Publicado por: Ricardo Shimosakai | 04/02/2016

Peça “Estradas de Xadrez”, que junta pessoas com e sem deficiência, em cena no Porto


A peça “Estradas de Xadrez” da companhia “Era uma vez... Teatro” da Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC)A peça “Estradas de Xadrez” da companhia “Era uma vez… Teatro” da Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC)

Integrado na Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC), o grupo “Era uma vez… Teatro” já produziu ao longo de 18 anos de existência mais de três dezenas de peças, entre as quais a “Estradas de Xadrez”, que hoje, sábado à noite e domingo à tarde, estará em cena na Fundação Escultor José Rodrigues, no Porto.

A partir de “Diário de um louco”, de Nikolai Gógol, a peça centra-se na existência solitária e no amor visceral pela vida e, conforme descreveu à agência Lusa a encenadora Mónica Cunha, o espetáculo fala de causas sociais, do amor, do individualismo, da loucura.

“A grande mensagem que pretendemos passar é que, às vezes, a loucura é a vida, é o nosso dia-a-dia. Às vezes, sem loucura, não conseguimos viver numa sociedade como é a nossa, também louca. Temos de ser todos um bocadinho loucos”, disse Mónica Cunha à Lusa, à margem do ensaio de imprensa, que decorreu esta tarde.

A encenadora trabalha atualmente com um elenco fixo de nove atores, com e sem deficiência, mas a companhia já formou mais de 60 artistas.

A peça “Estradas de Xadrez” é uma criação coletiva, porque “cada personagem deu o seu contributo”, ou seja, os textos acabam por resultar “muito das vivências de cada uma das personagens”, tendo vindo a “amadurecer” ao longo do tempo.

Esta peça estreou-se em outubro, na 14.ª edição do Festival Internacional Extremus que, também no Porto e também com organização da APPC, juntou 13 grupos de teatro, música, dança e `performance`.

Na estreia foi frisado, como grande mensagem, que “não há teatro `especial` nem teatro `inclusivo`. Há teatro”. “E sim, é isso que procuramos mostrar novamente agora. O nosso grande objetivo é o grande público. E estes três dias num local [Fundação Escultor José Rodrigues], que tem um público diversificado, mostram isso”, disse Mónica Cunha.

A cenografia e figurinos são de Marta Silva, o desenho de luz, de Cláudia Luena e o espaço sonoro e multimédia, de Gustavo Alvarim. O elenco é composto por Ariana Sousa, António Carvalho, Patrícia Vitorino, Marta Silva, Inês Almeida, Paulo Fonseca, Paulo Cruz, Nate Sam, Henrique Tavares e Jorge Ribeiro.

O “Era uma vez? Teatro” recebeu, em dezembro de 2015, o prémio internacional de Inclusão Social na Arte, atribuído pela Fundación Anade, de Espanha, um galardão que poderá possibilitar que o “Estradas de Xadrez” faça uma itinerância, também no país vizinho.

A companhia já está a trabalhar numa próxima produção, baseada em textos de Oscar Wilde, e promete abordar a sexualidade, a homossexualidade e a igualdade de género, entre outros temas.

Fonte: rtp


Responses

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