Publicado por: Ricardo Shimosakai | 06/05/2015

França sem Fronteiras. Acessibilidade numa encantadora viagem em grupo.


frança sem fronteiras

Para informações detalhadas, clique em cima da imagem o no link a seguir https://turismoadaptado.wordpress.com/2015/04/29/franca-sem-fronteiras-a-acessibilidade-numa-viagem-encantadora-saida-em-13092015/

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 24/05/2015

Projeto Livro Falado para deficientes visuais lança site na internet


O projeto Livro Falado nasceu com o objetivo de unir pessoas com deficiência visual e videntes através da literatura e do teatro.O projeto Livro Falado nasceu com o objetivo de unir pessoas com deficiência visual e videntes através da literatura e do teatro.

RIO – O projeto Livro Falado lançou esta semana o site www.livrofalado.pro.br, onde deficientes visuais podem ter acesso a mais de 350 livros gravados, de cerca de 280 autores brasileiros. O objetivo também é atender pessoas com cegueira dos outros países de língua portuguesa: Portugal, Angola, Moçambique, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné Bissau disse à Agência Brasil a criadora do projeto, a mestre em teatro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Analu Palma.

Para isso, o projeto, que existe há dez anos, conta com patrocínio da BR Distribuidora e a parceria da Academia Brasileira de Letras (ABL). De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no Brasil, a prevalência de cegueira na população é de 0,3% e de baixa visão, 1,7%. A pessoa com baixa visão é aquela que mesmo após tratamentos ou correção óptica apresenta diminuição considerável de sua função visual. O projeto Livro Falado pretende incluir os deficientes visuais em duas instâncias: na questão da literatura, de acesso ao livro; e no tocante à qualificação para o ator cego.

Analu Palma é autora do livro falado Uma História para Ler, Gravar e Ouvir, em que apresenta para as pessoas as habilidades e dificuldades de uma criança que não enxerga, além de ensinar como se grava livros para deficientes visuais. Com base nesses ensinamentos, ela começou a ministrar oficinas do livro falado. Já foram capacitados, até agora, mais de 400 ledores em todo o país.

Os ledores voluntários são qualificados e aprendem como transformar um livro impresso em uma obra acessível em áudio para uma pessoa que não enxerga. Outro procedimento é aprender a gravar em um programa de computador para que o livro já fique em CD. A terceira fase da oficina se refere à voz do voluntário, ou seja, ensina como ter uma boa dicção, além de boa leitura.

Para acessar os livros gravados, as pessoas cegas devem acessar o sitewww.livrofalado.pro.br. Para obter a gravação de um livro específico, é preciso enviar e-mail para livrofalado@livrofalado.pro.br. A remessa é gratuita.

Fonte: O Globo


Parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com rede de cinemas proporcionará a exibição de vídeos que mostram a superação dos esportistasParceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com rede de cinemas proporcionará a exibição de vídeos que mostram a superação dos esportistas

Os grandes atores vão dividir o espaço na tela dos cinemas com os atletas paralímpicos a partir deste mês, e antes de curtirem os filmes, as pessoas vão poder se emocionar com as histórias de superação desses esportistas. Isso graças a uma parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com o Grupo Kinoplex, que exibirá os vídeos dos atletas em todas as suas salas durante os trailers a partir do próximo dia 28.

– Essa foi uma ideia que surgiu dentro do comitê. O Kinoplex tem um alcance de cerca de 20 milhões de pessoas por ano. Então levar em filmes essas conquistas do movimento paralímpico brasileiro para tanta gente que às veze não conhece é uma iniciativa sensacional. A ideia é que com a proximidade dos Jogos paralímpicos mais pessoas queiram ver, mas pessoas conheçam – explicou o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, em evento realizado nesta quinta-feira no Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, no Rio de Janeiro.

Além de divulgar o movimento paralímpico, a campanha intitulada #MudeoImpossível tem como objetivo incentivar as pessoas com deficiência a praticar alguma atividade física e até mesmo se tornar um atleta. Parsons espera ainda que o projeto traga mais fãs para o esporte paralímpico, visando a venda de ingressos para os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.

– Não tenho dúvida que essa parceria vai despertar em muita gente que tem deficiência o desejo de se tornar atleta paralímpico ou de fazer atividade física, o que já vai ser algo importante. A ideia é que a gente aumente a nossa base de atletas e também a nossa base de fãs. Ano que vem nós temos metas ambiciosas para a venda de ingressos para a Paralímpiada de 2016. Nosso objetivo é vender 3 milhões de ingressos. Então, sem dúvida nenhuma contar essas histórias para um público que talvez não conheça vai ter um impacto nisso – disse o mandatário do CTB.

Verônica Hipólito e Daniel Dias são esperanças do Brasil em 2016 (Foto: Daniel Zappe/CPB/MPIX)

Maior medalhista de ouro em Jogos Paralímpicos, o nadador Daniel Dias vibra com a chance de divulgar os trabalhos dos atletas brasileiros. Para ele, isso pode inspirar outros futuros campeões no esporte paralímpico.

– O esporte paralímpico tem crescido a cada ano e isso mostra a importância que está tendo no Brasil. É importante a gente divulgar isso. O Brasil é muito grande, e existem muitos atletas campeões que estão escondidos. Então é uma grande oportunidade de a gente divulgar, a pessoa vir a conhecer o esporte e quem sabe começar a praticar algum esporte – ressalta o nadador.

Verônica Hipólito, campeã mundial de atletismo, espera que os vídeos sirvam de exemplos para as pessoas superarem suas adversidades.

– A campanha tem dois pontos muito importantes: a primeira que é a divulgação do esporte paralímpico, para que as pessoas conheçam nosso potencial, e a segunda é que as pessoas que forem ver os filmes têm a chance de saírem de lá e falar ‘eu posso dar o meu melhor’, ‘eu posso tentar, eu posso mudar o meu impossível’ – afirmou a vencedora dos 200m.

Na campanha, cerca de 200 salas de cinema da rede Kinoplex exibirão as histórias vitoriosas de Daniel Dias (natação), Verônica Hipólito (atletismo), Terezinha Guilhermina (atletismo), Ricardo Alves (futebol de 5), Márcia Menezes (halterofilismo), Maciel Santos (bocha), Jovane Guissone (esgrima), Joana Neves (natação), Bruna Alexandre (tênis de mesa) e Fernando Fernandes (canoagem).

Veja o vídeo da campanha #MudeoImpossível:

Fonte: NDonline

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 22/05/2015

D-Travel announces upcoming tour for the Deaf to India


The tour includes a local Deaf guide who will present information about his own country's history, culture and landmarks in sign language.The tour includes a local Deaf guide who will present information about his own country’s history, culture and landmarks in sign language.

D-travel is proud to offer the 10-day tour, Deaf Incredible India, from November 9th to 19th, 2015 with Zutshi Travel. The tour includes a local Deaf guide who will present information about his own country’s history, culture and landmarks in sign language. He has plans to talk about Deaf Indian community along with the classic Indian heritage. And what is even more exciting are the activities such the opportunity to meet and mingle with Deaf Indians, bargain at bazaars, enjoy boat, jeep, camel, elephant rickshaw, and elephant rides, and stay at various accommodations in different cities including an overnight in a tent on the Thar desert.

D-travel, a Deaf-owned and Deaf-run travel agency, promotes and books travel services including tours offered by affiliated suppliers for Deaf and hard of hearing people. In addition, D-travel provides assistance and consultation to tour companies in development of Deaf tours. It is D-travel’s mission to make all kinds of travel including tours accessible to the Deaf and hard of hearing community worldwide, which is why the capital letter D in their company logo signifies a strong culturally Deaf identity.

A year ago, D-travel decided to develop a tour to India after receiving requests and inquiries from the Deaf community. They researched for a supplier and found a well-established tour operator, Zutshi Travel, based in Delhi. D-travel contacted and met with them to discuss Deaf tours. Zutshi Travel wholeheartedly agreed to provide a tour that is made accessible to Deaf travelers. Since then, D-travel and Zutshi Travel have been working closely together to develop a Deaf-centric itinerary. Zutshi Travel has been wonderful working with D-travel, asking questions and accepting recommendations.

An example includes the hiring of a Deaf local guide, Ajeesh Thulas, and a sign language interpreter, Surbhi Caneja. Ajeesh Thulas has been giving private tours on his own to deaf travelers for several years. His name has been sung far and wide with praise. The inclusion of the interpreter is intended for communication with the public between Ajeesh and participating travelers in the tour. Zutshi Travel through their own connections found Surbhi Caneja who is a CODA (Child of Deaf Adult) and a freelance interpreter. Both Ajeesh and Surbhi are fluent in Indian Sign Language and know American Sign Language.

A bit about Zutshi Travel World Services…their specialty is offering group tours to international visitors for leisure, cultural, wildlife, and adventure travel to India, Sri Lanka, Nepal, Bhutan and the Maldives for 42 years. They are a member of Ensemble Travel, a consortium of independent travel agencies and tour suppliers, of which D-travel is also a member. This is how D-travel found the tour company through Ensemble. In 2013, they were awarded the “Ensemble On-Location Partner of the Year” Award. They were also honored with the National Tourism Award by the India Ministry of Tourism.

Ajay Ahuja, co-director of Zutshi Travel, says, “We are ‘soft hearted’ people and can assure you that we will do our best to ensure that your clients carry back with them pleasant memories just like all the others.” Since 2011, D-travel, a Deaf-owned and Deaf-run travel agency based in Rochester, NY, promotes and books travel services including tours offered by affiliated suppliers for Deaf and hard of hearing people.

In addition, D-travel provides assistance and consultation to tour companies in development of Deaf tours. It is D-travel’s mission to make all kinds of travel including tours accessible to the Deaf and hard of hearing community worldwide, which is why the capital letter D in their company logo signifies a strong culturally Deaf pride and identity.

Source: Travel Daily News

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 22/05/2015

Idosos: negócios florescentes


Preparadas para pessoas com mais de 65 anos, as residências sénior permitem estadias vitalícias ou temporárias.Preparadas para pessoas com mais de 65 anos, as residências sénior permitem estadias vitalícias ou temporárias.

Alberto, 78 anos, chegou há poucos dias da Holanda. Voou numa companhia low cost e não foi a primeira viagem que fez este ano. Já tinha ido conhecer o Vietname, Laos e Cambdoja. Já fez um cruzeiro, mas viaja sobretudo de avião –  em grupo ou com a namorada – duas a três vezes por ano. Já visitou destinos europeus ou no Norte de África, mas também mais longínquos como o Irão, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Malásia e Chile.

O perfil de Alberto encaixa no retrato do turista sénior traçado num estudo recente da Comissão Europeia. O inquérito realizado a viajantes com 65 ou mais anos em vários países mostrou que apreciam ir ao estrangeiro, embora também passeiem no seu país. A maioria diz gastar até 100 euros por dia, mas outros 38% desembolsam entre 101 e 300 euros. Quase 43% ficam fora entre quatro e sete noites e mais de 33% fazem estadias entre oito e 13 noites. Metade dos inquiridos gosta de organizar as viagens sem recorrer a agências. Valorizam a cultura e natureza, a saúde e bem-estar, gastronomia e vinhos, a segurança, boas acessibilidades e mobilidade.

Nos últimos anos, Portugal tem apostado na captação do público sénior para combater a sazonalidade. Através de programas de benefícios fiscais, tem tentado atrair reformados europeus a passarem vários meses em Portugal. O Algarve é o destino favorito, já que o clima é um argumento de peso nesta estratégia.

Mas também os portugueses acima dos 65 anos estão a viajar mais. Dentro e fora do país. “O perfil-tipo das pessoas que habitualmente viajam connosco, no Turismo Sénior, é do sexo feminino, casada, com 75 anos. Quanto à procura, a edição de 2015/2016 deste programa apresenta uma subida de 37%, quando comparada com a edição de 2014/2015”, detalha Fernando Ribeiro Mendes, presidente da Inatel, um dos principais operadores nesta área. u

Dos pacotes que organiza para este público, há actividades culturais, termais e de bem-estar. Da sua rede de hotéis, os de Albufeira e Oeiras são os mais concorridos. “Há grande procura de pacotes especiais e circuitos turísticos como o turismo de um dia, os temáticos ou as visitas a aldeias históricas. Salientamos o gosto dos nossos turistas seniores pelos cruzeiros, dentro de portas, nos rios Douro ou Tejo, ou em percursos internacionais. No estrangeiro privilegiam destinos clássicos, como Espanha ou Itália”, resume.

Comércio especializado

Bengalas com flores, telemóveis com teclas e números XXL e um botão de emergência, artefactos que ajudam a enfiar a linha na agulha, abre-frascos, cortadores de feijão verde. Estes são objectos pensados para o público idoso, que tem vindo a aumentar, ainda que não haja muitas lojas especializadas neste segmento.

A Loja do Avô surgiu em 2004, disponibilizando mais de 5.000 produtos e serviços específicos (apoio domiciliário, tele-assistência, fisioterapia) para a terceira idade. Já teve vários pontos de venda, mas agora dispõe apenas de uma loja e comercializa online. Foi “a inexistência em Portugal de respostas para a população sénior, que está em franco crescimento” que motivou Ana Garcia Pinto a lançar este conceito.

Atende sobretudo compradores seniores individuais e familiares. E no topo das vendas estão os artigos para a segurança no banho (cadeiras giratórias, tábuas de banho), para melhorar a independência pessoal (ajuda calça-meias, caixas de medicação semanal, andarilhos, canadianas, cadeiras de rodas), de higiene pessoal e um sofá que ajuda a levantar.

Ana Garcia Pinto acredita no potencial de crescimento do negócio, tendo em conta o envelhecimento da população. “A procura tem aumentado”, revela. E diz não haver muita concorrência. “Se entendermos por concorrência lojas que vendem os mesmos produtos, sim. Mas se falamos de conceitos globais virados para a população sénior, desconhecemos a sua existência em Portugal”.

Tanto por cá como noutros países, não há muitos conceitos de retalho dirigidos exclusivamente para os mais velhos. Por exemplo, nos supermercados, há uma secção de brinquedos e de artigos infantis, mas não há nenhuma virada para o público sénior. “O comércio não pode desprezar este segmento, mas tem de o inserir nos seus sortidos de produtos de uma forma harmoniosa, não descriminando ou não segmentando de maneira que possa ser considerada desvalorizadora”, justifica José António Rousseau, ex-director da Associação das Empresas de Distribuição e actual presidente do Fórum do Consumo.

“Hoje, uma pessoa de 65 anos é sénior no BI. Mas não se sente velha e os comportamentos de compra continuam a ser de pessoas mais jovens. Se pensarmos numa pessoa de 85 anos, já é diferente. Por razões de saúde e até de mobilidade, já não têm as mesmas características de consumo. Consomem menos”, analisa. Daí que, na sua opinião, não faça sentido ter secções específicas, mas sim aumentar a oferta, incluindo produtos com menos sal, açúcar e gorduras ou serviços que ajudem quem já tem pouca mobilidade, como transportar compras ou levá-las a casa.

Residências assistidas

Na Domus Vida, um empreendimento de residências assistidas do grupo José de Mello na Junqueira, Lisboa, a residente mais velha tem 103 anos. Todas as quartas-feiras se diverte nas sessões de dança, onde às vezes, a filha, de 70 anos, também participa. Está nestas residências para ficar, uma opção que cada vez mais idosos seguem. Preferem não estar sozinhos e tirar partido dos serviços que as residências oferecem: acompanhamento médico permanente, alimentação, limpeza das instalações e actividades. Normalmente, estes projectos têm piscina, ginásio, biblioteca, jardins, capela, salas de leitura, cabeleireiro. E fazem sessões de leitura, cinema, bingo, tai-chi, pintura.

“Passa a ser a casa destas pessoas. Podem convidar quem quiserem. Não temos nenhuma limitação de entrada, nem de horas. Podem convidar amigos e familiares”, explica Julian Ulecia. O presidente da administração da José de Mello Residências e Serviços explica que também há utentes que apenas ficam temporariamente e outros que procuram estas casas para recuperação e reabilitação. Alguns chegam com total independência, mas também há os que têm dependências físicas ou demências. As residências da Junqueira, com 97 camas em quartos individuais e duplos, existem há 11 anos. “Surgiram devido à nossa visão de que o aumento da longevidade e da esperança média de vida e de que as necessidades das populações mais idosas iam crescer em Portugal. É complementar à nossa área da saúde”, acrescenta, rejeitando que estes serviços se destinem apenas à classe alta. Com ocupação entre 85% e 90%, há mensalidades a partir de 1.950 euros ou diárias desde 92 euros.

Também o grupo Luz Saúde tem investido neste mercado. Em 2003 abriu o Clube de Repouso Casa dos Leões, em Carnaxide. E, em 2009, inaugurou as Casas da Cidade, junto ao Hospital da Luz, em Lisboa, disponibilizando tipologias entre T0 e T2. “O mercado privado de residências sénior tem um potencial de crescimento limitado, sobretudo por questões económicas, agravadas pela crise. Os clientes estrangeiros são uma hipótese de crescimento”, relata Miguel Carmona, administrador desta área de negócio. Ainda assim, em Carnaxide a ocupação ronda os 85%, com mensalidades desde 1.365 euros para ficar num apartamento de forma vitalícia (a que acresce um valor de admissão que varia entre 23 mil e 161 mil euros) e de 2.125 euros para as estadias temporárias.

Já a Visabeira optou por entrar neste mercado há um ano, quando, em parceria com a Misericórdia de Azeitão, abriu o Porto Salus, pensado para as pessoas com mais de 65, e localizado junto ao hospital Nossa Senhora da Arrábida, usufruindo dos seus serviços médicos.

“Constatámos que, apesar de em Portugal esta faixa da população estar a atingir uma dimensão muito relevante, não existe no mercado um número correspondente de empresas realmente especializadas na resposta ao envelhecimento”, explica o responsável, Jorge Costa. Com 120 unidades de alojamento, ficar num quarto duplo tem um custo mensal a partir de 1.400 euros. “Uma percentagem considerável dos nossos clientes são professores e funcionários públicos já aposentados”, nota. Setenta por cento ficam com carácter permanente.

Fonte: Sol

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 21/05/2015

Accesibilidad urbana: Un tema latente para los vecinos con discapacidad


Desde el municipio trabajarán en la problematicaDesde el municipio trabajarán en la problemática

La Defensoría del Pueblo recibe constantes reclamos por la falta de accesibilidad en nuestra ciudad para transitar. Las veredas en mal estado son una de las causas principales.

Según contó el defensor del Pueblo Alejandro Luchessi, varios vecinos se acercaron a presentar su reclamo por la inaccesibilidad para transitar por determinados lugares de la ciudad.

“Vimos muchos arreglos que están a cargo por parte del frentista, pero es muy importante la intervención del Estado, ya que la misma ordenanza que estipula la conservación de las mismas dice que en caso de que el vecino propietario frentista no arregle la vereda, es la Municipalidad la que va a tomar la acción de repararla”, comentó el Ombudsman.

En este marco, destacó que “personas con serias dificultades motrices han tenido accidentes con la silla de ruedas por el estado de la vereda. Ellos tiene un derecho a transitar y la barrera arquitectónica hay que sacarla para hacer más accesibles todos los espacios públicos”.

Ante esto, desde la institución, “en forma inmediata hemos cursado el reclamo a Obra Pública, en algunos casos se ha tomado la acción de forma inmediata y en otros casos no hemos visto que haya una respuesta efectiva”, expresó.
Y agregó: “Conozco y entiendo que es una causa que lleva tiempo, pero también lleva mucho tiempo en nuestra ciudad el estado calamitoso de algunas vías o la ocupación de camiones que obstruyen el paso vehicular y peatonal”.

Por último, sostuvo que “estamos lejos de tener una accesibilidad plena, sé que este gobierno ha tomado muchas acciones a favor para disminuir esta distancia, aunque falta todavía”.

Por otra parte, de cara a la temática, el secretario de Turismo Oscar Antonio, habló de la problemática. “Estamos en proceso de comenzar a dar la cara y no la espalda con respecto a la accesibilidad. En el resto del mundo se le da mucha importancia y en Villa Carlos Paz, este tipo de obras y de acciones quedaron relegados y desde la Secretaria de Turismo junto con el municipio de la ciudad vamos a trabajar en estos proyectos para saber lo que tenemos que hacer en materia de accesibilidad. Tenemos que pensar en el no vidente, que cuando se sienta en un restaurante no tiene una carta con sistema braile”, finalizó.

Fuente: Carlos Paz Vivo

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 21/05/2015

Daniel Kish, o cego que aprendeu a ver


Daniel Kish é cego dede que tinha 13 meses de vida, mas ele aprendeu a ver usando uma forma de localização por meio de ecoDaniel Kish é cego dede que tinha 13 meses de vida, mas ele aprendeu a “ver” usando uma forma de localização por meio de eco

Daniel Kish, 47 anos é completamente cego desde que era apenas um bebê, mas isso não o impediu de viver uma vida extremamente ativa, que inclui andar de bicicleta ou caminhar sozinho pelas montanhas. Para fazer isso, ele aperfeiçoou uma forma de ecolocalização, o mesmo mecanismo utilizado pelos morcegos para ver no escuro.

Daniel nasceu com uma forma agressiva de câncer chamado retinoblastoma, que ataca a retina, e em apenas 13 meses os médicos tiveram de remover ambos os olhos a fim de salvar sua vida. Ele agora tem olhos protéticos. Ele nunca viu uma árvore, um carro, ou um outro ser humano, mas é perfeitamente capaz de caminhar sozinho em qualquer ambiente, mesmo acidentado, e até mesmo descreve seu entorno com riqueza de detalhes, usando a ecolocalização, uma técnica que pratica desde uma tenra idade.

Basicamente Daniel usa o som para ver. Cada ambiente e superfície tem a sua própria assinatura acústica e ele produz cliques agudos breves com a língua para identificá-los. As ondas sonoras que ele cria viajam a uma velocidade de mais de 340 metros por segundo, golpeando todos os objetos que o rodeia, e retornam aos seus ouvidos com a mesma taxa e com menor intensidade, dizendo-lhe exatamente o que está acontecendo ao seu redor, permitindo que se localize.

– “Eu uso a ecolocalização desde os dois anos de idade, ou mais jovem, mas eu realmente não consigo me lembrar”, disse Kish em uma entrevista. – “Duvido muito seriamente de que a maioria das pessoas que enxergam deem atenção sobre a forma como veem, então eu realmente não prestei atenção em quando comecei a fazer isto para ver”. Mas ele descobriu muito rapidamente e desde então está afiando suas habilidades de ecolocalização quase à perfeição.

Seu método envolve estalar a língua contra o céu de sua boca. Quando Daniel Kish estala a sua língua, o mundo responde.Seu método envolve estalar a língua contra o céu de sua boca. Quando Daniel Kish estala a sua língua, o mundo responde.

Uma equipe de cientistas espanhóis estudou Kish e descobriu que o clique que ele faz movimentando a ponta da língua rapidamente e com firmeza contra o céu da boca é acusticamente ideal para a captura de ecos.

Daniel diz que há duas razões para a ecolocalização, ou FlashSonar, como ele gosta de chamar, funciona tão bem para os seres humanos. O primeiro é o posicionamento dos nossos ouvidos de cada lado da cabeça. É raro que giremos para o lado errado quando alguém chama nosso nome, porque o som atinge o ouvido um milésimo de segundo mais rápido do que o outro, tempo suficiente para o córtex auditivo processar. A segunda razão é a nossa excelente audição. Ouvimos muito melhor do que vemos, como comprovado pelo fato de que não podemos detectar a luz ultravioleta ou infravermelha, mas em comparação, podemos ouvir até 10 oitavas. Podemos ouvir o que acontece atrás de nós, ou em cantos escuros e até mesmo em uma sala completamente à prova de som, nunca estamos em silêncio, já que podemos ouvir nossos próprios órgãos internos. A audição humana é muito subutilizada.

Assim Daniel usa o som que reflete no ambiente para formar imagens tridimensionais de seus arredores, em sua cabeça.

– “Não que eu possa realmente diferenciar metal da madeira, mas posso dizer que a diferença entre o arranjo das estruturas”, disse ele à BBC. – “Por exemplo, uma cerca de madeira é susceptível de ter estruturas mais espessas do que uma cerca de metal e, quando a área é muito tranquila, a madeira tende a refletir de forma mais vibrante, já o metal é mais intenso”. Mas o sentido das imagens pode ser muito rico para um usuário especialista da ecolocalização, que lhe permite detectar pequenos detalhes, como se um edifício é inexpressivo ou ornamentado. Ele aponta que as condições ambientais devem ser favoráveis para que o FlashSonar seja confiável.

Desde 2000, Daniel criou uma pequena organização sem fins lucrativos chamada World Access for the Blind, que ensina a ecolocalização para os deficientes visuais. Mais de 500 alunos de 25 países ao redor do mundo tiveram aulas a com este Batman da vida real, no entanto, nenhuma grande organização de cegos na América apóia sua missão.

A Federação Nacional dos Cegos considera que a ecolocalização é muito complicada para a maioria dos cegos, e outros ainda consideram que o comportamento de Daniel Kish é “vergonhoso” por causa da língua estalando, algo que poderia ser considerado anormal em certos ambientes. Mas ele está cansado de ouvir que o melhor para qualquer cego é ficar perto de casa, memorizar rotas e depender da benevolência das pessoas com visão para executar a maioria das tarefas rotineiras. Então, apesar de uma total falta de apoio, ele continua a tocar sua ONG, dando dicas e aulas gratuitas para quem quiser aprender a ecolocalização como uma oportunidade de ver com os ouvidos.

Fonte: Metamorfose Digital

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 20/05/2015

‘Accessible Art’ exhibit at the Broad Museum


The Eli and Edythe Broad Art Museum featured an interactive, student-generated art exhibit that bridges painting and poetryThe Eli and Edythe Broad Art Museum featured an interactive, student-generated art exhibit that bridges painting and poetry

Touching artwork at museums is almost always forbidden.

But the “Accessible Art” exhibit at the Eli and Edythe Broad Art Museum asked museumgoers to do just that.

“Exceptions,” a student-run art and literary journal for students with visual disabilities, hosted the “Accessible Art” exhibit to show that art in exhibitions can be inclusive to those with visual disabilities.

The editorial team at “Exceptions” commissioned original poems from students enrolled in a poetry course with Robin Silbergleid. The poems then served as inspiration for students enrolled in Alisa Henriquez’s studio art course. The resulting works display a wide range of interpretations and appeal to visitors both sighted and blind.

“Accessibility in museums is slowly getting better, but it could be better,” said Katie Grimes, managing editor of “Exceptions.” “The things we’re doing to make this exhibit available to people across the visual ability spectrum is not that hard.”

Mike Hudson, director of MSU’s Resource Center for Persons with Disabilities, is optimistic that future art museums will look to the Eli and Edythe Broad Art Museum and identify new strategies that can make a difference for those with disabilities.

“The notion that you can go into a flagship museum and find ways to be included, despite disabilities, is phenomenally powerful and something that really connects well with the MSU tradition of quality, inclusiveness and connectivity,” Hudson said.

Michelle Word, director of education at the museum, said the question of accessibility within the arts is important to the museum.

“I think about how we can make the museum more welcoming and comfortable to a wide audience and share art with them in different ways,” Word said.

Alisa Henriquez, professor in the Department of Art, Art History and Design, said creating the work was a different experience for students because visual artists don’t usually consider their work as ever being touched.

“The bringing together of poets and visual artists is a very wonderful idea,” Henriquez said. “They are similar art forms and it was challenging for students to make work for visually impaired museumgoers.”

Source: Michigan State University

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 20/05/2015

Hotéis devem melhorar acessibilidade


Ricardo Shimosakai tem projetos eficientes para organizar a acessibilidade na hotelaria, mas é preciso a aceitação do mercadoRicardo Shimosakai tem projetos eficientes para organizar a acessibilidade na hotelaria, mas é preciso a aceitação do mercado

De acordo com o IBGE, o Brasil tem 45,6 milhões de pessoas com deficiências. A maioria dessas pessoas estão aptas a viajar e muitas são ótimos turistas em potencial. Mas na hora de escolher um destino, o viajante com deficiência procura locais que estejam prontos para recebê-lo, com estrutura adequada e profissionais preparados a lidar com todas as situações.

A MalaPronta.com, um dos principais canais de reservas online do país, tem procurado reforçar as parcerias com hotéis adaptados e que ofereçam as melhores estruturas para os hóspedes com deficiência. O diretor geral da empresa Turismo Adaptado, Ricardo Shimosakai, que também é consultor em acessibilidade e turismo, aponta dados curiosos, outros preocupantes, e conta que o turista com deficiência representa um ótimo nicho de mercado a ser bem desenvolvido no país.

Segundo Shimosakai, o Brasil vem melhorando muito a estrutura para receber esses turistas e pode ser considerado referência quando em comparação com outros países da América do Sul, mas ainda há muito a ser feito. ”Comparando em relação aos outros países da América do Sul, o Brasil está muito bem, mas em relação à América do Norte, Europa, ainda deixa a desejar”.

O consultor aponta que os hotéis estão cada vez mais preparados para receber o turista com deficiência, mas que a velocidade de adaptação é muito lenta e que a maioria ainda não cumpre a lei que exige acessibilidade. “A Turismo Adaptado está organizando a hotelaria brasileira para o turismo acessível, identificando quais as acessibilidades que o hotel realmente possui, e prestando consultorias para adequá-los”, afirma. Ele lembra que o principal problema é a clareza de informação. “Por exemplo, alguns hotéis dizem que possuem cadeira de banho, que na verdade é uma cadeira de plástico da piscina que colocam embaixo do chuveiro – e a cadeira de banho não é isso. Para não culpar somente o mercado, também falta informação do turista com deficiência, em dizer qual a necessidade dele, para que o local consiga atendê-lo adequadamente. É isso que nós fazemos no agenciamento de viagens, verificando os desejos relacionados ao turismo, e as necessidades relacionados à deficiência, para que ele seja plenamente atendido”, explica Shimosakai.

Além da acessibilidade nos hotéis, é preciso que as cidades também estejam adaptadas em todos os sentidos. “É preciso que o transporte, atrativos turísticos, guias de turismo, restaurantes, enfim, todos os itens que compõem uma viagem sejam acessíveis”, alerta o consultor.

Bons exemplos

Ricardo Shimosakai aponta que há destinos no Brasil que estão muito bem preparados para o turismo adaptado. “Podemos citar Bonito, Foz do Iguaçu, Gramado, Natal, Rio de Janeiro, São Paulo como as cidades mais acessíveis para o turista com deficiência no Brasil”. Os destinos mais procurados são os mesmos buscados pelo turista convencional, afinal o desejo como turista é igual para todos. “Porém nós aconselhamos a pessoa a procurar lugares mais interessantes, mais prontos para recebê-los. Por exemplo, um casal de cegos nos procurou querendo ir para a Amazônia. Eu perguntei qual a razão de escolher a Amazônia, se tinha algo específico no destino, que só poderia conhecer lá, ou se estavam procurando por um destino de natureza. Pois se fosse só por conhecer a natureza, Bonito seria muito mais interessante, mais preparado para recebê-los e no final das contas mais barato, pois eles eram do Rio Grande do Sul”, exemplifica o consultor.

Mas ele lembra que o preconceito ainda existe. “Apesar de o brasileiro ser um povo muito amistoso, ainda há muito desrespeito. A pessoa com deficiência geralmente dá mais valor à forma como é tratada do que propriamente à acessibilidade”, garante. No entanto, ter uma boa estrutura e não ter um pessoal preparado não adianta. “Alguns lugares possuem plataformas elevatórias, mas que precisam ser acionadas por um funcionário. Infelizmente é muito comum que o funcionário não saiba operar o equipamento, sem contar que também a falta de manutenção provoca a inutilização do maquinário”, conta.

Por fim, o consultor em turismo adaptado lembra que “mais do que uma obrigação – pois a acessibilidade está prevista em lei, e quem não a cumpre pode sofrer penalidades – o turismo acessível é muito vantajoso”. Os números não deixam dúvidas: em todo o mundo são mais de um bilhão de pessoas com algum tipo de deficiência. Uma parte significativa delas está apta a viajar. Isso é comprovado em países desenvolvidos, que movimentam bilhões de dólares e euros anualmente com viagens nesse segmento.

Fonte: Jornal de Turismo


Blind and partially sighted people who swapped places with bus drivers in Bolton to demonstrate the barriers they face when travelling on busesBlind and partially sighted people who swapped places with bus drivers in Bolton to demonstrate the barriers they face when travelling on buses

DRIVERS got onboard to find out the obstacles blind and partially sighted people have when catching and travelling on buses.

Blind people from Bolton “swapped places” with the drivers as part of the Royal National Institute of Blind People’s (RNIB) bus campaign.

Drivers took part in tasks such as trying to board a bus and paying for a ticket.

Rob Hughes, Operations Manager for First in Bolton, said: “We are delighted to take part in this event.

“First is proud of its record in helping all disabled customers to have confidence in bus travel.

“This awareness day is part of our training for drivers and will further enhance their customer service skills to deal with many types of situations they may encounter when driving their vehicles.”

Lindsay Armstrong, RNIB Regional Campaigns Officer for the North West, said: “Catching a bus should not be a sight test.

“Local bus travel is a lifeline, providing an important means of transport within the community for those who are not able to drive. Buses are often the only affordable way to travel independently to work, appointments or to visit friends and family.

“However, the difficulties blind and partially sighted people face in making journeys, that other people often take for granted, are unacceptable and often unnecessary. We want operators to remember one simple principle: stop for me, speak to me.

“We are excited to be working with First Bus in Bolton to build drivers’ awareness of the difficulties faced by blind and partially sighted passengers, which will help make their journeys easier and therefore more enjoyable in the long term.”

Source: this is lancashire

Publicado por: Ricardo Shimosakai | 19/05/2015

Bússola implantada no cérebro substitui visão


Após usarem neuroprótese, ratos cegos aprendem a se orientar em um labirinto como se enxergassem.Após usarem neuroprótese, ratos cegos aprendem a se orientar em um labirinto como se enxergassem.

Cientistas japoneses criaram um tipo de neuroprótese que pode transformar o cérebro de animais em uma espécie de GPS. O equipamento foi implantado em ratos cegos que, mesmo sem a visão, aprenderam a usar o dispositivo para se orientar em um ambiente tão bem quanto animais que podiam ver. O estudo, publicado na revista Current Biology, mostra como o cérebro de mamíferos tem capacidade de adaptação para aprender novas habilidades. Se funcionar em humanos da mesma forma, o equipamento usado no experimento pode ser uma nova ferramenta para ajudar pessoas cegas a ganharem mais autonomia, mesmo que elas não tenham a visão restaurada.

O implante foi construído a partir de um sensor geomagnético, do mesmo tipo usado nas bússolas digitais de smartphones. A peça contém ainda dois microeletrodos, que foram conectados diretamente ao córtex visual do cérebro dos ratos. Esse conjunto foi implantado na cabeça de cobaias adultas que nunca tinham enxergado e, portanto, dependiam dos seus outros sentidos para se movimentar. O aparelho de bateria recarregável podia ser ligado e desligado quando necessário, permitindo que os pesquisadores comparassem o comportamento dos bichos com e sem o efeito da peça.

Os animais foram, então, colocados em um labirinto que se dividia em duas direções: uma que escondia um alimento e outra que não levava a nada. O percurso serviu de pista de treino para os bichos por três dias, que cada vez mais pareciam dominar o caminho correto para chegar ao prêmio. A única informação que eles tinham como referência era o sinal enviado pela neuroprótese, que os informava sobre para que direção suas cabeças apontavam.

Depois de algumas visitas ao labirinto, os ratos cegos aprenderam a usar as direções geomagnéticas para descobrir o caminho que levava à comida. Em apenas dois dias, as cobaias atingiram uma taxa de sucesso de oito a nove acertos a cada 10 tentativas. Esse índice só foi alcançado pelos animais que podiam enxergar depois de cinco dias de treinamento. Mesmo quando a posição do labirinto era modificada em relação ao laboratório, os roedores permaneciam capazes de usar os pontos cardeais detectados pela bússola para se orientar. Quando o aparelho foi desligado, no entanto, os bichos voltaram a andar sem direção pelo circuito, encontrando o petisco em menos da metade das vezes.

Cientistas japoneses compensaram a falta de visão de ratos cegos com um senso artificial de orientaçãoCientistas japoneses compensaram a falta de visão de ratos cegos com um senso artificial de orientação

O experimento mostrou que o aparelho não restaurou a visão dos ratos, mas deu a eles uma boa noção do espaço que ocupam. Os animais geralmente dependem de referências visuais para saber aonde estão indo, mas os roedores cegos conseguiam se mover com precisão graças a sinais geomagnéticos. “Nós nos surpreendemos com o fato de os ratos terem compreendido um novo sentido que nunca haviam experimentado nem tinha sido ‘explicado’ por ninguém e aprendido a usar isso em tarefas comportamentais em apenas dois ou três dias”, disse, em um comunicado, Yuji Ikegaya, pesquisador da Universidade de Tóquio e um dos autores do trabalho.

Flexibilidade O ponto mais marcante desse estudo, na opinião dos autores, é como ele revela o potencial latente do cérebro. “Nós demonstramos que o cérebro do mamífero é, mesmo na idade adulta, flexível o suficiente para se adaptar e incorporar uma habilidade nova, nunca experimentada, não inerente às suas fontes de informação pré-existentes”, completou o pesquisador japonês. Outros estudos já haviam demonstrado que o córtex auditivo de furões poderia responder a estímulos visuais quando as projeções da retina eram cirurgicamente redirecionadas a essa outra região cerebral.

Os pesquisadores acreditam que o mesmo princípio aplicado nesse novo experimento possa ser adaptado na criação de uma ferramenta para auxiliar pessoas que sofrem com perda de visão grave. Eles sugerem que os sensores geomagnéticos possam ser instalados em bengalas usadas por cegos ou até mesmo na forma de neuroimplantes, como os usados pelos animais.

Outros tipos de próteses poderiam, inclusive, dar aos humanos “superpoderes”. Se o princípio de neuroplasticidade funcionar para outros tipos de estímulo, bastaria adaptar o dispositivo com outros tipos de sensor para “ensinar” o cérebro a detectar radiação ultravioleta e ondas ultrassônicas, por exemplo. Experimentos anteriores já comprovaram que ratos podem perceber sinais infravermelhos quando estimulados por um sensor eletrônico.

“Talvez nós ainda não usemos o cérebro de forma plena. A limitação não vem da falta de esforço, mas sim dos simples órgãos sensoriais do seu corpo. O verdadeiro mundo sensorial deve ser muito mais colorido do que aquele que você está vivenciando atualmente”, acredita Ikegawa.

Fonte: em.com.br

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