Publicado por: Ricardo Shimosakai | 20/02/2017

La escocesa Claire Cunningham deleita con sus bailes en el Prado


la-bailarina-escocesa-claire-cunningham-una-de-las-artistas-discapacitadas-mas-reconocidas-durante-la-actuacion-que-ha-ofrecido-en-el-museo-del-pradoLa bailarina escocesa Claire Cunningham -una de las artistas discapacitadas más reconocidas-, durante la actuación que ha ofrecido en el Museo del Prado

La sala de las ocho musas del Museo del Prado ha sido testigo este miércoles de un adelanto de las actuaciones que la bailarina escocesa Claire Cunningham ofrecerá a partir de este jueves dentro del Festival de Otoño a Primavera de la Comunidad de Madrid, una coreografía donde homenajea a El Bosco.

Las ocho estatuas de mármol que fueron halladas hacia 1500 en la Villa Adriana de Tívoli, y que habitan en el Museo del Prado, han sido escogidas como escenario para que la bailarina y coreógrafa muestre 9 minutos de los 40 que forman Give Me a Reason to Live , donde explora a las personas con discapacidad que aparecen en las pinturas de El Bosco.

Con movimientos que desafían al equilibrio, y siempre acompañada de sus dos muletas, la artista trae a Madrid este espectáculo del 16 al 18 de febrero, fechas señaladas para el director del certamen, Carlos Aladro, para quien las creaciones de la escocesa es una “reivindicación” de las posibilidades que tiene el arte para “sanar y dar esperanza”.

Un montaje también, como ha expresado el director de la Oficina de Cultura y Turismo de la Comunidad de Madrid, Jaime de los Santos, en el que Cunningham quiere demostrar no solo cómo con la danza “todo se supera”, sino también cómo es capaz de hacerlo “casi todo”, porque en esta pieza hace lo que “no es capaz de hacer”.

Se trata de la primera vez que Cunningham, que nació con osteoporosis (Glasgow, 1977), baila en el Museo del Prado, así como la primera vez en la que se la podrá ver en Madrid, como ha afirmado Aladro, el artífice de que sea una de las actuaciones programadas de este festival.

Partiendo de su “autoidentificación con la discapacidad”, según la definen desde el festival, el trabajo de Cunningham se basa en el estudio y en “el uso y mal uso” de sus muletas, así como en la exploración del potencial de su físico, por lo que rechaza las técnicas coreográficas tradicionales desarrolladas para cuerpos no discapacitados.

Sus creaciones, a menudo autobiográficas, explorando íntimas cuestiones personales, y en el caso de Give Me a Reason to Live (Dame un motivo para vivir) la bailarina profundiza en cuestiones como “la presencia y la confrontación con el otro y lo diferente”, con “fuerza y autenticidad”.

Fuente: La Vanguardia


ordenamento-da-paisagemOrdenamento da Paisagem

Para sensibilizar os comerciantes da região oeste da capital sobre a importância de incluir pessoas com deficiência em seus estabelecimentos, a Prefeitura de São Paulo promove no dia 21 de fevereiro, às 10h30, uma ação educativa de acessibilidade que levará arquitetos e engenheiros da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA) e técnicos de várias Secretarias Municipais para orientar os centros de comércio da Rua dos Pinheiros sobre os padrões de acessibilidade arquitetônica.

O projeto organizado pela Secretaria Municipal de Coordenação de Prefeituras Regionais em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência integra o programa ‘Acessibilizando São Paulo’ que tem como foco educar, esclarecer e ampliar a inclusão na cidade.

Serão distribuídos  informativos de orientação para a implementação de acessibilidade com dados  baseados na Norma de Acessibilidade a Edificações Mobiliário, Espaços e Equipamentos Urbanos (NBR 9050/15) de como construir uma rampa de acesso, banheiros acessíveis entre outros critérios.

Para o secretário municipal da Pessoa com Deficiência, Cid Torquato, toda a população se beneficia com estabelecimentos inclusivos: “Tudo o que for investido em acessibilidade, com certeza, vai refletir em uma maior participação das pessoas com deficiência. Só na cidade de São Paulo são cerca de três milhões de pessoas com algum tipo de deficiência e mobilidade reduzida. É benefício para o comerciante e para ocliente, pois o estabelecimento pode ampliar seu público”, afirma o secretário.

A Prefeitura Regional de Pinheiros é a primeira a aderir à ação. O prefeito regional Paulo Mathias, abriu as portas de sua região para ser modelo do programa que pretende passar por todas as regiões da cidade.

Comissão Permanente de Acessibilidade – CPA

Criada em maio de 1996, a Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), é um órgão vinculado à SMPED que atua de forma consultiva e deliberativa por meio de reuniões semanais para discutir projetos, obras e denúncias. Atualmente é composta por representantes de Secretarias Municipais, entidades da área da construção civil e arquitetura e membros da sociedade civil, que tem como foco traçar as diretrizes para tornar edificações, meios de transportes, parques e outros locais de uso coletivo disponíveis a todos, equitativamente.

Serviço: Ação Educativa de Acessibilidade –  Programa Acessibilizando São Paulo

Data: 21 de fevereiro

Horário: 10h30 às 14h

Endereço: Estação de metrô Fradique Coutinho – Rua dos Pinheiros, 632

Fonte: Fernanda Zago

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 19/02/2017

Staff Benda Bilili: força atrás das aparências


a-banda-musical-staff-benda-bilili-e-composta-por-oito-musicos-de-rua-de-kinshasa-alguns-portadores-de-deficiencia-motoraA banda musical Staff Benda Bilili é composta por oito músicos de rua de Kinshasa, alguns portadores de deficiência motora.

Perseverança e muita coragem na adversidade por causa da doença são as primeiras lições que transmitem os Staff Benda Bilili, cujo nome significa, na língua lingala, da RD Congo, «olhar além das aparências». O grupo, fundado em Dezembro de 2002, é composto por oito músicos de rua, muitos deles deficientes motores devido à poliomielite. Estes vivem nos arredores do antigo jardim zoológico de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo.

Ricky Likabu, co-fundador da banda, e Coco Yakala explicam que escolheram este nome para interpelar as pessoas que os rejeitavam e subestimavam por causa da sua aparência física. «No nosso país, se as pessoas com mobilidade normal têm problemas, imagine-se a situação das pessoas com deficiência que estão abandonados à sua sorte», diz o compositor e guitarrista Coco, ao contar as peripécias dos membros da banda. Eles viviam na rua, em péssimas condições de saúde, porque nos centros para os portadores de deficiência as ofertas eram ainda piores. Para vencer o destino, apoiaram-se na música.

Ritmo sobre rodas

Os Staff Benda Bilili demonstram uma habilidade impressionante nos seus concertos. O ritmo das mãos e do sopro é frenético. E a isso junta-se o movimento das cadeiras de rodas e em cima delas.

Mas o talento da banda começa antes: são eles que constroem a maior parte dos seus instrumentos musicais. Roger Landu, o elemento mais jovem, com 19 anos, que entrou para o grupo quando tinha 13, toca um instrumento que ele próprio inventou e baptizou como satonge. «O meu instrumento é como uma guitarra solo, mas na realidade não é uma guitarra. Usei uma pequena vara curva, uma lata de leite em pó, um pedaço de linha de pesca e um cabo eléctrico.»

A música dos Staff Benda Bilili é uma mistura sedutora da clássica rumba congolesa com funk, ritmos afro-cubanos, blues e reggae. «Nós costumamos dizer que fazemos rumba blues, um género musical que inventámos», afirma Ricky, que também é vocalista. A banda, que se considera a voz dos sem-voz, reflecte nas suas canções as vicissitudes da vida diária em Kinshasa, vários pormenores da actualidade dos Congoleses, como o aumento do preço dos alimentos ou a importância da vacinação das crianças contra a poliomielite.

Mover o mundo

Os Staff Benda Bilili tiveram um anjo-da-guarda a quem estão imensamente gratos. Trata-se de um engenheiro e músico belga que os ajudou a gravar com boa qualidade o primeiro disco, Très, très fort («Muito, muito forte»), que foi o seu disco de estreia, e que, durante meses, encabeçou as vendas na Europa na categoria de música étnica. Os textos das canções, que também tratam assuntos como a decepção – como é o caso do tema «Tonkara» –, deixam o ouvinte possuído, também por causa dos ritmos e sons graves, capazes de levar quem os ouve para os contextos que evocam e para o que querem significar. Os concertos dos Staff Benda Bilili deixam o público perplexo e entusiasmado. O ritmo inesgotável e o espírito indomável da banda são perceptíveis igualmente no seu segundo álbum, Bouger le monde («Mover o mundo»).

O concerto de que mais gostaram foi o que deram no Festival de Rock de Belfort, em França. «Era a primeira vez que tocávamos num acontecimento tão importante na Europa e, do êxito que tivéssemos, augurava-se o bom acolhimento que teríamos a seguir no Velho Continente. E isso marcou-nos», diz Coco, que compõe as canções juntamente com Théo Nzonza, soprano e membro da banda.

História de superação

Actualmente, os oito elementos da banda já não vivem na rua. Têm as suas casas, os seus filhos podem frequentar a escola e ir ao médico quando estão doentes.

A sorte dos Staff Benda Bilili começou a mudar em 2004, depois do seu encontro com dois cineastas franceses, Renaud Barret e Florent de la Tullaye. Estes dois directores ouviram-nos tocar num restaurante de Kinshasa e não demoraram a vislumbrar nas aventuras daqueles oitos homens um guião para um documentário. E este documentário fez com que os Staff Benda Bilili fossem conhecidos nos cinco continentes. Com o título Benda Bilili, a película de 95 minutos foi bem recebida na 63.ª edição do Festival de Cinema de Cannes, em 2010. O filme, longe dos clichés sobre África, narra as circunstâncias que levaram a banda musical, marcada pela pobreza e pela deficiência na RD Congo, ao estrelato na Europa. A história desvela aos olhos do público os pequenos milagres que acontecem nos infortúnios, como, por exemplo, quando a população de Kinshasa se uniu para ajudar a banda depois que um incêndio queimou o abrigo onde os músicos viviam.

A história extraordinária destes artistas de rua também foi apresentada na América, mais concretamente no México, graças ao Festival Internacional de Cinema da Universidade Nacional Autónoma do México.

Desde que, em 2009, receberam o prémio de melhor grupo no Festival Músicas do Mundo, em Berlim, o êxito jamais deixou de os acompanhar.

Em 2010, vieram a Portugal e protagonizaram um dos melhores concertos da história do Festival Músicas do Mundo, em Sines. Voltaram a deslumbrar em 2012.

Em Outubro e Novembro do ano passado, eles actuaram pela primeira vez nos Estados Unidos e na China.

Músicos solidários

Os oito membros da banda Staff Benda Bilili apoiam várias ONG em Kinshasa, especialmente aquelas que têm como objectivo a inserção laboral das pessoas em cadeiras de rodas. Humildemente, consideram-se um exemplo de perseverança para as outras pessoas na mesma condição. E estão a criar uma fundação na sua cidade para ajudar os portadores de deficiência e as crianças de rua. Será um centro de formação, onde serão leccionadas música, informática, contabilidade, costura, entre outras disciplinas.

Entretanto, graças ao trabalho solidário dos Staff Benda Bilili, muitas pessoas com deficiência começam a organizar-se para formar as suas orquestras ou desenvolver outros projetos.

Fonte: além-mar

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 18/02/2017

Bloco promove inclusão de surdos no Carnaval


a-mais-popular-festa-brasileira-tambem-abre-espaco-para-pessoas-surdasA mais popular festa brasileira também abre espaço para pessoas surdas

Idealizado pelo grupo Vibração, o bloco promove a inclusão de pessoas com deficiência auditiva nas festividades de rua no carnaval de São Paulo

Se você pensa que a batucada carnavalesca exclui as pessoas que não ouvem, está muito enganado. Este ano, um bloco de carnaval vai agitar a comunidade surda mostrando para nossa cidade que é possível ter acessibilidade em todo e qualquer projeto ou ações culturais.

Idealizado pelo grupo Vibração – que mantem há nove anos uma balada surda em São Paulo – e pela equipe Comuna, o bloco promete fazer vibrar as janelas e o concreto dessa cidade que tanto ignora essa parcela da população. Assim, pretendem fortalecer laços entre surdos, ouvintes e curiosos. Por isso, todos são convidados.

O leigo pode se perguntar: para quem não consegue ouvir os sons, como curtir um bloco de rua? A resposta é simples. Por meio da vibração das caixas de sons, o surdo consegue sentir a música e dançar. Para Marshall McLuhan, um destacado educador, intelectual, filósofo e teórico da comunicação canadense, o rádio era um tambor tribal – pois através dos sons podia movimentar nossa memória, sentidos, imaginação e reproduzir as batidas do coração. E são esses mesmos sons que geram a vibração que ainda hoje são capazes de fazer esse efeito, apesar de ser paradoxal, especialmente em quem não ouve.

E o Icom, um projeto da AME Site externo, está colaborando em parceria com essa festa inclusiva doando camisetas, intérpretes de libras, e ajudando a organizar a folia carnavalesca.

Sobre os idealizadores:

Equipe Vibração

A Vibração é um projeto independente que surgiu do desejo de incentivar as culturas e quebrar barreiras entre a comunidade surda e ouvinte de maneira inovadora e inclusiva.

É formado por uma equipe entre surdos e ouvintes que fundaram o grupo há 9 anos, festejando nos dias de surdos no mês de setembro e outras datas comemorativas. A festa circula pelos principais locais da cidade de São Paulo ocupando casas noturnas e centros.

Equipe COMUNA

A COMUNA nasce do desejo de fazer ações culturais acessíveis, não somente por terem a Libras e intérpretes qualificados em cena, mas por trazer o artista surdo como protagonista de seu próprio fazer cultural.

AME-SP

A AME nasceu em 1990, fruto da iniciativa de um grupo de pais e amigos de pessoas com deficiência, empregados da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, interessadas em oferecer alternativas de atendimento especializado e melhores perspectivas de qualidade de vida a seus familiares.

Da mobilização inicial, até os dias hoje, a AME Site externo vem se desenvolvendo de forma sólida, ocupando lugar de destaque entre as instituições sociais do gênero, pela qualidade eficiência e seriedade com que realiza os serviços, atraindo cada vez mais clientes e associados. A AME conta com uma área de Libras com soluções que vão do intérpretes presenciais a uma sofisticada central de interpretação por vídeos-chamadas.

BLOCO VIBRAMÃO
Quando: sábado, 18/2, das 14h às 19h
Onde: Rua Mourato Coelho, entre os números 20-30, Vila Madalena – São Paulo, SP

Fonte: Vida Mais Livre

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 17/02/2017

Motorhomes may be accessible for people with disabilities


motorhomes-may-be-accessible-for-people-with-disabilitiesMotorhomes may be accessible for people with disabilities

What if you could genuinely take all the luggage and kit you wanted on holiday, as well as your own accessible accommodation? Steve Craven tells us how with the help of an accessible motorhome, you can do just that.

So there it was, the CoachbuiltGB Independence Swift Esprit 496 motorhome, Standing in front of us, shimmering white in the car park, whilst I approached it with what seemed like a really small key for such a large beast. Nevertheless, there was something friendly about it; then it occurred to me, it looks like a home – on wheels.

After a guided tour of the features and controls it was time to fire her up, feel the power and hit the road. Although the kids and I were looking forward to hopping from caravan park to caravan park, it was obvious that the motorhome would provide an ideal accessible ‘spare room’ if you wanted to visit friends or relatives that hadn’t had the full adapted home makeover. After all you’ve got everything you need: hoists and ramps, right down to the accessible loo.

You might not even believe that a motorhome can be big enough to be accessible but the Independence Swift Esprit, through clever interior design is completely wheelchair accessible, as well as including a profiling and height adjustable bed amongst its five berth layout and restraint system for wheelchairs.

Having only driven cars before taking the Independence Swift Esprit out it certainly felt like a different sensation. It was nice to be higher up but at the same time I was consciously trying to pretend that the vehicle wasn’t quite so large. We parked up at motorway services for a comfort stop – which gave me a chance to drape a silencing towel over the rings on the gas cooker which stopped them rattling. I only realised as we drove away that I was supposed to park in the bit marked ‘motorhomes’ instead of carefully straddling four parking spaces!

Anyway, just over an hour later we had arrived at the Blackmore caravan park, complete with shop and play facilities for the youngsters and scrupulously clean toilet and shower blocks. Thanks to a sheaf of takeaway menus given to us at reception we were able to take delivery of a Chinese takeaway in the motorhome itself before settling down to a comfortable night’s sleep.

The next morning started with a traditional cooked breakfast in the motorhome. (This is how to start the day!) We then set out for Winchcombe caravan park. Once again it was beautifully clean with a lake by which we sat and fished like Huckleberry Finn and Tom Sawyer – Heaven!

Once the fish had stopped hooking themselves we took up our seats again and drove into town to watch my team, Leicester City get destroyed by Manchester United in a local pub. Of course City should’ve taken Mourinho’s advice and ‘parked the bus’ – I’d have lent them this one had they asked! If there was a downside to the motorhome holiday it was that you can’t just unhook it and speed away in your car like a caravanner can.

I’d arranged for my parents to meet up with us in their motorhome. I could see the green of envy on Mum’s face as she inspected the motorhome’s accessible features, such as the wide door access, wheelchair cassette lift and ceiling track hoist, not to mention the level access wetroom with grab rails, since she herself has a few mobility issues.

That evening we rolled back up the M6 to avoid the worst of the Monday morning roadworks and finally back to bricks and mortar. Would we do it again? Most definitely.

More information

To join the Camping and Caravanning Club and explore 108 Club sites around the UK, many of which have disability friendly layouts and accessible facilities visit: www. campingandcaravanningclub. co.uk

Freedom to Go – if you are new to caravanning and motorhome holidays, www.freedomtogo.co.uk has hints and tips to help you get started and plan your next family adventure.

CoachbuiltGB – All Coachbuilt GB motorhomes have the benefit of professionally designed
and installed adaptations with practical and spacious layouts offering everything you need for an independent and accessible holidaying experience.

For full information and specification of CoachbuiltGB vehicles and their adapted motorhomes for hire, tel: 024 7634 1196 or visit: www.coachbuiltgb.co.uk/ motorhome-hire-try-before- you-buy

Steve stayed at:

Blackmore Camping and Caravanning Club, Blackmore Campsite, No 2 Hanley Swan, Worcestershire, WR8 0EE

and

Winchcombe Camping and Caravanning Club Site, Brooklands Farm, Alderton, Nr Tewkesbury,Gloucestershire, GL20 8NX

Source: able magazine

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 17/02/2017

Mesas nas calçadas podem diminuir espaço de circulação em Santos


projeto-de-lei-pretende-aumentar-de-15-m-para-2-m-o-espaco-para-mesas-e-cadeirasProjeto de Lei pretende aumentar de 1,5 m para 2 m o espaço para mesas e cadeiras

Os estabelecimentos comerciais, bares e restaurantes poderão ganhar um maior espaço para a colocação de mesas e cadeiras nas calçadas. Um Projeto de Lei Complementar (PLC) nesse sentido, de autoria do vereador Bruno Orlandi (PSDB), foi apresentado na última segunda-feira ( 09) e promete gerar debates na Cidade.

A proposta prevê a alteração do Código de Posturas do Município para que a faixa de passeio de largura livre seja reduzida de 2 metros para 1,5 m – ou seja, o espaço ao pedestre seria reduzido. A regra se aplicaria a estabelecimentos que não se encontram na zona turística.

Na justificativa, o parlamentar cita que a ideia encontra-se em consonância com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e não compromete a acessibilidade.

Além disso, a mudança pode “contribuir para o fortalecimento do setor turístico e de entretenimento da Cidade, o que vai favorecer investimentos, além de contemplar o empresário santista, sem deixar de atender a comunidade”.

O proprietário do Bodegaia, Manoel Luiz Lopes Gaia, é favorável ao PLC. Na visão dele, deixar um vão livre de dois metros favorecerá o comércio.

“A medida é positiva. Estamos em uma cidade turística onde tudo é proibido. Tem caras que saem daqui para curtir as mesinhas na calçada que existem na França, Portugal e Itália”, ressaltou.

Sem conflito
Um dos sócios do Dido’s Bar, Marcelo Rangel Ramos entende que a proposta pode ser positiva para estabelecimentos, mas esse não seria o caso do empreendimento dele. “Não temos a intenção de colocar mesas e cadeiras nas calçadas para evitar conflitos com a vizinhança”, afirmou.

A Tribuna conversou com dois empresários diferentes, mas eles não quiseram se manifestar publicamente, devido a problemas que já tiveram com a fiscalização da Prefeitura.

Um deles citou que essa medida, se aprovada, poderá reduzir os conflitos com os fiscais e minimizar a “implicância” existente por parte de alguns moradores do entorno dos bares.

Ressalva

O presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Condefi), Luciano Marques, entende que o espaço livre de 1,5 m é o suficiente para cadeirantes. Porém, crê que o PLC é uma grande oportunidade para se discutir as calçadas da Cidade.

“Se for 1,5 m realmente livre, tudo bem. O problema é que essa faixa não acaba respeitada por conta da presença de postes, lixeiras e árvores. Precisamos fazer um grande debate sobre as calçadas. É preciso começar do zero”, frisou.

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Salvador Gonçalves Lopes, disse que já participou de audiências públicas na Câmara sobre o tema, mas entende que é importante debater o assunto. “Há outras prioridades no momento, devido à crise econômica que afeta o setor”, justificou.

Fonte: A Tribuna


Estructura que se está instalando en la playa del Postiguet para turistas con discapacidadEstructura que se está instalando en la playa del Postiguet para turistas con discapacidad

La ciudad de Alicante fue la primera en el desarrollo de áreas específicas para personas con discapacidad física y psíquica. Este servicio se comenzó a ofrecer de manera pionera en España en el año 2002 y, hoy en día, sigue siendo la única ciudad en España que ofrece estos servicios de manera tan completa. Algunos municipios disponen de zonas de baño adaptado para discapacitados físicos, pero Alicante es la única que mantiene las áreas para discapacitados psíquicos de manera permanente.

Ya son muchas las personas con diversidad funcional que eligen Alicante como destino vacacional por este motivo. El año pasado, en la temporada de baño se realizaron 10.690 asistencias, de las cuales, elgrueso correspondió a ayudas al baño, 9.329, mientras que hubo 1.361 asistencias en las áreas para discapacitados intelectuales.

Ahora, el Ayuntamiento y el Patronato de Turismo quiere aprovechar esta imagen que ya se ha alcanzado y mejorar tanto las infraestructuras como los servicios, así como la promoción específica, para conseguir el doble objetivo de convertir a Alicante en una ciudad completamente accesible y, a la vez, convertirla en el destino turístico estrella para este segmento de la población.

«Desde el Patronato estamos ahora haciendo especial hincapié en la captación de la demanda segementada», explican en Turismo. Así, al igual que el año pasado apostaron por las familias con mascotas, con la ‘doggy beach’ y este buscarán por captar turismo deportivo, de congresos, de cruceros o náutico, van a hacer esfuerzos por llegar al sector de la discapacidad, que requiere de unas infraestructuras y servicios muy concretos que determinan si viajan o no a un destino concreto.

Una de las claves serán las nuevas áreas de atención a discapacitados físicos y psíquicos que ya se están instalando en las playas de Urbanova, El Postiguet y San Juan.

Hasta ahora estaban formadas por carpas de 50 metros cuadrados y ahora serán estructuras fijas de 200 metros cuadrados, con zona de sombra, plataforma de madera para las sillas de ruedas y zona de aparcamientos reservados. Estarán listas ya para la próxima temporada turísrica, aunque la atención se prestará, de momento, en los meses de temporada alta.

Por el momento el Ayuntamiento ha pedido la autorización a Costas para su instalación por un año, pero el objetivo es pedir una concesión para que se queden fijas y se buscarán acuerdos y financiación para que abran todo el año.

«Van a ser las mejores del mundo, sin duda. Las más completas», declaran, convencidos, en el Patronato de Turismo.

Forman parte de un plan de turismo accesible que incluye también el compromiso de eliminar todas las barreras de los monumentos y la instalación de señalética en braille para los invidentes.

Para este último sector de la población se va a diseñar también una aplicación móvil con servicio de geolocalización que guiará a las personas con discapacidad visual por los principales atractivos de la ciudad, a través de la voz, y les explicará sus características más destacadas. Además, les avisará de la ubicación exacta de los carteles en braille.

Fuente: La Verdad

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 16/02/2017

Deficientes visuais conhecem parreira e participam da pisa da uva


grupo-de-apreciadores-da-bebida-milenar-visitou-vinicola-em-sao-roque-sensibilidade-agucada-tato-olfato-e-audicao-tornou-a-experiencia-unicaGrupo de apreciadores da bebida milenar visitou vinícola em São Roque. Sensibilidade aguçada – tato, olfato e audição – tornou a experiência única.

Um grupo formado por pessoas com deficiência visual viajou da capital a São Roque (SP) para conhecer uma vinícola neste sábado (11). Apreciadores de vinho e estudantes da bebida milenar, os turistas tiveram a oportunidade de colher a uva na parreira e participar da pisa da fruta, atração que atrai centenas de visitantes durante a vindima, a época de colheita.

A cada toque, uma descoberta diferente, que junto com as explicações de um dos responsáveis pela plantação ajudou o grupo a dar forma na mente daquilo que estava em volta.

“Uma delícia! Eu fico pensando que são sensações que vão ficar na memória olfativa o resto da vida”, relata a assistente social, Sandra Paioli Monteiro Cassares.

A sensibilidade aguçada – tato, olfato e audição – tornou a experiência única. Criado há seis anos, o grupo “Ver o vinho” reúne somente pessoas que gostam da bebida e são deficientes visuais. Todos puderam escolher as uvas que levaram para casa, como Niágara e Lorena, e provar o vinho feito na região. “O sabor bem adocicado e mesmo assim ela nao está totalmente madura. É melada, muito saborosa”, complementa a assistente social.

O massoterapeuta Mauro Mantovani se surpreendeu com a maneira de cultivo da fruta. “A engenharia do ‘Y’ que eles explicaram pra nós, no primeiro momento…do ramo subir e o cacho aparecer porque ele fica mais pesado. Uma experiência marcante”, diz.

O passeio é uma oportunidade de conhecer a vinícola diz a coordenadora do grupo, Daniela Romano. “É quando você consegue entender todo processo, além de uma maneira lúdica,divertida e como ela acontece mesmo”, finaliza.

Fonte: G1

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 15/02/2017

Impaired travellers: Disabled travellers


the-world-health-organization-estimates-that-15-per-cent-of-the-worlds-population-lives-with-some-kind-of-disabilityThe World Health Organization estimates that 15 per cent of the world’s population lives with some kind of disability

The market for accessible tourism has grown significantly in recent times, and with a globally ageing population, it is likely that more and more people will enter into this market as time goes on. People with physical disabilities no longer have to live a life that is limited in terms of the holidays they would like to take – the recent Paralympic Games, for example, has demonstrated that no matter what challenges life throws at people, amazing things can still be achieved, and a disability does not have to be a barrier to incredible experiences.

Market potential

According to an estimate based on the 2014 EU Study Economic Impact and Travel Patterns of Accessible Tourism in Europe, accessible travel is thought to account for around 12 per cent of the market. The United Nations World Tourism Organization (UNWTO) says that the accessible travel market presents ‘a golden opportunity’ for destinations that are ready to receive these visitors, since they tend to travel more frequently during the low season, usually accompanied or in groups. This could also arguably be appealing for insurers – by travelling accompanied, an insurer will always be able to have some level of control over where a traveller is taken should they fall ill or be injured, as they can get in direct contact with the guide; and travelling in groups is also safer for the traveller. “Facilitating travel for people with disabilities is therefore not only a human rights imperative,” states the UNWTO in its Good Practices in the Accessible Tourism Supply Chain ethics document, published in September 2016, “but also an exceptional business opportunity.”

The Bahamas is the latest destination to follow the recommendations of the UNWTO, hosting a symposium on accessible travel, and its government has created a department catering for people with disabilities – small but important first steps.

Cruising, always popular with older travellers, is also an important niche for the disabled travel market. Most ships will have ramps wide enough for wheelchair users to easily board and disembark, and wheelchair accessible rooms are commonly available. While there may be some limitations on the practicalities of travel for physically disabled people, the list of places they can go, and activities in which they can take part, continues to grow. But has the insurance available for disabled travellers matched this pace of change?

Cover development

ITIJ spoke to Chris Blackman, product development consultant for UK-based AllClear Insurance, about his company’s offering to the market. “AllClear has provided travel insurance to the disabled traveller right from the beginning of our existence back in 2000,” he said. “However, what we have done more recently is to specifically define an AllClear Travel Policy for the Disabled Traveller, providing additional guidance and information about travelling with a disability. For example, highlighting the assistance which, by law, must be provided by carriers and tour operators to disabled travellers, whether they are sight or hearing impaired, have mobility difficulties, or indeed have any disability which requires special assistance.” In the UK, under the Equality Act of 2010 (formerly the Disability Discrimination Act 2005 and 1995 DDA), it is illegal to discriminate against people with disabilities (by way of charging higher premiums or declining cover) unless it can be shown actuarially that the cost of providing that service is materially greater than for someone without the disability. Blackman continued: “Travel insurance providers are therefore bound by law to provide cover unless there are other considerations such as significant or ongoing medical conditions in addition to the disability.”

In-depth information

When it comes to the medical screening of travellers who have some form of disability, it can be the case that unless they are suffering from a pre-existing medical condition that they have to declare, such as angina or cancer, then the insurer won’t even be aware that they are covering a disabled traveller. Blackman of AllClear pointed out: “Travellers who have some form of disability may not necessarily represent a higher risk to the insurer.” This is, of course, dependent on the type of condition from which the person is suffering. “Mobility difficulties such as paraplegia, pressure sores and urinary tract infections are the most common [risks],” explained Blackman. “We therefore seek to assess how stable or well controlled their condition is and how well [it] is managed on a day-to-day basis at home. This is done by taking them through a couple of medical screening questions and this allows us to arrive at an appropriate premium commensurate with the risk.”

ITIJ also spoke to Craig Morrison, chief executive of Southern Cross Travel Insurance (SCTI), which provides cover in New Zealand and Australia, where there is no disability discrimination law. He said: “In SCTI’s view, a ‘handicap’ or a disability is just another type of pre-existing condition. We don’t make any special exceptions for this. So long as there is no disability relating to heart, lung, vascular, or Diabetes T2, then the insured is not required to declare the disability – but then of course there’s no cover for it.” On the other hand, he continued, ‘a person with a disability seeking cover can declare it on our online medical assessment, as part of the application process’. “Depending on what it is, the outcome could be: covered, but an additional medical premium is due. If the insured pays this additional medical premium, then they have cover for unexpected events relating to the disability. If the insured does not pay it, then like above, there’s no cover.”

The pricing of policies is about risk assessment and claims levels, and while the assessment can take place and be reasonably predicted, claims levels are often less predictable. As with any travel insurance customer, claims from disabled travellers vary dramatically. Blackman told ITIJ: “Generally, those who have a disability which they cope well with and do not require medical intervention for at home, do not have problems whilst travelling. Those with more complex conditions which do require occasional medical referral at home, can have unplanned insured events whilst abroad but we do aim to take account of these in our medical risk assessment and screening, so the additional premium charged across that specific group of disabled travellers hopefully covers the additional claims costs.”

Expatriates

Of course, it is not just short-term leisure travellers that are going to need insurance; longer-term travellers and globally mobile employees also need cover for any disabilities. ITIJ spoke to Andrew Apps, head of global healthcare for international private medical insurance (IPMI) broker Bellwood Prestbury, about the issue of providing IPMI for disabled or chronically unwell employees. He said that being able to provide cover for disabled employees is perhaps one of the most difficult risks to navigate, given that such policies are predominantly designed to cover unexpected acute illness and injury rather than known pre-existing medical conditions. “As a specialist intermediary,” he said, “we are increasingly being asked to source cover for employees with disabilities such as MS and Down Syndrome, but invariably insurers either exclude cover for any treatment associated to the disability concerned or, in some instances, decline cover altogether. While most policies have evolved over the past few years to provide some level of chronic and long-term protection, this is really geared to conditions occurring after the policy has incepted rather than before.”

Inevitably, the price of policies rises when serious conditions are included, but it was surprising to find out that the price will go up significantly even when the condition under scrutiny may be excluded from the policy, as Apps explained: “Where some degree of cover is offered – and which is usually restricted to minor disabilities – premium surcharges can be significant, with many underwriters quoting figures averaging 75 per cent of the original premium or higher. The difficulty is one of ‘how to assess a disability’ and in turn to know ‘what premium to charge’ for what is in reality no longer an insurance matter but one of health maintenance. Very minor ailments can often be accommodated under large claims related programmes, as in effect, future premiums are based on the claims profile of the group. But for SMEs’ employer groups, the ability to vary premiums does not (or rarely) exists.”

Could try harder?

As Apps says, much remains to be done by the insurance industry to meet the needs of disabled travellers and globally mobile employees. He told ITIJ: “There is clearly room for improvement, and [this] requires greater dialogue between underwriters, providers and specialist intermediaries. While by its very definition insurance is about covering the ‘unexpected’, there needs to be greater flexibility as to what can and cannot be covered rather than what is seen all too often as a blanket ‘no’.” IPMI is not designed to be a replacement for state-sponsored healthcare systems, he added, but the very fact that many treatment plans for those with disabilities can be pre-calculated should point the way to a wider acceptance of what can and cannot be covered: “Premiums will of course need to reflect this, but surely the option ought to at least be available.”

invariably insurers either exclude cover for any treatment associated to the disability concerned

With the right systems in place, it is possible to assess risk accurately and price policies accordingly, as Blackman of AllClear concluded: “AllClear does conduct a high degree of claims analysis and adjusts the risk rating and hence premium charged to take account of claims costs across a wide variety of customer profiles. These profiles include age, type and severity of medical condition(s) declared, along with destination and trip duration. While disability in itself is not a customer profile we examine in isolation, AllClear does look for patterns across medical conditions and those medical conditions normally associated with a disability of some kind do not seem to be out of line with any other medical claims.”

Morrison of SCTI made a valid point addressing the difficulties for insurers that wish to provide cover for disabled travellers: “There is a vast range of complexities [surrounding] what might go wrong, the effects of long-haul travel on the disability, the destination, the cost of healthcare. Every disability, like every pre-existing health condition, needs to be assessed on a case-by-case basis.

Source:ITIJ


cica-melo-atuamos-em-tres-frentes-a-primeira-e-sensibilizar-trazer-o-assunto-das-pessoas-com-deficiencia-para-o-cotidiano-de-todosCiça Melo: “Atuamos em três frentes. A primeira é sensibilizar. Trazer o assunto das pessoas com deficiência para o cotidiano de todos”

Lucas fez a jornalista Ciça Melo, de 44 anos, repensar sua escolha profissional. Ela trabalhava como diretora de marketing da Redecard e fazia mestrado em Psicologia Comportamental com o objetivo de incentivar as pessoas a gastar mais. Com a chegada do primeiro filho, há 12 anos, achou que não fazia mais sentido incentivar o consumismo e migrou para o terceiro setor: virou coordenadora de marketing da Apae-SP. Atuou ainda como voluntária na Fundação Dorina Nowill e na Casa do Sol, e é conselheira da ABBR e uma das diretoras do Instituto Lecca. Mais tarde, ela teve Luiza, de 11 anos, e Daniel, de 8. O caçula, que não tem um diagnóstico definido, estudava na mesma escola dos filhos da jornalista Fabiana Ribeiro (um deles, Vítor, nasceu sem íris) e da arquiteta Carla Codeço (um deles, Rafael, têm síndrome de Down). As três percebiam o desconhecimento da sociedade sobre a questão da deficiência e criaram, em 2013, o Movimento Paratodos (paratodos.net.br). Em meio ao trabalho de conscientização, exibem filmes seguidos de debates e promovem conversas. O próximo evento é terça que vem, na livraria Blooks, tendo como convidada Denise Aragão, autora de “Eu, meu filho e o autismo: uma jornada inesperada”.

REVISTA O GLOBO: De que forma age o Movimento Paratodos?

CIÇA MELO: Atuamos em três frentes. A primeira é sensibilizar. Trazer o assunto das pessoas com deficiência para o cotidiano de todos. Disseminar a cultura de uma sociedade mais inclusiva, que saiba lidar com as diferenças. Mudar esse olhar, que ora é de pena, ora assistencialista, ora paternalista, que desconsidera o indivíduo e não percebe sua potência. Você vê alguém com cadeira de rodas na rua e se aproxima para ajudar. Mas ele está precisando de ajuda? Fazemos isso por meio de palestras e rodas de conversa em empresas, ONGs, escolas, junto a autoridades e até nas casas. Já sensibilizamos desde os educadores de uma creche até todos os coordenadores de curso da Facha. A segunda frente é a consultoria. Engloba desde o ponto de vista arquitetônico até pedagógico. Exemplo: um empresário nos disse que queria contratar uma pessoa com deficiência. “Mas tem vaga?”, perguntamos. “Não, mas ela fica lá.” Dissemos que seria melhor a gente avaliar a empresa para que aquela contratação fosse efetiva. Senão o funcionário ia ficar desmotivado. E isso ia reforçar o olhar dos outros de que ele não é capaz de nada.

Como tem sido a procura por parte das escolas?

Cada vez maior. Só nessas últimas duas semanas estivemos em cinco. Graças a esse trabalho, a Eleva, por exemplo, tem desde placas em braille até acessibilidade para cadeiras de rodas. No total, foram mais de 150 professores e gestores sensibilizados para atuar de forma diferente, olhando o que cada indivíduo pode avançar naquele ano. Se o tema é temperatura, por exemplo, posso ter alunos trabalhando a conversão de Celsius em Fahrenheit, ou estudando os estados físicos da água ou o quente e o frio. O professor tem que querer olhar a criança para além da deficiência. E agora vamos sensibilizar um grupo de pais. Desde 2003 já estivemos em 41 escolas, empresas e ONGs, impactando 700 pessoas.

E a terceira frente de atuação?

O professor é o principal agente de mudança na escola. Então criamos o prêmio Paratodos de Inclusão Escolar. A segunda edição será lançada este mês, e as inscrições vão de outubro a dezembro, contemplando as ações de 2017. A vencedora de 2016 foi a professora Ana Floripes, do Colégio Estadual Igléa Grollmann, em Cianorte (Paraná), que criou estratégias para incluir vários alunos com deficiência na mesma turma.

Como está a situação nas escolas?

Em termos de legislação, estamos bem amparados, com a Lei Brasileira de Inclusão (que entrou em vigor ano passado e obriga as colégios privados a acolher estudantes com deficiência). Mas há escolas que não aceitam, o que sobrecarrega outras. Por isso, acreditamos na conscientização, na mudança de olhar. Você não tem uma inclusão efetiva se no recreio as demais crianças não incluem e se no fim de semana os outros pais não ajudam no processo, levando, por exemplo, a criança com deficiência ao cinema junto com seu filho. Nem sempre é fácil incluir, são vários os obstáculos, mas o prêmio Paratodos, que reconhece as principais experiências pedagógicas inclusivas, mostra que é possível. Não acreditamos em educação para alguns. Lutamos por um mundo sem preconceitos, sem limitações, sem rótulos, onde ninguém fica para trás.

Fonte: O Globo

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