Publicado por: Ricardo Shimosakai | 19/12/2016

Velejadores do Paranoá desenvolvem barco para vela adaptada


o-projeto-incorpora-uma-serie-de-elementos-facilitadores-ao-deficiente-permitindo-que-ele-realize-todas-as-manobras-inerentes-a-velejadaO projeto incorpora uma série de elementos facilitadores ao deficiente, permitindo que ele realize todas as manobras inerentes à velejada

Há algum tempo, um grupo de velejadores de Brasília, em associação, promoveu a construção de 10 barcos da Classe NS 14, com o objetivo de formar uma flotilha para disputa de regatas nas águas do Paranoá.

Cumprida a tarefa, hoje um desses velejadores, Rommel Castro, se propôs a um novo desafio: adaptar um barco NS 14, utilizado em velejadas convencionais, para o uso de pessoas com deficiências físicas. Para isso, ele se associou ao velejador e cadeirante Pablo Ciari, que já é praticante da vela adaptada no Clube Cota Mil, tendo, inclusive, disputado campeonatos brasileiro e mundial da Classe Hansa, que é uma versão importada de barco projetado especificamente para a vela adaptada.

“Esse projeto se reveste de ineditismo, pois além de propiciar que o deficiente veleje em solitário, ainda proporciona que ele possa ser tripulado em conjunto com uma pessoa não portadora de deficiências. O projeto incorpora uma série de elementos facilitadores ao deficiente, permitindo que ele realize todas as manobras inerentes à velejada, além de elementos de segurança, como um bulbo de chumbo de 100 quilos que, em caso de o barco virar, faz com que ele retorne imediatamente a posição normal”, destacou Rommel.

Para Pablo Ciari, parceiro na empreitada, o principal motivo para aderir ao projeto NS 14 foi o desafio de adaptar um barco convencional para que um pessoa com qualquer tipo de deficiência possa velejar de uma maneira muito próxima dos não portadores de deficiências.

“Todas as adaptações realizadas através do projeto visaram proporcionar segurança e facilidade na velejada da pessoa com deficiência, com a vantagem de que está sendo fabricado e desenvolvido aqui mesmo, às margens do lago Paranoá”, disse Ciari.

Rommel Castro aproveitou para solicitar o apoio da comunidade náutica para apoiar a conclusão do projeto através de contribuições em equipamentos ou financeiramente. Para tanto basta acessarem a página do Facebook da Rede Virtual do Conhecimento Náutico, através da qual serão orientados no encaminhamento das contribuições.

Fonte: Jornal de Brasília


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