Publicado por: Ricardo Shimosakai | 01/11/2016

Campanha ‘Ser Gentil com Arte’ busca patrocínio


artistas-ocuparao-ruas-durante-tres-dias-para-promover-a-inclusao-sociocultural-de-pessoas-com-deficiencia-e-todos-aqueles-hoje-excluidos-de-seus-direitosArtistas ocuparão ruas durante três dias, para promover a inclusão sociocultural de pessoas com deficiência e todos aqueles hoje excluídos de seus direitos.

“Respeito e gentileza beneficiam toda uma comunidade e contribuem para o desenvolvimento social, econômico e o equilíbrio no sistema de saúde”. Com esse pensamento, o Instituto Inarte busca patrocínio para a campanha ‘Ser Gentil com Arte’, que será promovida em maio de 2017, em Belo Horizonte.

Durante três dias, a capital mineira será ‘invadida’ por 400 artistas de várias partes do mundo, entre grafiteiros, publicitários, músicos, produtores musicais, muralistas e artistas plásticos, que levarão sua arte para as ruas em defesa da inclusão sociocultural de pessoas com deficiência, idosos, obesos e todos aqueles hoje excluídos de colocar em prática seus direitos, necessidades e potencialidades, incluindo os animais. A proposta da campanha é ser itinerante, ocorrendo a cada ano em uma capital diferente.

Com o tema ‘De que forma é o amor. De que cor é a gentileza’, ruas, ônibus e metrô de Belo Horizonte serão transformados em galerias de arte, e a população convocada para participar da elaboração do ‘Manual da Gentileza’.

“A campanha ‘Ser Gentil Com Arte’, projeto irmão caçula do ‘Defestbrasil – Festival de Música das Pessoas Com Deficiência’, nasceu especifica e unicamente para as pessoas com deficiência. Belo Horizonte é uma capital muito agressiva com os pessoas com deficiência, idosos, obesos e animais”, afirma Vânia Elizabeth Aguiar Souza, presidente do Instituto Inarte.

“Essa ação nasceu para ser trabalhada usando a música, mas eu ainda sentia falta de algo. Sou amante de artes plásticas e adoro grafismo, a expressão de arte mais antiga do mundo e que, como a música, alcança a todas as classes sociais e etnias”, ressalta a presidente. “Pensei nos surdos e nos cegos. Aos cegos, a campanha chega pelas falas e pela música. Aos surdos, pelo grafismo. Vejo grande parte da cidade ser transformada numa grande galeria de arte, pedindo respeito, educação para com os vulneráveis. Temos a pretensão de começar uma mudança de comportamento do brasileiro, usando o método socrático com arte e gentileza”, diz Vânia.

A meta é conduzir o raciocínio da pessoa abordada, para fazê-la perceber algo acima das restrições materiais. A partir do questionamento sobre algo considerado exato, de algum modo, essa pessoa é estimulada à reflexão e à abertura para outras interpretações.

“Uma pessoa cega, trabalhadora do projeto, pode abordar uma pessoa que enxerga e perguntar a ela: ‘Você acha que eu posso ir ao cinema?’. A surpresa estabelece a dúvida, mas de uma maneira gentil, que permite examinar outras ideias”, explica a presidente do presidente do Instituto Inarte.

O projeto tem apoio de artistas mundialmente reconhecidos como Os Gêmeos, Eduardo Kobra, Boleta Bike (criador do beija-flor mascote da campanha), Alex Senna, Paulo Ito, Ataíde Miranda, Bellin (Espanha) e Mirko (Alemanha). Algumas personalidades também estão envolvidas, incluindo Solano Ribeiro, conhecido como o ‘Rei dos Festivais’ e ‘Pai da MPB’, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni) e Washington Olivetto.

“Essa corrente do bem que se forma em torno da iniciativa é algo extremamente gratificante. Ter Washington Olivetto como nosso ‘Palpiteiro Oficial’ é inestimável”, ressalta Vânia. “O projeto também mostrará à população quais empresas, produtos e serviços se importam com os vulneráveis. Desenvolvimento humano provoca desenvolvimento socioeconômico. Além disso, a campanha transcenderá o entretenimento que será proporcionado durante os três dias de evento, pois certamente iniciaremos uma mudança no comportamento dos brasileiros”, diz.

Entre os parceiros da campanha estão a Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef), Bolt Brasil, Estúdio Muster, Março Produções e Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB-MG.

Fonte: Estadão


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