Publicado por: Ricardo Shimosakai | 07/07/2015

Cadeirante de São José embarca em aventura ao Deserto do Jalapão


Aventura inclui trilhas de handbike e rafting pelas corredeiras do Rio Novo. ‘Expedição Inclusiva’ conta ainda com participação de deficiente visual.Aventura inclui trilhas de handbike e rafting pelas corredeiras do Rio Novo. ‘Expedição Inclusiva’ conta ainda com participação de deficiente visual.

Depois de completar o Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, o paraesportista de São José dos Campos (SP), Evandro Bonocchi, de 39 anos, encara uma expedição radical ao Jalapão (TO), conhecido como deserto brasileiro.

O projeto “Expedições Inclusivas” conta com ao menos oito pessoas que percorrerão 30 quilômetros de trilhas de mountain bike e rafting pelas corredeiras do Rio Novo. Entre os membros da equipe está também o deficiente visual Eduardo Soares. O objetivo do grupo é mostrar aos deficientes que é possível praticar esportes como montanhismo, canoagem, escalada, ciclismo, entre outras atividades.

“Queremos mostrar ainda para as comunidades locais como proporcionar o turismo inclusivo, que necessita apenas de medidas simples de adaptação, como rampas de acesso e boa vontade. O pior olhar que pode ser lançado a um deficiente é um olhar de piedade”, disse o paraesportista.

Evandro ficou paraplégico há 10 anos, depois que um acidente de moto provocou uma lesão na medula espinhal. Ele, que desde criança praticava atividades físicas, procurou os esportes adaptados, passando pelo basquete e a handbike, que é a bicicleta pedalada com os braços.

“Nunca entrei em desespero, mas sem dúvida a handbike foi minha libertação, participei da minha primeira maratona em 2011 em Nova Iorque. E no mesmo ano procurei esportes sem rodas, foi então que encontrei o rafting”, contou ao G1.

Para enfrentar os desafios radicais, além do apoio da esposa e do filho de 2 anos, Evandro conta com o acompanhamento de profissionais especializados em cada modalidade.

“Minha deficiência é minha motivação, a palavra superação já não se encaixa na minha vida. Vejo a superação em um pai que trabalha num carrinho de pipoca para pagar os estudos do filho, por exemplo. O que eu quero é incentivar as pessoas, com deficiência ou não, a entrar de cabeça em uma aventura, se proporcionar viver”, concluiu.

Fonte: G1


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