengala,sofremos horrores com as calçadas esburacadas e carros estacionados nas mesmas.As vezes temos que andar pelas ruas podendo ser atropelados. Somos eleitores,pagamos nossos impostos .Queremos ser respeitados e queremos nossos direitos,pois nossos deveres estamos cumprindo.

    • A política brasileira é uma comédia.. e ao mesmo tempo um terror. Sinceramente eu desacredito em grande parte da eficiência do poder público, e prefiro trabalhar com o setor privado, onde podemos ter respostas mais concretas. Porém, em muitos lugares, a calçada é de responsabilidade do governo. Creio que poderíamos ter outro tipo de política mais eficiente quanto à isso.

  4. Vamos esperar mais quantos anos? Só eu estou nisso há 40 anos, dos quais 10 anos estive em Cabo Frio e comecei por lá com a conscientização da acessibilidade e vocês podem confirmar que urbanísticamente a cidade vem se acessibilizando e nãos e adaptando o que torna qq obra muito mais cara… Eu mesma estive recebendo a Georgette qdo ainda era deputada estadual e levava aos municípios este projeto de avaliar os lugares acessíveis e contemplá-los com medalhas, interessante. Naquela época Cabo Frio estava iniciando suas acessibilidades. Desejo mesmo que aqui no Rio este projeto emplaque, pois estamos juntos no CoMDef e há anos pedindo para irmos fiscalizar, verificar projetos, inclusive os das calçadas e NUNCA TIVEMOS APOIO… Mesmo tendo pessoas COMPETENTÍSSIMAS e com bastante experiência urbanística ao longo destes anos todos…

    Vamos torcer, pois é impossível cumprir com a definição de acessibilidade que é o ir e vir com segurança e autonomia, haja vista que este conceito é para todos os habitantes de uma cidade, não só para deficientes cadeirantes, cegos, pessoas com mobilidade reduzida…

    Para nós deficientes, cabe demonstrar nossa insatisfação com o descaso a nossa cidadania, o descaso institucionalizado e o assistencialismo chantagistas… Não há mais lugar para isso, queremos EFICÁCIA e a garantia de que a CONVENÇÃO DOS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA SERÁ HONRADA NA ÍNTEGRA !!!!!!!!!!!!!

    • A identificação de acessibilidade nos pontos turísticos é de grande importância, e o Rio de Janeiro, como símbolo maior do turismo brasileiro, deveria ter feito isso a muito tempo. Milhares de pessoas com deficiência ao redor do mundo tem o desejo de visitar a região, porém sem acessibilidade adequada, e nisso se coloque a informação, não teremos um retorno esperado


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