Publicado por: Ricardo Shimosakai | 26/05/2015

Novo A320 criado a pensar nas pessoas com mobilidade reduzida


Entrar e sair do avião é agora mais fácil, mas a utilização das casas de banho pode ser um desafio, especialmente, para cadeiras de rodasEntrar e sair do avião é agora mais fácil, mas a utilização das casas de banho pode ser um desafio, especialmente, para cadeiras de rodas.

Nas aeronaves maiores estes espaços foram já adaptados. A novidade é um novo design de cabina, para a família do Airbus A320, com um único corredor. Com a nova configuração “Spaceflex” as casas de banho ficam na parte de trás do avião e passam a ter espaço extra para acesso a cadeiras de rodas:

“Vou mostrar como funciona. Temos duas casas de banho lado a lado. Esta é uma casa de banho e a segunda casa de banho é aqui. Estão separadas por uma divisória que pode ser aberta e recolhida, completamente. Quando abrimos as portas ficamos com um espaço muito maior, o que dá mais autonomia e privacidade aos passageiros com mobilidade reduzida”, refere o diretor de marketing da Airbus, Marc Muller.

A vantagem da família A320 é que não é à custa dos assentos de cabina que se aumenta o espaço dos sanitários. Aliás, este espaço traseiro pode levar até seis assentos extra e ser usado para facilitar a vida destes passageiros.

Três companhias aéreas, um total de 10 aeronaves, já estão a voar com este novo design e, nos próximos meses, mais 500 aeronaves, de 12 companhias aéreas vão começar a operar com esta configuração.

Um amante de simuladores de voo, esloveno, usou partes de um Airbus A320 para construir um simulador realista, em sua casa, no norte da Eslovénia. Aos 53 anos, este engenheiro eletrónico comprou partes de um avião da Cyprus Airways, em 2011, e satisfez o sonho de uma vida:

“Há mais de dez anos construi o meu primeiro simulador de madeira, a imitar um Airbus A320, em tamanho real. Depois disso tive a oportunidade de comprar um verdadeiro do aeroporto de Liubliana. Cortei toda a secção dianteira da aeronave e trouxe-a para aqui e remontei-a. Levei cerca de dois anos e meio para concluir o projeto”, explica Igor Perne.

Para remontar o aparelho foram precisos 10 quilómetros de cabos para ligar 300 botões e 250 luzes. Seis computadores executam a simulação, enquanto um retroprojetor exibe uma imagem do exterior do cockpit:

“É muito difícil distinguir um voo virtual de um real. Eles são tão semelhantes que, por vezes, quando estou em voo não consigo sair do cockpit nem para ir à casa de banho”, adianta Perne.

Construir este simulador custou dezenas de milhares de dólares mas, para Perne, valeu cada centavo. E, como não precisa de sair do seu jardim, não tem problemas de jet lag.

Fonte: Euronews


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