Publicado por: Ricardo Shimosakai | 27/09/2011

Deficiente intelectual vira instrutor em rede de lanchonetes


“Se alguém ensinar, a gente aprende”, diz Ricardo José de Lima, 28 anos, deficiente intelectual que acaba de deixar o cargo de atendente em uma das lanchonetes da rede McDonald’s para se tornar instrutor. “Eu tenho dificuldade para ler e escrever, mas aprendo tudo só de olhar como faz”, explica.

Lima é um dos poucos exemplos de pessoa com deficiência intelectual empregada. O preconceito com este tipo de deficiência é grande e muitas empresas optam por não contratá-los. Mas o exemplo de Lima mostra que é preciso dar oportunidade para esses profissionais provarem que podem exercer atividades produtivas de forma exemplar.

Esforçado, Lima conseguiu concluir o ensino fundamental no colégio Ivete Vargas em uma turma específica para pessoas com dificuldade de aprendizado. Depois disso, passou a frequentar uma instituição que dá apoio a pessoas com deficiência. Lá, logo tornou-se parte da equipe de apoio. Por conta de seu porte físico vigoroso, ajudava a carregar as crianças com locomoção reduzida, no banho e nas demais atividades.

Quando a oportunidade na rede de lanchonetes surgiu, Lima não tinha a documentação necessária para se inscrever na Lei de Cotas, mas não desistiu. Com a ajuda da mãe, foi atrás de cada um dos papéis e logo se viu contratado. “Foi uma felicidade para mim e para a minha família quando fui contratado. Prefiro muito mais ficar trabalhando do que em casa, à toa”, explica.

Depois de quatro anos na área de atendimento da lanchonete, surgiu uma vaga para o cargo de instrutor, funcionário responsável por ensinar os novatos e verificar se todos os ingredientes estão sendo colocados na porção certa e se os procedimentos de preparo dos alimentos estão sendo seguidos. Lima diz que não teve dúvida, e informou ao gerente sua vontade de se candidatar à função.

Por saber da dedicação de Lima e de sua capacidade de decorar todos os procedimentos, o gerente da loja deu a ele o boné de supervisor, sem necessidade de prova. “Ele me disse que sabia que eu já conhecia tudo aqui”, lembra Lima. Orgulhoso, ele diz que não precisa consultar nenhum manual para checar as especificações de preparação dos alimentos – sabe tudo de cor.

Fonte: Terra

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