Publicado por: Ricardo Shimosakai | 28/06/2014

Hipertricose lanuginosa congênita, conhecida como a Síndrome do Lobisomem


Pessoas com hipertricose lanuginosa congênita ficam completamente cobertas por um longa lanugem (cabelo) de até 25 centímetrosPessoas com hipertricose lanuginosa congênita ficam completamente cobertas por um longa lanugem (cabelo) de até 25 centímetros

A hipertricose lanuginosa congênita é uma doença extremamente rara com poucos afetados ao redor do mundo. Foram relatados cerca de 50 casos e estima-se que sua incidência na população seja 1:10.000.000.

A doença também é chamada de “síndrome do lobisomem” e não causa problemas sérios à saúde. Entretanto, portadores são vítimas de preconceito em razão da aparência estranha. Muitas dessas pessoas são ridicularizadas, o que as impede de ter uma vida normal.

É uma doença autossômica dominante que se expressa de forma variada. A causa ainda não é bem conhecida, contudo, acredita-se que ela ocorra em virtude de uma mutação genética. Ela caracteriza-se pela presença excessiva de pelos em diversas partes do corpo, exceto em regiões das mucosas, palma das mãos e planta dos pés.

A presença acentuada de pelos já é percebida logo após o nascimento, sendo possível visualizar uma grande quantidade de pelo lanugo. Esse tipo de pelo é formado durante a gestação e cobre todo o corpo do feto. Após o nascimento, a maioria dos bebês já não o apresenta. Entretanto, alguns mantêm esses pelos durante as primeiras semanas de vida. Na hipertricose lanuginosa congênita, os pelos lanugos não são substituídos e aumentam de tamanho. Geralmente essa doença se associa a outras anomalias congênitas, sendo mais frequentes problemas dentários.

Recentemente, no Brasil, um caso de uma menina que reside no estado do Tocantins foi registrado e tornou-se conhecido nacionalmente. A família, que realizou diversos exames e consultou vários médicos, sente o peso de lidar com uma doença rara e de difícil diagnóstico. Até o momento, pais e médicos não sabem qual procedimento será realizado para amenizar a quantidade de pelos na criança.

Em virtude dos poucos casos conhecidos, é uma doença com tratamento ainda pouco eficaz. Geralmente os afetados realizam apenas procedimentos que consistem na retirada do pelo excessivo, como depilação a laser e com barbeadores. Pacientes que realizaram tratamento com utilização de laser Q-switched Nd:YAG (usado em remoção de tatuagens) responderam relativamente bem ao processo e tiveram uma redução de 40 a 80% na quantidade de pelos.

Fonte: Brasil Escola


Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: