Publicado por: Ricardo Shimosakai | 25/04/2015

Empreendedorismo da pessoa com deficiência é tema de livro


Cid Torquato, o autor, falou que o livro já contava com 2 mil exemplares adquiridos pelo SEBRAE, que irá distribuir para seu públicoCid Torquato, o autor, falou que o livro já contava com 2 mil exemplares adquiridos pelo SEBRAE, que irá distribuir para seu público.

Acaba de ser lançado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, o livro “Empreendedorismo Sem Fronteiras – Um Excelente Caminho para Pessoas com Deficiência”, escrito em coautoria pelo secretário-adjunto de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Cid Torquato, e Fernando Dolabela, consultor, professor e autor de vários outros títulos voltados ao empreendedorismo.

Cid Torquato falou que o livro, antes de seu lançamento, já contava com 2 mil exemplares adquiridos pelo SEBRAE, que irá distribuir para seu público. Além disso, Torquato discorreu sobre a maior mensagem que o livro traz. “A principal razão da existência desse livro é querer passar algumas mensagens, uma muito importante é a do ‘eu posso’”. O secretário-adjunto ressaltou, ainda, que essa é uma mensagem essencial para quem tem deficiência. “Temos vários cases no livro. A mensagem básica vivenciada pelas pessoas que se deparam com a deficiência, em geral, é ‘você não pode’. Então, dizer para esse segmento da sociedade, para essas pessoas ‘eu posso’, ‘você pode’, é o mais importante”.

Os autores apresentam formas de empreender com viés na inclusão social, convidando as pessoas com deficiência aos desafios do empreendedorismo. Documenta possibilidades no horizonte da inclusão, como despertar o empreendedor e transformar o sonho em realidade produtiva. Aprofunda a discussão sobre inclusão e empreendedorismo, para que possam ser criadas políticas públicas de incentivo para que pessoas com deficiência se aventurem a empreender.

Capa do livro ‘Empreendedorismo Sem Fronteiras’

Capa do livro ‘Empreendedorismo Sem Fronteiras’

Alternativa

No Brasil, as dificuldades para entrar no mercado de trabalho são grandes para quem tem alguma deficiência, já que muitas empresas declaram não ter estrutura para contratá-las. Alegam, por exemplo, falta de rampas de acesso e piso tátil. Assim, a Lei de Cotas (que reserva em empresas com mais de cem funcionários de 2 % a 5% de seus postos a pessoas com deficiência) torna-se a única alternativa de inserção profissional. “É notório o preconceito que ainda há na sociedade. Há um potencial de 1,5 milhão de vagas de trabalho para pessoas com deficiência no país e só 360 mil são ocupados”, comenta Cid Torquato.

“Empreender pode ser alternativa muito positiva, tendo em vista que ter o próprio negócio possibilita definir com autonomia o ambiente de trabalho e a rotina do dia a dia, aspectos importantes para a inclusão de quem tem deficiência”, destacam os autores da publicação.

O livro “Empreendedorismo Sem Fronteiras – Um Excelente Caminho para Pessoas com Deficiência” está disponível pela editora Altabooks também em versão digital.

Fonte: Eco Brasília


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