Publicado por: Ricardo Shimosakai | 03/08/2016

Peça questiona preconceitos vividos por um jovem


Em 'Paradinha Cerebral', Cassiano Fernandez dá vida a rapaz que vê a paralisia como mero detalhe de sua vidaEm ‘Paradinha Cerebral’, Cassiano Fernandez dá vida a rapaz que vê a paralisia como mero detalhe de sua vida

Rompendo preconceitos, a peça ‘Paradinha Cerebral’ estreou no teatro 2 do Fashion Mall, em São Conrado, às 21h30. O espetáculo mostra a história de um jovem que transforma a paralisia cerebral em um mero detalhe. “A ideia surgiu quando conheci Cassiano Fernandez, que tem a paralisia e lida muito bem com as barreiras cotidianas. A plateia vai conseguir colocar em perspectiva a diferença”, diz a produtora Lara Pozzobon.

Na montagem, escrita e dirigida por Yuri Saraiva, vemos em cena um talk-show que enfrenta uma fase de baixa audiência. Na tentativa de reverter esse quadro, a produção do programa convida o jornalista, cantor lírico, cadeirante e paralisado cerebral Cassiano Fernandez para ser entrevistado.

“Faço eu mesmo na peça, não precisei elaborar muito. Só potencializo no palco uma ironia e um humor que tenho na vida. Sempre quis ser ator”, revela o ator.

Cassiano contracena com Mirna Rubim, que interpreta a apresentadora do programa, e é pega de surpresa por um entrevistado livre de neuroses. “É fácil trabalhar com Cassiano. Também somos amigos. Tenho aprendido a dar valor às coisas realmente relevantes. Ele é o melhor Prozac”, diz a atriz e preparadora vocal.

Cassiano nasceu com paralisia cerebral e garante que não gasta seu tempo pensando em como seria a vida se não fosse portador da deficiência. “Outro dia uma moça me disse para ir falar com o pastor dela. Pedir para que ele me tirasse da cadeira de rodas. Perguntei se ela tinha curiosidade em saber se eu queria isso. Nunca andei, minha vida está organizada assim”, garante ele.

No espetáculo, os atores falam abertamente sobre preconceito, inclusão, relacionamentos e trabalho. O ator afirma que o preconceito em relação aos portadores de deficiência ainda está presente na sua rotina.“Era pior quando eu era criança e não sabia me defender. Hoje, se me ofender, revido. Não gosto da postura de coitadinho. Mas o senso de humor, na maioria das vezes, desmonta as pessoas”, assegura.

Cassiano aposta que os espectadores vão sair provocados do teatro. “Todos têm limitações, mas será que cada um enxerga todas as suas possibilidades? Acho que muita gente vai querer fazer análise depois”, brinca.

Fonte: O Dia


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