Publicado por: Ricardo Shimosakai | 12/07/2016

Especialistas demonstram preocupação com acessibilidade em aeroportos brasileiros


Segundo a Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Brasil passará vergonha durante Olimpíadas e ParalimpíadasSegundo a Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Brasil passará vergonha durante Olimpíadas e Paralimpíadas

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência discute a acessibilidade dos aeroportos brasileiros para atender pessoas com necessidades especiais, que virão para os jogos olímpicos e paralímpicos deste ano.

O Gerente-Geral de Ação Fiscal Substituto da ANAC, Marcelo Lima, explica que a Agência Nacional da Aviação Civil está inspecionando todos os aeroportos, e que cobram melhorias para o melhor atendimento dos deficientes.

“Existe uma preparação dos aeroportos para os jogos paralímpicos. Estão sendo feitas inspeções periódicas nos aeroportos envolvidos, pela ANAC, Casa Civil, Secretaria de Aviação Civil e Secretaria de Direitos Humanos. Estamos agora em revisitas trazendo os pontos encontrados que precisam ser melhorados. Esse será um legado importante para os aeroportos no que diz respeito a acessibilidade.”

Segundo a Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Minas Gerais, Kátia Ferraz, o Brasil passará vergonha na recepção desses passageiros. Ela considera necessário inspecionar todo o processo de inclusão desses deficientes nas cidades, e não só nos aeroportos. Kátia Ferraz pede que a Câmara dos deputados articule com os parlamentos dos municípios envolvidos, pois problemas regionais estão passando despercebidos.

“Ainda se usa, em Confins, a cadeira de transporte que já foi suspensa, por uma solicitação do CONADE, para que ela não fosse utilizada, visto que ela não vira no espaço interno e traz um perigo enorme de acidente dentro dos ônibus, que não tem acessibilidade em sua grande maioria, no transporte de município pra município.”

Kátia Ferraz critica a inspeção generalizada feita pela ANAC e afirma ser preciso um projeto de melhoria para cada aeroporto, porque todos teriam necessidades exclusivas.

O Presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, Eduardo Sanovicz, comemora que, apesar de falho, o sistema de atendimento aos deficientes nos aeroportos tem melhorado. Ele afirma que aproximadamente 8 mil colaboradores estão sendo treinados para melhor atenderem esses passageiros nos aeroportos.

Eduardo Sanovicz conta que 3% dos passageiros necessitam de algum atendimento especial. Segundo ele, apenas no primeiro trimestre deste ano 659 mil passageiros necessitaram deste tipo de atendimento.

Fonte: Câmara dos Deputados


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