Publicado por: Ricardo Shimosakai | 16/05/2015

Ex-goleiro do São Paulo que ficou tetraplégico se torna velejador paraolímpico


Marinalva e Bruno na Baía de Guanabara, que receberá as regatas da vela em 2016Marinalva e Bruno na Baía de Guanabara, que receberá as regatas da vela em 2016

Chegou as categorias de base do São Paulo Futebol Clube ainda bem jovem, em 1998, sendo considerado uma das grandes promessas para o futebol brasileiro no futuro. O jovem goleiro foi convocado diversas vezes para as categorias de base da Seleção Brasileira, inclusive participando da conquista da Copa do Mundo de Futebol Sub-17 em 2003. Tudo isso antes mesmo de se tornar profissional, o que aconteceu em 2005, no próprio São Paulo. Neste ano o jogador foi ainda convocado para o Copa do Mundo de Futebol Sub-20. Em 2006 Bruno era o terceiro goleiro do São Paulo, e muitos já o consideravam o substituto de Rogério Ceni nos próximos anos.

Em 11 de Agosto de 2006, Bruno sofreu um acidente automobilístico enquanto dirigia um veículo na Rodovia Régis Bittencourt. Além dele, estavam no carro o quarto goleiro do São Paulo, Weverson Eron Maldonado Saffiotti, e as jogadoras de Vôlei do Finasa/Osasco Natália Lani Sena Manfrim, Paula Carbonari Gomes do Monte e Clarice Benício Peixoto. O acidente, no qual não se sabe a causa, acabou resultando na morte de Weverson e de Natália, e Bruno acabou tendo um gravíssimo deslocamento na coluna, lhe deixando tetraplégico, acabando precocemente assim com a sua carreira.

Bruno Landgraf e Marinalva de Almeida no Clube Naval, em Niterói

Bruno Landgraf e Marinalva de Almeida no Clube Naval, em Niterói

Desde 2009, Bruno veleja duas vezes por semana no clube da Associação dos Servidores do Banco Central (ASBAC), localizado na represa de Guarapiranga, Região Metropolitana de São Paulo.

Acompanhado do pai Luiz, Bruno procurou o ASBAC e a primeira vez deu aos integrantes do clube a quase certeza de que não haveria outra. O dia estava feio, a chuva batia contra seu corpo e a ausência de movimento de tronco tornava necessária a presença de alguém que servisse como suporte no barco adaptado. Bruno precisa da ajuda de equipe e pai quando sai da cadeira de rodas para o barco. Lá dentro, é o capitão. O timoneiro. É ele quem decide os rumos do novo veículo de trabalho.

Em Julho de 2011, conquistou no Mundial, que reuniu os melhores velejadores com deficiência do mundo, em Weymouth, na Inglaterra a inédita vaga para Londres 2012 na classe Skud 18.

 

 

Fonte: Wikipédia


Responses

  1. Republicou isso em Eu Vivo a Melhor Idadee comentado:
    SUPERAÇÃO , ATITUDE , VITÓRIA


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