Publicado por: Ricardo Shimosakai | 12/10/2015

Novo projeto da Fundação Cultural de Blumenau oferece sessões de cinema gratuitas com audiodescrição para cegos


Pipoca Acessível vai exibir um filme brasileiro por mês para deficientes visuais e público em geralPipoca Acessível vai exibir um filme brasileiro por mês para deficientes visuais e público em geral

A imaginação vai muito além do que os olhos podem ver. É com essa premissa que a Sociedade Cultural Amigos do Centro Braille de Blumenau abre as portas para um novo projeto a partir desta quinta-feira: o Pipoca Acessível, que tem como objetivo oportunizar a pessoas cegas o acesso integral a grandes obras do cinema brasileiro.

Todo mês, um filme será exibido gratuitamente no Cine Teatro Edith Gaertner da Fundação Cultural por meio da audiodescrição — recurso de tecnologia assistiva que possibilita aos deficientes visuais as mesmas condições de “enxergar” o que as outras pessoas enxergam. Cenas, acontecimentos e detalhes que não podem ser compreendidos sem a visão são descritas por um narrador junto aos diálogos do elenco.

Com Lázaro Ramos, Leandra Leal e Luana Piovani, o longa O Homem que Copiava abre a programação às 19h desta quinta. Segundo Eliane Luchini, presidente do Centro Braille, títulos famosos como Olga, Lula – O Filho do Brasil, A Mulher Invisível e Hoje Eu Quero Voltar Sozinho fazem parte do acervo doado pelo projeto Cinema Petrobras em Movimento. A ideia é que todo o tipo de público participe das sessões. Quem quiser viver a experiência de assistir a um filme sem usar os olhos terá vendas especiais à disposição:

— Nossa meta é motivar e efetivar a audiodescrição tanto na Fundação Cultural, que já promove projetos especiais para cegos, como também em outros espaços culturais da cidade — explica Yara Luana Ionen, vice-presidente do Centro Braille.

Para ela, que há cerca de 20 anos sofre de baixa visão — um nível intermediário entre a visão normal e a cegueira —, o Pipoca Acessível chega no momento em que as pessoas precisam estar cientes da importância da inclusão social:

— Ser cego não é só andar de bengala ou ter cão-guia. A gente quer lazer, cultura e queremos isso em conjunto com o resto da comunidade. A inclusão está nisso — comenta.

Além do projeto de cinema, a instituição tem investido em passeios ciclísticos e visitas museológicas.

— Queremos sempre possibilitar o acesso desse público a nossas ações culturais. Além de termos instalado audioguias e roteiros táteis no Museu da Família Colonial, organizamos cursos de braille e visitações guiadas para promover esse tipo de acessibilidade — garante o presidente da Fundação Cultural, Sylvio Zimmermann Neto.

Agende-se!
O quê: exibição do filme O Homem que Copiava no Pipoca Acessível, projeto que oferece sessões de cinema com audiodescrição para cegos
Quando: quinta-feira, às 19h
Onde: Fundação Cultural de Blumenau (Rua XV de Novembro, 161, Centro, Blumenau)
Quanto: gratuito

Fonte: Jornal de Santa Catarina


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