Publicado por: Ricardo Shimosakai | 07/06/2017

SP terá café inclusivo atendido por pessoas com deficiência


O local é uma iniciativa do Instituto Chefs Especiais, que atende gratuitamente 300 pessoas com Síndrome de Down, promovendo inclusão pela gastronomia

No próximo dia 8 de junho, acontece no restaurante Como Assim?!, a inauguração do primeiro café “hardcore” inclusivo do Brasil, atendido por pessoas com Síndrome de Down.

O local é uma iniciativa do Instituto Chefs Especiais, que desde 2006 atende gratuitamente 300 pessoas com Síndrome de Down, promovendo inclusão pela gastronomia.

O CHEFS ESPECIAIS CAFÉ é todo decorado no estilo “Hardcore”, inspirado no Motoclube In’Omertà, parceiro do Instituto em eventos. “A “caveira” representa a igualdade entre todas as pessoas”, explica Simone Berti, cofundadora e gestora do Instituto Chefs Especiais.

O espaço promete um atendimento personalizado, diferenciado e carinhoso, apesar do estilo bad boy.

No cardápio, cafés expresso e coado na hora, chás, bolos variados, tortas, quiches, salgados, pães de queijo, croissant e itens variados, alguns produzidos pelos próprios alunos do Instituto.f

Fonte: Catraca Livre

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The Nelson Mandela Bay municipality is on a mission to make the city more disabled-friendly by improving accessibility to all tourism hotspots.

Raising awareness about the struggle of disabled people, the metro has trained tour guides to be sensitive to the needs of those with disabilities and avoid marginalising them. There are about 100 000 disabled people in the Bay.

The municipality, with the East Cape Parks and Tourism Agency, hosted a workshop at Kwantu Towers yesterday to raise awareness about the need to accommodate disabled tourists.

Guides from Port Elizabeth companies attended the workshop, which looked at ways to communicate and physically prepare their businesses for disabled customers.

For freelance tour guide Willy de Jong, 76, disability awareness will help avoid “stupid” incidents.

“I have been a tour guide for more than 22 years now and I have come across stupid incidents that would have been easily avoided if we had known better,” De Jong said.

He referred to a recent incident where a wheelchair-bound tourist could not get into a taxi being used as a shuttle because there was no ramp.

“In the past, we were forced to use boards to create a ramp but now we can use portable ramps,” De Jong said.

“This helps avoid an incident where they feel helpless.”

The Association for Persons with Physical Disabilities’ executive director in the Bay, Brian Buizuiden-hout, said more workshops should be held as disabled people were marginalised in tourism.

“It is important that we understand that everybody deserves their space and recognition.

“People with disabilities are tired of being ignored in terms of facilities that are made available.”

Bezuidenhout said the metro needed to invite the 100 000 disabled people in the city to contribute to the economy.

“They are an important part and they are not helping the economy in terms of tourism because the facilities are not in place,” he said.

Lungton Tours owner and tour guide Lunga Ngabaza said even though he had never had to accommodate a disabled customer before, the workshop had helped him to prepare for it.

“Why would you leave a customer behind just because they are physically challenged? That alone is a reason why more tour guides ought to be involved,” Ngabaza said.

The workshop was in line with a commitment made by Nelson Mandela Bay Tourism last year to pursue awareness and training on how to ensure people with disabilities felt welcome in the city.

Economic development, tourism and agriculture political head Andrew Whitfield said it was important to constantly promote universal access and ensure that visitors with disabilities felt welcome in the Bay.

He said the campaign also included sign language training, designed to encourage tour guides to develop the skill further and facilitate the best experience possible.

Fonte: Herald Live


John Stancombe é completamente cego, mas já foi a mais de 1,6 mil estádios ingleses.

John Stancombe não é um craque de bola, nem mesmo um técnico de renome, mas, sem dúvidas, é hoje um dos maiores personagens do futebol inglês.

Afinal, poucos no país podem dizer que já visitaram 1.640 estádios diferentes espalhados pela Grã-Bretanha, marca que ele completou há duas semanas, depois que acompanhou uma partida no Sandbach Football Centre, pertencente ao Sandbach United, equipe que disputa divisões amadoras da Inglaterra. Um groundhopper (como são chamados o adepto das práticas das viagens futebolísticas) de enorme respeito.

Mas o que torna a história de Stancombe realmente especial é que ele é completamente cego.

“Essa é minha 10ª temporada de futebol sendo 100% cego”, contou o fanático, ao jornal The Guardian.

“Eu não enxergo absolutamente nada desde 2006. Quando isso aconteceu, passei um ano sentado dentro de casa sem fazer nada. Eu não podia ir a lugar nenhum e não tinha ninguém para me ajudar”, lembrou.

“Fiquei um pouco deprimido. Basicamente, você vira um prisioneiro nas quatro paredes da sua casa. Eu não podia mais enxergar para digitar meus relatos de jogo. Como não podia mais fazer isso, eu falava em um gravador. Você perde a confiança na vida depois que fica cego. Até você compreender isso, nunca irá entender o que estou falando”, ressalta.

Em dias de jogo, Stancombe chega ao estádio escolhido para aquela data com boas duas horas para aproveitar antes da bola rolar. Então, ele é acompanhado pelo perímetro por um voluntário, que lhe explica as peculiaridades de cada arena: o número de refletores, a altura da grama, o diâmetro do vestiário, os detalhes do céu e o tamanho, cor e quantidade de arquibancadas. Isso ajuda John a criar a imagem do estádio em sua mente.

Stancombe também combina com cada clube para que um narrador se sente ao lado dele, descrevendo todos os detalhes da partida, sempre de maneira voluntária.

Com essas ajudas, ele vem conseguindo manter uma incrível marca de partidas assistidas in loco, que depois são compiladas em um livro anual feito por ele mesmo.

O fanático vem escrevendo relatos de jogos por 30 anos, um interesse que surgiu quando ele era torcedor do Wimbledon.

“Eu comecei a fazer meus relatos depois de conhecer dois torcedores do Wimbledon que estavam fazendo isso para uma revista chamada Dons’ Outlook. Então, deixei a escola de cegos aos 16 anos e pensei que gostaria de me arriscar nisso. Consegui um passe especial para cegos nos ônibus e fui aos estádios da Isthmian League gravando jogos”, relatou.

“Depois, descobri que havia alguns cursos para cegos em um centro de empregos, e lá eu conheci esse software que me permite escrever os relatos de jogo novamente, mesmo agora sendo totalmente cego. Apesar de que, como alguém narra a partida para mim, meus textos são feitos sempre a partir da percepção de outra pessoa”, analisa.

Stancombe diz que hoje já não tem mais um time de coração. Ele quer se dedicar apenas a acompanhar o maior número possível de partidas que conseguir.

“Como um groundhopper, sou neutro. Então, para mim, nunca importa quem vence. Se um time me trata bem, comenta bem os jogos, então eu espero que esse time vença. Mas você vai aprendendo que, conforme você vai subindo de divisão, os clubes cada vez mais olham para você como se você fosse apenas um número em meio à multidão”, lamenta.

“Varia de time para time. Mas sempre me conseguem um jornalista ou um narrador de rádio para me ajudar comentando a partida. Muitas vezes eles ficam nervosos com a pressão, já que não estão acostumados a ajudar um torcedor cego”, revela.

A temporada 2015/16 foi o 29º livro de sua coleção, contando as partidas de número 1.575 a 1.614 de suas aventuras pessoais.

Em cada relato, ele detalha tudo: do número de torcedores e preços cobrados a curiosidades como se há um bar dentro do estádio ou como são os banheiros.

A atenção ao detalhe vem de sua “enorme afeição” pelo futebol, como ele conta. Stancombe recorda que foi através de seu pai que veio o amor pelo esporte.

“Foi acompanhando o Wimbledon com meu pai que me apaixonei por futebol. Meus pais também são cegos. Meu pai enxerga parcialmente, mas minha mãe é como eu, totalmente cego. A gente vivia em Balham, no sul de Londres, e quando eu era jovem foi na pior era do hooliganismo. Então, era muito difícil para um pai que mal enxergava levar o filho que também mal enxergava a um estádio”, rememora.

“Lembro de uma partida em particular contra o Derby County que houve muitos problemas. Os policiais não nos deixaram sair do estádio até meia hora depois do jogo. Depois, nós, que éramos 30 torcedores, fomos escoltados por 50 policiais à estação de trem. Havia muita violência. Chegou um momento que eu já não estava mais gostando. Então, passei a acompanhar futebol amador. Prefiro a camaradagem dos times não-profissionais, a amizade e a paixão pelo jogo. Você vê que os caras querem jogar porque amam esse jogo, e não porque vão encher os bolsos de dinheiro”, salienta.

Como o planejamento e a preparação para ir aos jogos é bastante trabalhosa, Stancombe fica muito feliz quanto consegue ir a mais de uma partida por dia, o que só é possível quando há duelos realizados em localidades próximas.

“Uma vez consegui ir a três jogos no mesmo dia. Para um groundhopper, isso é até normal, mas para mim é sempre mais difícil, principalmente porque tenho que ter todos os horários de trens memorizados. As viagens são bem cansativas. E, como não posso enxergar, tenho que confiar nos meus outros sentidos. O problema é que minha audição também é meio ruim, e eu não tenho olfato”, conta.

Hoje, Stancombe diz que acompanhar as partidas pela Inglaterra é muito mais que um hobby. Tornou-se seu propósito de vida.

“Eu faço isso porque senão ia ficar sentado no pub o tempo todo. Quando você é um cego sozinho em casa, fica só tirando cochilos. Eu não queria ficar em casa dormindo, então estou há 30 anos fazendo isso. Só porque sou cego eu deveria parar de fazer isso?”, questiona.

“Eu já tive muitos problemas de saúde, mas, enquanto houver clubes que se proponham a me ajudar, eu continuarei desafiando todos e indo aos estádios”, encerra.

Fonte: UOL

Publicado por: rosabuccino | 06/06/2017

Top 10 things to consider when renting an accessible car


For anyone disabled, or for those caring for someone that is, choosing the right rental car can be a minefield.

There are so many factors to consider and checks to carry out. So to help you, we’ve spoken to car rental company, Global Self Drive, about the 10 most important things to think about when renting an accessible car.

  1. Accessibility

One of the main things to consider is the car’s accessibility. If you’re in a wheelchair, what type of wheelchair access will you require? Is a ramp or lift essential? Or do you simply need enough space to fold away and store a wheelchair in the boot of the car?

Also, will you be driving the car yourself? Adapted vehicles, although uncommon from rental companies, are available with hand-operated brakes and accelerators, allowing you to drive from your wheelchair.

If you’re not driving, but would like to be sat up front, some cars offer wheelchair access in the front passenger seat. Before deciding on a vehicle with this, ensure that both the passenger and driver are comfortable.

If you’re looking for accessible van to hire, there are vehicles offering wheelchair access via a ramp, usually through the side door, or some offer rear-door access.

If you have a mobility impairment, think about whether you’ll be able to comfortably get in and out of the car. Is it at the right height and is there anything you can hold onto to help you up and down? Will there be enough room for you to sit unimpeded?

  1. Size

Size is an important factor when looking for a rental vehicle. Think about how many passengers will be travelling in the car and how long any of the journeys will be? How much space will they each need so they’re comfortable, especially if travelling long distances. There should be enough leg room for everyone to sit comfortably without feeling cramped.

Accessible cars are available in a range of different size – from small four seater vehicles (one wheelchair and three seats) to large coaches.

  1. Storage space

When deciding on the size of the vehicle, take into account how much storage space you’ll need. Different disabilities come with different equipment needs, so make sure you take into account the requirements of each passenger.

Passengers who remain in a wheelchair will often be placed in the rear of the vehicle, in order to make the best possible use of space in the car, so take this into consideration too.

  1. Check the ramp and lift

Just as you would with any other feature on a car, you should carry out checks on the vehicle’s ramp and/or lift. Ensure that you understand how it works, and what to do in the event of it breaking down.

Ideally, a lift should include a platform measuring at least 30 inches by 48 inches, and be accompanied by hand rails on either side. Hiring a car with an accessible lift is likely to be more expensive than one with a ramp, which is the more common method used in accessible vehicles.

  1. Restraint systems

If the driver or any passengers will be remaining in their wheelchair during transport, it is important to ensure that all restraint systems are secure. When trying out the car, practice strapping the wheelchair into place. Check that it’s secure while stationary, before you take it for a test drive. This will also allow you to see how easy the system is to use, something you’ll probably be doing regularly.

The most common method of securing a wheelchair is to use four straps mounted to the floor in tracking or mushroom fittings (small mushroom-shaped screws). Two belts are fitted to the front and two to the back. Keep in mind that six belts may be required to safely securing heavy wheelchairs (anything upwards of 50kg).

Wheelchair Accessible Vehicle

  1. Condition of the car

The car should be safe for anyone inside the vehicle. Ask the rental company for the history of the vehicle, if they have not already provided this to you, and check it’s not been in an accident. If it has, ask when the incident was and what repair work has been done, and whether there are guarantees of the work. Take an interest in any parts of the vehicle that may appear damaged on inspection.

Once you have signed documents, the vehicle is under your care and you may be liable for any breakdowns. So if you have any cause for concern, do not go ahead with the rental.

  1. Comfortable interior

It’s best to test out the seats before deciding to go with a car, that way you know everyone will be comfortable. Also look for a working air conditioning unit, especially in the warm weather.

Check each door to ensure that windows work correctly, allowing passengers to wind them down, and that doors are secure when shut and locked. It’s worth also opening the doors to check they’re not too heavy for you.

If, however, the seating is not as comfortable as hoped, try using pillows and cushioned headrests to make it more comfy.

  1. Conversion features

Some vehicles have a lower floor to accommodate wheelchairs, which in turn lowers the suspension of the car or van. Others have added suspension to accommodate for the added weight of the wheelchair(s) Ensure that you are aware of all of the features of the vehicle, and how it has been adapted for accessibility, so that you can make full use of these capabilities to ensure a comfortable journey for everyone.

Also take into consideration the steepness of any ramps, as this may mean that the wheelchair user needs added assistance getting in and out. If there is no one that can assist with this, then look specifically for a car with a shallow rising ramp or lift.

  1. Fuel efficiency

Asking how many miles to the gallon the vehicle works to is a question that everyone should ask. When renting a car, you are responsible for re-filling the tank back up to the amount that it was when you first took it on. This can end up being expensive, especially if you’ll be doing long journeys.

For example, if you were looking for car hire in Cambridge, but you wanted to drive outside of the city to surrounding areas, such as Peterborough and Norwich, this could cost more than the price of renting the vehicle itself.

Also, think about how long you will need the vehicle for – this will increase the cost of fuel further. You should have a rough idea of how many miles you will be looking to travel, so from this you can work out how long you will be in the vehicle for.

  1. Easy to drive

Lastly, any car that you take on should be easy to drive. With car hire, you do not have a lot of time to adjust to the car’s drive. Selecting a vehicle that is easy to manoeuvre and control will reduce the chances of being involved in an accident.

With most rental companies, only one person will be cleared to be behind the wheel, so ensure that you or they are totally happy.

Fonte: Disability Horizons Giving You a Voice

 

 

 


Na ordem: Gustavo Hamam, Dilson Jatahy Fonseca Junior, Manuel Gama, Luigi Rotunno, Bruno Mahfuz, Mara Gabrilli e Ricardo Shimosakai

Os encontros se seguem entre as entidades de turismo e as que representam os portadores de deficiências físicas liderados pela Dep. Mara Gabrilli. Todos unidos em prol de um turismo mais sustentável e acessível para as pessoas com dificuldades de locomoção, o assunto permanece complexo. A luta da Deputada Mara Gabrili para explicar a importância do Desenho Universal da Acessibilidade é árdua. Com a colaboração da Arquiteta Silvia Cambiaghi, foi elaborado um novo conceito do Desenho Universal com um olhar inovador, mostrando uma forma mais integrada da acessibilidade, evidenciando fatores estéticos e principalmente tecnológicos.

A acessibilidade é um conceito que abrange cada vez mais o turismo, pois não se trata unicamente de pessoas portadoras de deficiências, mas de um número crescente de idosos que têm dificuldades de se locomover e acabam integrando o número de viajantes que precisa de estruturas físicas específicas e profissionais capacitados para poder viajar.

O Brasil não pode se dizer um modelo neste aspecto, com lacunas presentes por todo lugar: calçadas, locais públicos, transporte, os obstáculos são tantos que na maioria das vezes, a vida das pessoas com dificuldades de locomoção se transforma num verdadeiro pesadelo. “A própria Câmara dos Deputados não tinha um elevador para cadeirantes poderem subir no púlpito de onde são feitos os discursos”, diz a Dep Mara Gabrilli, “foi uma luta para exigir que um elevador fosse instalado permitindo que possa falar do local devido”.

Os representantes da hotelaria sabem que as adaptações das cidades de forma a oferecer uma melhor acessibilidade para todos são justas e ainda atendem um público em constante aumento, que viaja cada vez mais. Transporte público e privado, calçadas, ruas, praças, bancos, lojas, hospitais, restaurantes, consultórios, escritórios, tudo tem que ser, gradativamente, adaptado de acordo com os critérios da acessibilidade para uma vida melhor para todos, portadores de necessidades especiais, idosos, crianças, enfim uma melhora global da mobilidade e acessibilidade.

Esse processo é gradual em todos os setores, entretanto, a Lei n. 13.146, de 6 de julho de 2015, assim como formulada, preocupa os hoteleiros. De forma rígida, estabelece que, a partir do dia 01/01/2018 todos os hotéis do Brasil deverão possuir 10 % dos apartamentos adaptados para deficientes físicos. Medida impossível de ser realizada, afirma a hotelaria, que até concorda com essa quantidade para novos projetos, mas contesta a medida para a adaptação dos hotéis existentes.

No mundo temos exemplos como a da Itália, que prevê o 5% de quartos adaptados, e Londres que, considerada uma cidade exemplo em termos de acessibilidade, está tentando alcançar o 7% de apartamentos sem barreiras em 2030. Nos Estados Unidos, a legislação determina o índice em 2%. Na França, existe uma proporção por número de quartos, podendo atingir um máximo de 4% por empreendimento. Madrid adota sistema similar ao francês, mas com um percentual máximo inferior a 2,5%.

A que serve ser tão exigentes com os hotéis, se fora dos mesmos os outros fatores que envolvem uma viagem não acompanham essa evolução. Além de um projeto gradativo no aumento de 5 para 10% de número de quartos para deficientes físicos, deveríamos pensar num planejamento global que passa em primeiro lugar pela conscientização e mudança de cultura do próprio governo perante a acessibilidade. O poder privado não pode suportar tal carga financeira sozinho, sem financiamento adequado, ou planejamento conjunto com o poder público.

A hotelaria pede flexibilidade e prazo, alega que não vai conseguir respeitar essa lei, nos termos atuais, e, portanto, vai ser sujeita a atuações do Ministério Público que pode impor sanções econômicas severas. Por outro lado, os defensores da acessibilidade mostram rigidez e argumentam muito bem as necessidades. Qual será o desfecho desse novo imbróglio para a hotelaria? Vamos ver.

Fonte: Revista Hotéis


Cinco corujas e um bugio, vítimas de maus tratos, chegaram ao parque em maio

Bugiu-ruivo tem problemas na coluna, causado por ter crescido em uma gaiola que não comportava o seu tamanho

O parque Zoobotânico de Brusque recebeu em maio, pela primeira vez, animais com algum tipo de deficiência. Cinco corujas-buraqueira e um bugio-ruivo – vítimas de maus tratos – são os novos moradores do local.

Junto com eles, vieram outros animais sem problemas de saúde, como papagaios-do-peito-roxo, gralhas azul, maitacas bronzeadas, periquitãos-maracanã e jacuaçu. Ao todo, são 22 novos bichos no parque.

As corujas ainda não estão disponíveis para a exposição, pois seus recintos estão em reformas e devem ser finalizados até o fim de junho. Nenhuma das aves voa e a maioria tem as asas amputadas.

Já o bugio, que é filhote, possui um problema na coluna, gerado por ter crescido em uma gaiola que não comportou o seu tamanho. A sua mobilidade não é como dos outros animais.

Todos os novos moradores chegaram no dia 8 de maio ao Zoobotânico e vieram do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Santa Catarina (Cetas), de Florianópolis, que é associado à Polícia Ambiental e à Fundação do Meio Ambiente (Fatma).

Há dois meses, com alguns recintos vagos, profissionais do parque de Brusque foram ao Cetas para conhecer os animais que estavam à disposição e escolher os que trariam. Após isso, a Fatma fiscalizou os espaços e deu aval para trazê-los.

Animais rejeitados
A bióloga e coordenadora de Educação Ambiental do zoobotânico, Carla Molleri, afirma que foi uma escolha trazer os animais deficientes, que na maioria das vezes são rejeitados em outros locais. Ela diz que placas informativas estão sendo confeccionadas para mostrar ao público que estes bichos têm algum tipo de deficiência.

“A maioria dos zoológicos não querem expor um animal aleijado e acredito que a importância de tê-los no plantel seja o apelo que eles podem provocar no público visitante, atentando para a importância dos zoológicos como ambiente de conservação de espécies e preservação ambiental”, diz Carla.

Ela acredita que a escolha irá ajudar a gerar consciência ambiental no público. “Poderemos exemplificar o que o porte ilegal de animais silvestres pode acarretar na saúde do animal, impedindo-o de retornar a natureza”, explica.

A previsão é que nos próximos meses, com outros recintos liberados, novos animais sejam trazidos ao município. Atualmente são 160, sendo que destes 150 são selvagens. Há outros que não são, como patos e marrecos.

Bugiu filhote
Um outro bugiu filhote, cego de um olho, também está no Zoobotânico. Ele foi trazido pela Fundema há dois meses. Conforme a bióloga, a mãe do bugio foi assassinada, e neste tiro que lhe atingiu, respingou um estilhaço no olho do filhote, lhe deixando cego.

Visitação
O Zoobotânico está aberto de terça-feira a domingo, das 8 às 17h30. O valor do ingresso é de R$ 5 e crianças até 5 anos e idosos acima de 60 anos não pagam.

Novos animais do parque
3 bugios-ruivo (Alouatta guariba clamitans)

5 Papagaio-do-peito-roxo (Amazona vinacea)

2 Gralha Azul (Cyanocorax caeruleus)

3 Maitaca bronzeada (Pionus maximiliani)

3 Periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus)

5 Corujas-Buraqueira (Athene cunicularia)

1 Jacuaçu (Penelope obscura)

Fonte: O Município

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 03/06/2017

Robô cão-guia promete mais liberdade e segurança aos cegos


Apelidado como ‘Lisa’, o robô tem três rodas, pesa 3,5 quilos e pode ser levado em carros e ônibus.

Projeto desenvolvido por pesquisadores do Espírito Santo é uma das atraçõse da Reatech, maior feira do setor, que acontece em São Paulo

Os cães-guias promovem mais autonomia e qualidade de vida para pessoas com deficiência visual. Pensando nisso, uma uma equipe de pesquisadores no Espírito Santo está desenvolvendo um robô cão-guia.

Batizado de Lysa, o robô está em fase final de desenvolvimento e a intenção é aperfeiçoá-lo para que, em breve, o produto esteja no mercado, produzido pela startup Vixsystem. Comandada pela idealizadora do projeto, Neide Sellin, a equipe conta com oito pesquisadores envolvidos na criação do cão-guia robô, todos bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O robô cão guia estará com exclusividade na 15ª edição da REATECH Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, de 01 a 04 de junho de 2017, no São Paulo Expo, em São Paulo, reconhecido como o principal evento da América Latina para o setor.

Em todo o Brasil há cerca de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual severa e já existe uma lista de espera de 150 nomes interessados em utilizar o produto, segundo Neide. “Os cães-guias convencionais exigem despesas para tratamento e criação, além do custo elevado para adestramento, não sendo, portanto acessíveis a muita gente. Calcula-se que hoje no Brasil existam menos de 100 cães-guias”, destaca Neide Sellin.

Ela lembra que devido à insegurança para circular sozinhos, muitos cegos permanecem reclusos em suas residências, deixando de estudar ou trabalhar, o que significa muitas vezes dificuldades financeiras para ele e sua família. “Em muitos casos eles ficam dependentes de outra pessoa, que também tem sua rotina impactada. Além dos 6,5 milhões de pessoas com deficiência, há as pessoas que se ocupam deles”, comenta Neide.

A aposentada Joelva Gomes, que perdeu a visão na adolescência devido à degeneração macular, é consultora para o desenvolvimento de Lysa. Para ela, a maior dificuldade de cegos é escapar de obstáculos que ficam em altura a partir da cintura, como galhos de árvores.

“A gente não consegue perceber esses obstáculos com a bengala, dificilmente você encontra alguma pessoa com deficiência visual que não tenha uma cicatriz da cintura pra cima. O robô vai nos dar maior independência e segurança ao nos alertar de coisas que a bengala não percebe, nos possibilitando ir trabalhar, estudar ou se divertir e voltar para casa de forma segura”, diz ela, que é formada em Direito e tem pós-graduação em Docência do Ensino Superior.

A irmã de Joelva, Sandra Pagotto, também cega, acompanha a criação do produto. “O robô vai beneficiar principalmente as novas gerações de pessoas com deficiência visual, mas mesmo as pessoas de gerações menos habituadas com tecnologia aprendem a utilizá-lo de maneira rápida e fácil”, garante.

Como é o robô Lysa

Com bateria recarregável, o robô Lysa tem funções semelhantes às de um cão-guia convencional. É dotado de dois motores e cinco sensores que avisam às pessoas com deficiência visual, por meio de mensagens de voz gravadas, quando há no percurso buracos, obstáculos e riscos de colisões em altura. A intenção é que chegue ao mercado com cerca de 3,5 quilos.

O robô começou a ser pesquisado por Neide Sellin em 2011. “Melhorar a vida das pessoas a partir do desenvolvimento de tecnologias era um sonho antigo, que foi ganhando cada vez mais espaço na minha vida. O projeto deu origem a startup e hoje estamos todos determinados a finalizar o produto e disponibiliza-lo o mais rápido possível ao mercado”.

O custo para aquisição é de R$ 6.950,00. Para mais informações sobre o projeto, acesse o site do robô cão guia Site externo.

Fonte: Assessoria

Publicado por: rosabuccino | 02/06/2017

Tradutor portátil do MIT cria textos em Braille em tempo real


O futuro o dispositivo deverá ser semelhante a um scanner portátil.

Um grupo formado por seis estudantes de engenharia do Massachusetts Institute of Technology (MIT) criou um dispositivo portátil que funciona como um tradutor em tempo real para Braille. Conhecido como Tactile, o gadget foi imaginado inicialmente durante uma hackathon ocorrida no início de 2016 e passou por diversas etapas de desenvolvimento desde então.

Embora os estudantes já tenham conseguido criar uma versão funcional do aparelho, um novo modelo mais completo já está sendo desenvolvido por eles. Uma das vantagens do dispositivo é o fato de que ele poderá custar somente US$ 200, enquanto soluções do tipo já existentes chegam a ser vendidas por mais de US$ 2 mil.

“Atualmente a câmera só tira uma foto de seu campo de visão”, explica Chandani Doshi, um dos membros responsáveis pelo aparelho. “Queremos tornar o dispositivo semelhante a um scanner portátil que permite ao usuário registrar uma página inteira em uma única vez”, explicou.

Para tornar o gadget mais completo, a equipe conta com US$ 10 mil obtidos através dos prêmios Lemelson-MIT Student Prizes de 2017. A previsão é que a versão comercial do Tactile chegue às lojas em um espaço de dois anos, permitindo que qualquer livro se torne acessível a pessoas que dependem do Braille para obter informações e estudar.

Fonte: Tec Mundo

 


Martin Anderson and Marie Murphy say they have long been working to get additional tie-down spaces for scooters and wheelchairs on VIA trains and are tired of waiting for the railway to act. (Adrian Cheung/CBC)

The Federal Court has dismissed an appeal by VIA Rail of a decision that would make it possible for a Toronto couple who rely on wheelchairs and scooters to travel together on a single train.

In March, CBC Toronto reported that VIA Rail was appealing a decision by the Canadian Transport Agency calling on it to revise its policies to either allow for the storage of two mobility devices in a single tie-down area or provide two tie-down areas on each train by May 15, 2017. The alternative involves providing evidence that neither option would be possible without “undue hardship.”

The decision wasn’t expected in July, but as a result of the April 25th order, the transport agency’s decision will stand.

“We acknowledge the court’s decision and we are working on the next steps,” VIA Rail spokesperson Mariam Diaby said Sunday.

That comes as good news to Toronto couple Martin Anderson and Marie Murphy, who both rely on scooters to get around.

“This was much earlier than we expected,” the couple wrote in an email to CBC Toronto. “This means that the CTA’s order stands. VIA either has to allow Martin and I to travel together with both our scooters more easily or satisfy the CTA that having to do so causes VIA undue hardship.”

At the moment, all VIA Rail trains are equipped to tie down just one scooter. The railway previously told CBC Toronto that in cases where a person can transfer to a car seat, there is no limit to the number of passengers travelling with a mobility device. In both cases, it said it provides free passage for a travel companion.

“The Federal Court of Appeal’s decision ruling against VIA Rail is a much-needed step forward for Canadians with disabilities.”- David Lepofsky, disability advocate

Anderson and Murphy argued the railway lacked accommodation for scooters and put a strain on riders like themselves. They say they have been fighting for more accessibility spaces on VIA Rail since 2005.

The couple approached VIA Rail last July with the idea of tying down two scooters in one space and said they were given the chance to test it out in the presence of a consultant.

They thought it went well. But despite repeated requests for copies of the consultant’s report, they say they heard virtually nothing back.

“This is 2017,” Anderson said in March. “We should expect more than just one seat per train.”

New fleet to feature multiple accessibility spots, railway argued

In March, Diaby said the company was phasing out older trains and replacing them with newer ones with more accessibility spaces.

“The current QC-Windsor fleet is coming to the end of its useful life. Accordingly, VIA Rail was provided funding in budget 2016 to conduct pre-procurement analysis for a new fleet,” the statement from Diaby said.

VIA Rail had appealed the decision by the Canadian Transportation Agency that would make it possible for a Toronto couple who rely on scooters and wheelchairs to travel together on a single train. (Peter McCabe/Canadian Press)

“Accessibility to each train for multiple travellers with wheelchairs is one of the key requirements of the new fleet. It reflects VIA Rail’s commitment to remain the most accessible national and inter-city mode of transportation in Canada.”

This week’s dismissal is also welcome news to disability advocate David Lepofsky, a visiting professor at the Osgoode Hall Law School who is also chair of the Accessibility for Ontarians with Disabilities Act Alliance.

“The Federal Court of Appeal’s decision ruling against VIA Rail is a much-needed step forward for Canadians with disabilities,” Lepofsky wrote in an email Sunday.

“ViaRail needs to stop spending money on lawyers to fight against accessibility, and instead get on with providing true accessibility to passengers with disability,” he said adding that Murphy and Anderson’s underscores why Canada needs to enact a strong Canadians with Disabilities Act.

“That law should ensure that these kinds of accessibility barriers are torn down, without passengers with disabilities having to fight them one at a time.”

Fonte: CBC News Toronto

 


As obras do acervo do museu podem ser tateadas.

Completando dez anos de criação,  o projeto “Ver e Sentir através do toque” do Museu Nacional de Belas Artes, voltado para a  acessibilidade e a sustentabilidade,   inaugura uma nova fase:  o foco agora se volta para a arte contemporânea.

Nesta nova etapa a convidada é a artista visual Suzana Queiroga, integrante da famosa Geração 80 do Parque Lage, cuja exposição o MNBA abre no dia 16 de maio, às 12h,  em evento integrante da 15ª Semana dos Museus,  promovida pelo IBRAM.

Um dos destaques da mostra é a obra  “Topos”, um relevo em gesso doado em 2009 ao MNBA,  produzida já com a intenção de participar de um projeto educativo,  no qual a relação com a obra pudesse ser estimulada a partir da percepção tátil.

Além desta,  serão exibidas outras  três  obras, sendo que uma delas será produzida na abertura da exposição,  focando no desenvolvimento de uma rica experiência sensorial com cegos e videntes.

O trabalho  “Topos” será ambientado num novo contexto, onde a percepção visual pode ser minimizada e outros sentidos precisam ser ativados, o relevo, junto a outras obras, ganha novas dimensões e um espaço ampliado. Em um ambiente com pouca iluminação e sem informação textual, pretende-se  acionar outros sentidos, que as cores ganhem som, cheiro, textura, sentimentos e sensações.

“É um caminho a ser percorrido com o corpo, onde o tempo é ativado e uma narrativa se inicia. Aqui, dar espaço aos outros sentidos é uma oportunidade singular de reaprender o mundo”, explicam os curadoes Daniel Barretto,  Simone Bibian e Rossano Antenuzzi,  todos técnicos do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC.

Paralelamente,  haverá uma mesa-redonda com a artista e seus convidados, discutindo o tema da ciência e arte,   incluindo a participação de uma neurocientista.

Iniciado em 2007, o projeto previu a possibilidade do toque em reproduções em baixo relevo e algumas maquetes, feitas a partir do acervo artístico do museu, de obras especialmente selecionadas para este trabalho. O objetivo foi possibilitar a experimentação estética e o conhecimento sobre história da arte e processos artísticos, tornando-os acessíveis às pessoas cegas e com baixa visão, de forma a democratizar o acesso à cultura.

Serviço: Projeto Ver e sentir – Suzana Queiroga

Abertura:  16 de maio,  terça,   às 12h, na sala Mario Barata.

Período:  16 de maio até 29 de outubro.

Visitação: Terça a sexta-feira das 10 às 18hs; Sábados, domingos e feriados das 13 às 18 horas.

Ingressos: R$ 8,00 e meia: R$ 4,00  ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00.

Fonte: Jornal do Brasil

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